Starmer quer "plano coletivo" para Ormuz. "Temos de reabrir o estreito para garantir a estabilidade"

Líder britânico diz estar em conversações com países aliados, incluindo europeus, para que seja possível garantir a segurança à navegação dos navios que passam pelo estreito de Ormuz.
Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido
Chris J. Ratcliffe / POOL / Lusa - EPA
Lusa 12:11

O primeiro-ministro britânico afirmou esta segunda-feira estar a avaliar com os países aliados, incluindo europeus, um "plano coletivo viável" garantir a passagem de navios pelo estreito de Ormuz, ameaçada pelo conflito no Médio Oriente.

"Já agimos em conjunto com outros países para libertar reservas de petróleo de emergência a um nível totalmente sem precedentes, mas, em última análise, temos de reabrir o estreito de Ormuz para garantir a estabilidade do mercado", sublinhou Keir Starmer, numa conferência de imprensa em Londres.

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Starmer disse estar a trabalhar "com todos os aliados, incluindo os parceiros europeus, para elaborar um plano coletivo viável que possa restaurar a liberdade de navegação na região o mais rapidamente possível e atenuar os impactos económicos".

Questionado sobre qual poderá ser o plano, Starmer confirmou que está a ser coordenado com os Estados Unidos, tendo falado sobre o assunto ao telefone com o Presidente norte-americano, Donald Trump, no domingo à noite.

"Queremos garantir que esse plano envolva o maior número possível de parceiros. Esse tem sido o nosso objetivo declarado, nomeadamente nas conversações com os parceiros europeus, inevitavelmente com os parceiros do Golfo e com os EUA, porque precisamos de um plano credível e viável", salientou.

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No entanto, admitiu que "isto não é, no mínimo, fácil".

Sobre a participação britânica, o primeiro-ministro disse que o Reino Unido já mobilizou "sistemas autónomos de deteção de minas" para a região e que também poderão ser mobilizados meios antidrones.

No domingo, Trump afirmou ter pedido a cerca de sete países que enviassem navios de guerra para manter o estreito de Ormuz aberto devido aos ataques iranianos a petroleiros e cargueiros nesta via marítima. "Exijo que estes países intervenham e protejam o próprio território, porque é o próprio território", disse aos jornalistas, no regresso de avião da Flórida (sudeste) para Washington.

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Trump não identificou os países, mas anteriormente tinha já apelado para China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido.

O Presidente norte-americano afirmou também que não esquecerá os países que se recusarem a ajudar e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que, disse, inicialmente se recusou a colocar porta-aviões britânicos "em perigo".

"Quer recebamos apoio ou não, posso dizer isto, e disse-lhes: vamos lembrar-nos", afirmou Trump.

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Na conferência de imprensa, convocada para anunciar apoios financeiros a pessoas afetadas pelo aumento do custo de combustíveis nas últimas semanas, Keir Starmer disse ter discutido o assunto "tal como seria de esperar entre dois aliados e dois líderes".

"A minha liderança consiste em defender com firmeza os interesses britânicos, independentemente da pressão. E acredito que o tempo vai demonstrar que estamos certos desde o início", argumentou.

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