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Governo confirma cortes em escolas com contrato de associação

Foram identificadas “redundâncias” em escolas com contrato de associação, anunciou o Governo. O que significa que vão mesmo avançar os cortes às escolas privadas. Executivo deu cobertura ao ministro da Educação.

Maria Manuel Leitão Marques
Maria Manuel Leitão Marques Bruno Simão
09 de Maio de 2016 às 21:55

Vão mesmo avançar os cortes no financiamento de escolas com contratos de associação, confirmou esta segunda-feira a ministra da Presidência. O Governo procedeu a um estudo "rigoroso" da rede de ensino pública para perceber se existiam "redundâncias", isto é, escolas privadas a receber financiamento onde existe oferta estatal.

Maria Manuel Leitão Marques confirmou que o estudo "permitiu a identificação de redundâncias", que não identificou nem detalhou, remetendo mais informações para o final da semana, altura em que o Ministério da Educação deverá "dar detalhes" sobre o estudo levado a cabo, e que permitirá perceber, em concreto, quais as escolas que deixam de receber 80.500 euros de financiamento público por turma.

"Este estudo está a ser feito caso a caso, escola a escola, município a município, de modo a revelar as especificidades de cada situação, que serão devidamente tidas em conta", afiançou ainda. O objectivo é pagar apenas o que é necessário pagar. Será com base no referido estudo que se vai decidir o que financiar, "apenas onde se registe insuficiência ou carência da rede pública", precisou.

Foi Maria Manuel Leitão Marques quem falou aos jornalistas porque a decisão de rever o financiamento "é de todo o Governo". E também para mostrar que o Executivo apoia o ministro da Educação depois das "inaceitáveis as declarações do líder do PSD", Passos Coelho, que "insinuou a existência de outros interesses" por parte de Tiago Brandão Rodrigues. A ministra exigiu que Passos concretize as suspeitas levantadas.

Antes da intervenção da ministra, uma delegação que representava professores e encarregados de educação de alunos de escolas com contratos de associação, em Lisboa para entregar 50 mil cartas ao primeiro-ministro a pedir a manutenção do  actual financiamento, reuniu-se com o assessor para os Assuntos Económicos de António Costa.

Nessa reunião, segundo contou ao Negócios Sandra Gonçalves, que representa os pais da escola Didáxis, em Vila Nova de Famalicão, foi dito à delegação que "o despacho ia levar à avaliação da rede caso a caso para descobrir as redundâncias", mas não foram dadas "nenhumas garantias" sobre o que iria acontecer.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou, também esta segunda-feira, que não compreende a polémica. "De quando em vez tenho dificuldade em perceber afrontamentos menos aparentes, que existem no domínio da educação por exemplo".

Os argumentos do Governo e das escolas privadas O Governo decidiu apertar as regras que regulam o financiamento de escolas privadas para suprir carências da rede pública. Fique a par dos principais argumentos do Executivo e das escolas privadas.

GOVERNO

Critérios já existem

O Governo considera que o critério da carência da rede pública já está, actualmente, em vigor, pelo que os colégios e escolas privadas já sabem que as turmas só são financiadas se não existir resposta nas escolas públicas. No fundo, explicou a secretária de Estado da Educação, o Governo só está a cumprir a lei.

Escola pública deve ser a prioridade

Quando confrontado com a possibilidade de virem a fechar escolas privadas ou a serem despedidos funcionários por causa da redução do financiamento, o Governo responde que a sua prioridade deve ser a rede de escolas públicas.

Alunos podem continuar na escola

Mesmo que sejam identificadas redundâncias entre a oferta pública e privada, os alunos não terão de mudar de escola até terminarem o actual ciclo de ensino em que estão a estudar, garante o Governo. A decisão de cortar o financiamento aplica-se apenas às turmas a criar. As turmas com contrato de associação têm financiamento assegurado por três anos, a duração do ciclo.

ESCOLAS

Alterar contratos é ilegal

O director-executivo da AEEP, Rodrigo Queiroz de Melo, defende que é "completamente ilegal" que o Governo queira alterar, já no próximo ano lectivo, os contratos de associação assinados no ano passado, e com duração de três anos lectivos. É com base nisso que uma dezena de escolas vai recorrer aos tribunais.

Discriminação das escolas privadas

O despacho normativo do actual  Governo esclarece o conceito de "implantação geográfica" das escolas privadas com contrato de associação. Para a AEEP, o que o Governo faz é proibir a frequência desses estabelecimentos por alunos que residam fora da sua área de influência. "Uma discriminação", considera Rodrigo Queiroz de Melo.

Qualidade do ensino é desvalorizada

Ao decidir conceder financiamento apenas com base na existência de carências na escola pública, o Governo ignora a diferença de qualidade que existe nas escolas privadas e "obriga os alunos a ir para uma escola má porque se encerra uma boa", defende o director executivo da AEEP.

GOVERNO

Critérios já existem

O Governo considera que o critério da carência da rede pública já está, actualmente, em vigor, pelo que os colégios e escolas privadas já sabem que as turmas só são financiadas se não existir resposta nas escolas públicas. No fundo, explicou a secretária de Estado da Educação, o Governo só está a cumprir a lei.

Escola pública deve ser a prioridade

Quando confrontado com a possibilidade de virem a fechar escolas privadas ou a serem despedidos funcionários por causa da redução do financiamento, o Governo responde que a sua prioridade deve ser a rede de escolas públicas.

Alunos podem continuar na escola

Mesmo que sejam identificadas redundâncias entre a oferta pública e privada, os alunos não terão de mudar de escola até terminarem o actual ciclo de ensino em que estão a estudar, garante o Governo. A decisão de cortar o financiamento aplica-se apenas às turmas a criar. As turmas com contrato de associação têm financiamento assegurado por três anos, a duração do ciclo.

ESCOLAS

Alterar contratos é ilegal

O director-executivo da AEEP, Rodrigo Queiroz de Melo, defende que é "completamente ilegal" que o Governo queira alterar, já no próximo ano lectivo, os contratos de associação assinados no ano passado, e com duração de três anos lectivos. É com base nisso que uma dezena de escolas vai recorrer aos tribunais.

Discriminação das escolas privadas

O despacho normativo do actual  Governo esclarece o conceito de "implantação geográfica" das escolas privadas com contrato de associação. Para a AEEP, o que o Governo faz é proibir a frequência desses estabelecimentos por alunos que residam fora da sua área de influência. "Uma discriminação", considera Rodrigo Queiroz de Melo.

Qualidade do ensino é desvalorizada

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