Não são muitas as vantagens de um MBA no estrangeiro
Tirar um MBA no estrangeiro é um sonho para muitos alunos. Nomes como o Insead ou a London Business School são um chamariz para muitos profissionais em ascensão e com vontade de chegar ao topo.
Tirar um MBA no estrangeiro é um sonho para muitos alunos. Nomes como o Insead ou a London Business School são um chamariz para muitos profissionais em ascensão e com vontade de chegar ao topo.
Apesar das inúmeras vantagens de tirar um MBA no exterior, longe vai o tempo em que isto era por si só sinónimo de credibilidade. Antes de mais, importa a qualidade do curso e da escola que se vai escolher.
As opiniões são consensuais, seja em Portugal, ou no estrangeiro, importa o prestígio do programa. Porém, a experiência internacional e o networking são vantagens reais.
"As vantagens de tirar um MBA no exterior estão associadas à experiência internacional e de deslocalização que vai proporcionar ao candidato e pelo networking'", explica Ana Bernardes, directora de recrutamento da Accenture. Também Fernando Moreira da Silva, administrador da Carris, realça a visão internacional, associada a uma maior capacidade de interagir com outras culturas e idiomas e um networking mais alargado.
No entanto, empregadores e caçadores de talentos alertam que nem sempre esta opção é a mais benéfica. Tirar o MBA lá fora não é garantia de nada. Além disso, há o risco desta formação internacional estar descontextualizada do mercado de trabalho do país onde a pessoa quer desenvolver a sua carreira.
"Um MBA realizado no estrangeiro não é sinónimo de melhor qualidade", defende Ana Bernardes. Para a responsável, "actualmente em Portugal existem bons programas", pelo que apenas se deve optar por um MBA no estrangeiro, nos casos em que a qualidade compensa. "Na Accenture, a escolha é fundamentada na qualidade dos programas, independentemente de serem nacionais ou estrangeiros", remata.
Já Maria da Glória Ribeiro, managing partner da Amrop Portugal, realça que o mercado privilegia sobretudo a exigência. "Se a pessoa tiver capacidade financeira e de admissão para frequentar, por exemplo, o Insead ou a London Business School, na Europa, ou o MIT ou a Kellog's, no EUA, tal poderá constituir uma vantagem devido ao facto de serem instituições com MBA mais antigos e consolidados, com uma visibilidade global de nível superior", destaca a responsável.
Ainda assim, além de ser mais dispendioso, um MBA no exterior está "menos atento a especificidades locais" e à vida empresarial do país onde vai desenvolver a sua carreira, refere Moreira da Silva. O BES vai mais longe e alerta que "a desvantagem é o candidato pensar que, pelo simples facto de se graduar no estrangeiro tem uma vantagem sobre os bons MBA's em Portugal".
Mais do que realizar um MBA no estrangeiro, é fundamental seleccionar os melhores programas. Por isso, escolha o curso de uma universidade reconhecida, para mais tarde colher os louros da sua formação.