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Seguro e Passos Coelho reuniram antes da troika chegar a Portugal

O encontro entre o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o secretário-geral do PS, António José Seguro, que decorreu hoje em São Bento, já terminou e durou cerca de hora e meia. Em cima da mesa esteve a terceira avaliação da troika, que tem início esta quarta-feira.

14 de Fevereiro de 2012 às 21:06

O encontro entre o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o secretário-geral do PS, António José Seguro, que decorreu hoje em São Bento, já terminou e durou cerca de hora e meia.

A informação foi avançada à Lusa por fonte do gabinete do chefe do Governo, que confirmou que um dos assuntos abordados no encontro a sós entre Pedro Passos Coelho e António José Seguro foi a terceira avaliação da 'troika' do programa de ajuda externa a Portugal, que se inicia quarta-feira.

Nas últimas semanas, o líder do PS fez questão de frisar que não foi ele quem assinou o memorando com a 'troika' e disse mesmo não concordar com parte deste texto, mas garantiu sempre que irá honrá-lo.

"Hoje tive oportunidade de dizer na Comissão Nacional, porque considero que é o sítio e o local apropriado, de dizer que não assinei esse memorando, que não concordo com uma parte desse memorando, mas naturalmente que o honro", afirmou Seguro no dia 5 de Fevereiro, em Évora, aos jornalistas, no final da reunião do órgão máximo do partido entre congressos.

O secretário-geral do PS deu como exemplo das suas discordâncias relativamente ao memorando a privatização da Rede Eléctrica Nacional (REN).

Dias depois, em entrevista à RTP, Seguro reiterou existirem "limitações" à sua actuação enquanto "líder da oposição" por "honrar o memorando" assinado com a 'troika': "Eu não negociei o memorando, eu não assinei o memorando, e eu tinha, quando assumi a liderança do PS, duas possibilidades, ou rasgava o memorando, e seria um ato de enorme irresponsabilidade, ou honrava o memorando e o seu compromisso, apesar não o ter assinado, e eu fi-lo".

Na mesma entrevista, Seguro disse estar disponível para se reunir com a 'troika' durante esta nova avaliação, caso para tal seja solicitado, mas disse serem "inimagináveis" mais medidas de austeridade.

Por seu lado, o primeiro-ministro tem reiterado que Portugal não vai precisar de pedir "nem mais tempo, nem mais dinheiro" em relação ao que foi inicialmente acordado no memorando, admitindo apenas negociar com a 'troika' alterações relacionadas com as condições de financiamento da economia portuguesa no sector privado.

O último encontro tornado público entre o primeiro-ministro e o líder da oposição aconteceu a 26 de Janeiro, dias antes do Conselho Europeu informal que se realizou em Bruxelas a 30 de Janeiro.

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