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UGT defende vacinação para serviços essenciais e de mão-de-obra intensiva

"O Secretariado Nacional da UGT exige que o Governo e as autoridades de saúde façam tudo o que estiver ao seu alcance para acelerar o plano nacional de vacinação contra a covid", diz o documento aprovado pela central sindical.

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João Cortesão
Lusa 30 de Junho de 2021 às 18:18
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A UGT defendeu hoje a necessidade de vacinar todos os trabalhadores dos serviços essenciais e setores de mão-de-obra intensiva e exigiu ao Governo e autoridades de saúde que acelerem o plano nacional de vacinação contra a covid-19.

Esta posição foi assumida numa resolução aprovada pelo Secretariado Nacional da UGT.

"O Secretariado Nacional da UGT exige que o Governo e as autoridades de saúde façam tudo o que estiver ao seu alcance para acelerar o plano nacional de vacinação contra a covid", diz o documento aprovado.

A central sindical salientou "com agrado o facto de, neste momento, mais de 50% da população já ter efetuado uma dose da vacina e cerca de 1/3 ter o processo de imunização completo".

"A UGT reforça ainda que é necessário garantir a vacinação total dos trabalhadores dos serviços essenciais e nos setores de mão-de-obra intensiva. No entanto, segundo as informações dos últimos dias, o objetivo de ter 70% da população portuguesa vacinada até 8 de agosto pode resvalar 15 dias por causa dos atrasos nas entregas, que continuam a verificar-se por parte de dois laboratórios, o que muito nos preocupa", disse.



A UGT considerou ainda "essencial que nesta época de férias se garantam mecanismos de contratação de trabalhadores que possam assegurar, e até aumentar, o ritmo de vacinação, garantindo o cumprimento do maior processo de vacinação em massa alguma vez realizado a nível nacional e internacional".

Na sua reunião de hoje, o Secretariado Nacional da UGT analisou a atualidade político sindical e criticou o Governo por não promover o diálogo social nem a contratação coletiva.

Por isso, exigiu ao Governo que passe "das meras palavras de circunstância às ações concretas, promovendo um efetivo diálogo social, que permita concretizar as justas reivindicações dos trabalhadores portugueses, num momento de grande incerteza quanto ao futuro".

Apelou ainda ao Governo para que "cumpra o seu papel pedagógico na negociação coletiva e no diálogo social, dando exemplo de boas práticas ao setor privado, designadamente não bloqueando a contratação e a valorização de salários e rendimentos, fundamentais para combater as desigualdades sociais e a pobreza, em crescendo no nosso país".

A UGT instou o Governo a "não ceder aos caprichos e exigências de muitos empregadores que (...) apenas exigem apoios financeiros a fundo perdido, mantendo as políticas tradicionais de baixos salários".

Para a central sindical, é urgente que se consigam acordos de concertação social sobre matérias chave do Plano de Ação para a Implementação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais e para o desenvolvimento do país.

A UGT alertou ainda o Governo para "os atropelos e abusos que estão a ser cometidos por grandes empresas e multinacionais, algumas das quais receberam ajudas do Estado e da UE, que agora se encontram em processos de reestruturação à custa de atirar milhares de trabalhadores para a rua".
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