Troika regressa a Lisboa na segunda-feira e pode dar mais um ano para cumprir défice
Na expectativa do ministro das Finanças, o sétimo exame regular do programa de assistência abrirá uma nova etapa na fase do ajustamento, centrada no relançamento do investimento. Degradação da conjuntura externa deve duplicar queda do PIB e levar ao adiamento, por mais um ano, da meta para cumprir défice de 3%.
Os representantes da troika - Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE) – regressam a Lisboa na segunda-feira, para iniciar a sétima avaliação trimestral ao programa de assistência económica e financeira, anunciou o Ministério das Finanças.
Falando na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, Vítor Gaspar referiu-se a uma “nova fase” no programa de ajustamento que estará agora “no princípio do fim”, em que o Governo dará prioridade à recuperação do investimento.
O responsável admitiu a possibilidade de, no quadro desta sétima avaliação, se rever em baixa, de -1% para cerca de -2%, a previsão de contracção do PIB para 2013. Em face desta queda, em parte devido à recessão que se reinstalou na Europa, o ministro das Finanças disse esta manhã ter a expectativa de que a troika possa voltar a estender o prazo para cumprir metas do défice, o que significaria atirar pelo menos para 2015 a obrigação de repor o indicador abaixo de 3%.
Segundo o ministro, este resultado é expectável dada a “alteração de circunstâncias na Europa, a enfase acrescida da Comissão Europeia no saldo estrutural e o facto de se plausível que neste momento a Comissão Europeia venha a propor ao Ecofin o alargamento dos prazos para a correcção dos défices excessivos em Portugal e noutros países”.