Emprego Quase metade das empresas em Portugal suspende contratação de trabalhadores

Quase metade das empresas em Portugal suspende contratação de trabalhadores

Paralelamente, quase 70% das empresas manteve os aumentos salariais que estavam previstos em 2020.
Quase metade das empresas em Portugal suspende contratação de trabalhadores
Ana Batalha Oliveira 12 de maio de 2020 às 12:03

Perto de metade das empresas nacionais suspenderam todos os processos de recrutamento na sequência da pandemia de covid-19, indica um estudo feito pela recrutadora Mercer.

Quase 60% das empresas reconhece um "impacto significativo" da pandemia nas respetivas operações, mas uma percentagem superior – 68% - afirmou ter um plano de continuidade ou plano de preparação para responder à ocorrência de uma pandemia.

O abalo do vírus na atividade das empresas faz-se sentir em várias frentes, incluindo nas contratações. 43% das empresas cancelaram todos os processos de recrutamento, 19% referiu manter exclusivamente processos relacionados com substituições e 29% referiu não ter cancelado, alterando as práticas de recrutamento com recurso a entrevistas virtuais. Apenas 9% das empresas referiram manter os processos de recrutamento sem alterações.

Em relação aos salários, os aumentos que estavam previstos mantiveram-se, em parte porque 32% das empresas já os havia implementado antes da pandemia ter escalado e 37%, porque já os havia comunicado antes do início do surto pandémico. Contas feitas, quase 70% das empresas manteve os aumentos salariais.

Neste campo, mais de metade das entidades inquiridas – 55% - garante não ter alterado o valor do salário entregue aos funcionários em regime de teletrabalho. A mesma percentagem de inquiridos diz ter toda a sua força de trabalho a exercer a partir de casa.

Já 5% das empresas admite ter descido as remunerações mas apenas ao nível dos executivos. As compensações variáveis são ainda uma incógnita para grande parte dos inquiridos, com 45% a revelar que se encontra a ponderar esta situação.  

"A realidade portuguesa está muito em linha com as tendências internacionais, com a agravante de que se prevê que o impacto do COVID 19 seja particularmente gravoso no nosso país", afere Tiago Borges, Rewards Leader da Mercer Portugal.




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