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Rogoff e Reinhart publicam errata ao “erro Excel”

Os dois economistas publicaram formalmente uma correcção ao seu estudo sobre a dívida pública e o crescimento. Porém, os autores mantêm a conclusão de que existe uma correlação entre uma elevada dívida pública e um crescimento económico baixo.

10 de Maio de 2013 às 13:57

Kenneth Rogoff (foto em cima) e Carmen Reinhart (foto em baixo) publicaram uma errata ao seu artigo de 2010 - “Crescimento em tempo de dívida” -, reconhecendo os erros evocados pelos académicos de Massachusetts, mas deixando inalterada a principal conclusão do estudo: uma elevada dívida pública conduz a um baixo crescimento económico.

Assim, três anos depois da publicação do estudo Rogoff e Reinhart corrigiram as falhas nas tabelas estatísticas do Excel no qual basearam as conclusões do artigo.

Apesar de introduzirem alterações, os economistas explicam que tais modificações não alteram a principal conclusão que defendem desde 2010.

Na errata, para além de corrigirem as médias de crescimento para o período compreendido entre 1946-2009, que foram criticadas pelos investigadores de Massachusetts, os autores reviram ainda as medianas para o período de tempo referido bem como outras médias e medianas para outros dados que remontam a 1800.

As alterações introduzidas pelos dois economistas, que agora incluem mais países e dados de mais anos para análise, mantêm a conclusão de 2010. Contudo, os novos dados apontam para uma queda no crescimento médio entre 2,8% e 1,8% quando a dívida pública de um país ultrapassava 90% do PIB.

Rogoff e Reinhart publicam errata ao “erro Excel”

A conclusão de que uma elevada dívida pública está relacionada com um crescimento menor é também defendida por outros investigadores e instituições, como o Fundo Monetário Internacional e o Banco de Compensações Internacionais.

Recorde-se que o estudo dos dois autores foi invocado por várias figuras políticas a nível mundial em defesa da aplicação de políticas de austeridade como resposta à crise e com o intuito de diminuir as dívidas públicas elevadas. Em Portugal, o estudo foi citado por figuras como o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa.

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