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Porto Santo renegoceia dívida e investe 40 milhões

A Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo (SDPS), empresa criada para a execução de vários projectos estruturantes naquela ilha, renegociou a dívida contraída para fazer face ao volume de...

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 12 de Dezembro de 2002 às 10:39
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A Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo (SDPS), empresa criada para a execução de vários projectos estruturantes naquela ilha, renegociou a dívida contraída para fazer face ao volume de investimentos a realizar até 2006.

Face a financiamento anteriormente acordado com as entidades bancárias BCP e Banif, a uma taxa de juro de 1,5%, a empresa firmou um novo acordo, para um empréstimo de 40 milhões de euros, a 0,3% de juros com um período de carência de oito anos.

De acordo com Francisco Tabuada, presidente da SDPS, a nova solução permite que 500 mil euros «sejam poupados anualmente». O contrato de empréstimo a 20 anos com o consórcio bancário liderado pelo banco Efisa, avalizado pelo Governo Regional, foi aliás assinado na passada semana na Madeira.

Esta renegociação decorre, sublinha, de «uma operação obrigacionista a nível mundial» que implicou as três sociedades de desenvolvimento existentes na Região Autónoma da Madeira - Ponta Oeste, Norte e Metropolitana -, assim como a Madeira Parques Empresariais.

As cinco empresas criaram uma outra sociedade, com sede na Holanda, para a obtenção de financiamento no valor de 190 milhões de euros. Como a cada empresa cabe uma participação equivalente, em percentagem, ao peso correspondente do financiamento necessário individualmente, a fatia que cabe à SDSP é de 21,05% da Zarco Finance BV, empresa que tem como única finalidade a operação financeira, finda a qual cessará a sua actividade. A primeira tranche do bolo total, de cerca de 35,6 milhões de euros, será entregue ainda este ano.

Investimentos de 40 milhões

A necessidade de obter um financiamento de 40 milhões de euros (a que acresce nove milhões de euros de capitais próprios da SDSP e quatro milhões de euros de fundo comunitários) por uma empresa detida em 96% pelo Governo Regional e em 3% pela Câmara de Vila Baleeira, serve essencialmente para a compra de terrenos (em que foram aplicados já 12,5 milhões de euros) e para a construção de obras a realizar no Porto Santo no âmbito do plano de investimento a realizar até 2006.

Até 2004, a SDSP pretende ter já um campo de golfe de 18 buracos; um complexo de oito campos de ténis; a recuperação do centro hípico; um centro de congressos com capacidade para 300 pessoas; um edifício de serviços públicos; a recuperação turística de 20 casas no Ilhéu da Cal, um passeio pedonal; um centro de artesanato; uma nova área de bares; uma zona de mergulho com duas piscinas, e um estádio de futebol de praia. Um casino será igualmente construído, mas este por privados, assim que o Governo Regional abra concurso para a concessão de exploração.

O Porto Santo tem hoje uma capacidade hoteleira de 1.500 camas, sendo o tecto limite imposto de 4.000 camas até 2006.

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