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"Sócrates mente tanto que até se esquece que está a mentir"

Marcelo Rebelo de Sousa disse hoje no Congresso do PSD que "é preciso mudar de gente na política" e acusou o primeiro-ministro de ser um mentiroso compulsivo.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 13 de Março de 2010 às 17:43

Marcelo Rebelo de Sousa disse hoje no Congresso do PSD que “é preciso mudar de gente na política” e acusou o primeiro-ministro de ser um mentiroso compulsivo.

“Os portugueses não confiam nas instituições que os governa. Vêem um primeiro-ministro que mente, e mente tantas vezes que às vezes se esquece que está a mentir”, atacou Marcelo, notando que “recuperar a confiança [do eleitorado] vai levar tempo”.

“Isso não se faz só com revisões da Constituição ou alterações legislativas. É preciso mudar de gente na política, gente que tenha trabalhado na vida e que aquilo que tem de rendimentos seja fácil de entender de onde vem”, resumiu.

Para Marcelo, que chegou a Mafra por volta das 15 horas e foi muito saudado pelos militantes que se encontravam nas imediações do pavilhão durante a pausa para o almoço, “o povo não acredita” na governação socialista. “Pode tolerá-los por mais uns tempinhos, mas não confia neles”.

Insistindo na necessidade de mudar a forma de fazer política, Marcelo exemplificou que “políticos e gestores públicos devem ser os primeiros a dar o exemplo, sem privilégios, sem prémios, bónus e reformas que são o escárnio ao que vivem os idosos e os reformados”.

Marcelo concordou com a decisão de Ferreira Leite, anunciada ao princípio da manhã de hoje no Congresso, de apoiar o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), mas disse que o Governo não pode pedir apenas uma “convergência de meras aparências para estrangeiro ver”.

“Abstenção sim, mas temos de exigir sinais sérios de que o PS quer convergir connosco”, resumiu Marcelo, que momentos antes criticara os socialistas por terem agendado a votação do projecto de resolução do PEC para a véspera da eleição do novo líder do PSD, a 26 de Março.

“Não devemos confundir a salvação nacional com a salvação de um primeiro-ministro. A primeira merece tudo, a segundo não merece nada”, concluiu, para gáudio dos delegados e militantes presentes no congresso extraordinário que amanhã termina.

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