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UE prolonga sanções à Rússia por "unanimidade"

A Rússia continuará a ser afectada pelas sanções europeias pelo menos até Setembro. E vai haver novos nomes na lista de alvos das sanções. Decisão "unânime" não foi colocada em causa pelo novo Governo grego e pela afinidade face a Moscovo.

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 29 de Janeiro de 2015 às 21:56
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Afinal o novo ministro dos Negócios Estrangeiros grego, Nikos Kotzias, não hipotecou a tomada de uma posição conjunta da União Europeia (UE) face à Rússia.

 

Bruxelas acabou por decidir, "por unanimidade", o prolongamento por mais seis meses, até Setembro, das sanções económicas aplicadas a Moscovo na sequência da anexação da Crimeia e ainda acrescentar um conjunto de nomes de indivíduos e entidades à lista de alvos sujeitos a penalizações. As sanções vão desde o congelamento de activos, à revogação de vistos de circulação, passando por restrições aos sectores das finanças, defesa e energia. 

 

Decidimos expandir as medidas restritivas
aos indivíduos
e instituições
(...) até Setembro 
Federica Mogherini
Alta Representante da UE
para a Política Externa
e de Segurança

Após a conclusão do encontro que esta quinta-feira reuniu os 28 ministros dos Estrangeiros da União, a alta representante para a Política Externa e de Segurança, Federica Mogherini, revelou que Kotzias "deixou claro os seus pontos de vista, mas empenhou-se construtivamente para que a UE tivesse uma posição de unanimidade".


Este encontro, marcado de emergência no passado fim-de-semana, na sequência de novos ataques na cidade portuária de Mariupol, no leste da Ucrânia, estava ensombrado pela possibilidade de Kotzias colocar em causa a unanimidade europeia nesta matéria. O que inviabilizaria o prolongamento e a introdução de novas sanções.


A Grécia pretende "prevenir que se abra uma ferida entre a UE e a Rússia", disse Kotzias, citado pela France Presse, à chegada a Bruxelas. Antes, o responsável máximo pela diplomacia grega dissera que a UE "infringiu as regras e tentou apresentar um facto consumado antes mesmo de termos tomado posse". Fazia referência ao facto de, terça-feira, Bruxelas ter emitido um comunicado em que condenava a acção russa no agravar dos confrontos na região do Donbass, admitindo-se a adopção de "medidas restritivas adicionais". O gabinete do recém-eleito primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, prontificou-se então a afirmar "não consentir" tais avisos.

 

UE insiste na aplicação do acordo de Minsk
Mogherini  disse ainda que a UE se esforçará "para assegurar a implementação do acordo de Minsk". A capital da Bielorrússia volta a acolher, esta sexta-feira, representantes da Rússia, Ucrânia e das autoproclamadas regiões independentes de Donetsk e Luhansk. Na cimeira tentar-se-á a aplicação do cessar-fogo, assinado a 5 de Setembro, que nunca foi cumprido. Pelo contrário, nas últimas semanas a intensidade dos confrontos entre os rebeldes pró-russos e o exército leal a Kiev agravou-se. 

 
Varoufakis fala em "respeito"
O ministro das Finanças grego prometeu que não deixaria de escrever no seu blogue pessoal apesar da posição de governante. E está a cumprir. Primeiro, Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, disse que "não é possível que, por um lado se exija solidariedade da Europa para com o nosso país, como Tsipras fez, e depois se assuma como primeiro passo oficial uma separação face à posição conjunta europeia". Depois, Varoufakis explicou que mais do que uma aproximação grega a Moscovo, houve "uma falta de respeito". Porquê? "Porque a questão não é se o nosso novo Governo concorda ou não com a aplicação de novas sanções à Rússia. A questão é se o nosso ponto de vista pode ser entendido como um dado adquirido ainda antes de o conhecerem".
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