Mercado de Trabalho 75% dos trabalhadores estão insatisfeitos com as perspectivas de progressão (act)

75% dos trabalhadores estão insatisfeitos com as perspectivas de progressão (act)

A percentagem de insatisfeitos subiu de 63% para 75% num ano. Prémios, comunicação interna e o pacote salarial também não ajudam. Instalações e horários geram, pelo contrário, satisfação.
75% dos trabalhadores estão insatisfeitos com as perspectivas de progressão (act)
Catarina Almeida Pereira 25 de janeiro de 2016 às 17:37
Três quartos (75%) dos trabalhadores inquiridos pela Hays, uma empresa de recrutamento, mostram-se insatisfeitos com as suas perspectivas de progressão. Os prémios de desempenho, a comunicação interna, e o pacote salarial são factores que também não contribuem para a motivação, com mais de 60% dos trabalhadores a revelarem-se "insatisfeitos" com estas dimensões do trabalho.

Inversamente, as instalações, o horário, a situação contratual e o ambiente de trabalho são as dimensões que reúnem as mais altas taxas de aprovação dos trabalhadores inquiridos, com mais de 70% a mostrarem-se "insatisfeitos".

"As perspectivas de progressão surgem como o maior factor de insatisfação, reunindo o consenso de 75% dos inquiridos - um valor bastante acima do verificado nos inquéritos do ano anterior (63%)", lê-se no estudo.
Apesar disso, "a disponibilidade para aceitar novos projectos profissionais cai de forma significativa, estando actualmente na casa dos 74%". "Trata-se de uma tendência preocupante, tendo em conta que as intenções de recrutamento dos empregadores a actuar em Portugal continuaram a crescer de forma muito estável, de ano para ano", dizem os autores.

O inquérito da Hays abrangeu cerca de 3.200 trabalhadores qualificados e 800 empregadores e tem como objectivo antecipar as perspectivas para 2016. Os resultados estarão influenciados pelo perfil das empresas contactadas: 43% das empresas inquiridas são multinacionais, 38% são pequenas e médias empresas e 12% das empresas onde foram feitos os inquéritos são grandes empresas nacionais.

Só 6% foram promovidos e mais de dois terços não tiveram aumentos

A insatisfação registada com as perspectivas de progressão na carreira parece ter fundamento nas práticas mais recentes. No ano passado, 40% das empresas declararam que fizeram promoções (uma percentagem mais alta dos que os 27% registados em 2013 ou do que os 33% registados em 2014) mas a percentagem de profissionais que revelam que foram promovidos tem vindo a cair.

Assim, no ano passado, apenas 6% dos inquiridos explicam que foram promovidos em 2015, uma percentagem mais baixa do que os 8% registados nos dois anos anteriores.

A percentagem de empresas que afirmam ter dado aumentos salariais no ano passado tem vindo a subir de 38% em 2013 para 50% em 2015.

Mas 68% dos profissionais inquiridos revelaram que não tiveram qualquer aumento, uma percentagem que, sendo maioritária, fica abaixo dos 75% registados dois anos antes.

"A percentagem de profissionais sem aumento salarial tem vindo a decair, ainda que permaneça em níveis bastante elevados. Por seu lado, a percentagem de empregadores que afirma ter efectuado aumentos continua a crescer gradualmente nos últimos dois anos, situando-se já na casa dos 50% – ainda que, uma vez mais, este valor varie de forma considerável consoante a tipologia ou a localização das empresas. As multinacionais apostaram claramente mais em aumentos salariais, e as empresas das regiões Norte e Centro efectuaram mais aumentos do que as da região Sul", lê-se no relatório.

(Notícia actualizada às 17:52 com informação adicional sobre promoções e aumentos salariais) 






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