Rajoy: "Estou convicto que o pior já passou"
Chefe de Governo espanhol defende que 2013 será um pouco melhor que 2012 em termos económicos e que em 2014 "Espanha vai ter crescimento económico positivo".
“Em 2014 creio que Espanha vai ter crescimento económico positivo”, afirmou o primeiro-ministro de Espanha.
Mariano Rajoy explicou ainda aos jornalistas que “os objectivos do Governo são o crescimento e o emprego” mas é “preciso controlar o défice público" e "não se pode gastar o que não temos”.
O chefe de Governo destacou ainda que Espanha está “a fazer um esforço” para implementar medidas para “recuperar o emprego e crescimento” mas, para o líder, são também “precisas reformas estruturais”. “Há um problema na Europa. Há dúvidas sobre” a moeda única mas “estou convicto que o pior já passou. Estou também convicto de que temos de nos financiar a taxas de juros sustentáveis”, acrescentou.
Um ano de GovernoHá um ano, Mariano Rajoy foi eleito chefe do Governo e, na conferência de imprensa, os jornalistas pediram um balanço a este ano. “As medidas económicas que estamos a adoptar não são só para reduzir o défice. São reformas estruturais. É verdade que as medidas que estamos a implementar são difíceis para as pessoas e são difíceis de explicar mas são imprescindíveis” afirmou Rajoy em jeito de balanço de um ano de Governo.
“Sabíamos que este ano ia ser mau”, assegurou, acrescentando que o Governo sabia que “no ano de 2012 em Espanha” o desemprego ia aumentar muito. “Não foi uma surpresa”, garantiu. Contudo, “2013 vai ser melhor e em 2014 vai haver crescimento” económico.
Ainda assim, a questão mais importante para a Espanha, voltou a destacar o governante, é que quer as entidades públicas quer as entidades privadas se possam financiar com taxas de juros sustentáveis.
Por outro lado, a reestruturação da banca é também um passo fundamental para a economia espanhola. Rajoy aproveitou ainda a ocasião para defender que as reformas estruturais em curso vão sortir efeito e vão dar mais competitividade à economia, o que pode gerar crescimento económico. “No próximo ano a conta corrente vai estar equilibrada ou com saldo positivo”, destacou ainda.