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"Este é um dos momentos mais difíceis da nossa história". Zelensky pressionado a aceitar acordo

Os EUA ameaçaram parar de partilhar informação classificada e o fornecimento de armas e sair dos processos de negociação a não ser que a Ucrânia aceite o plano de paz, com termos favoráveis à Rússia, até quinta-feira. Putin encara plano como "base para solução definitiva" do conflito.

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Zelensky diz que Ucrânia arrisca “perder a dignidade” ou 'parceiro fundamental” em resposta à proposta de paz de Trump
21 de Novembro de 2025 às 16:40

A Ucrânia corre o risco de perder um dos seus principais aliados, alertou Volodymyr Zelensky esta sexta-feira, depois de os EUA terem ameaçado cortar os apoios caso os ucranianos não aceitem o acordo de paz proposto pelos norte-americanos, com termos favoráveis para a Rússia.  

“Este é um dos momentos mais difíceis da nossa história”, disse o Presidente ucraniano numa mensagem em vídeo ao país no seguimento do plano de 28 pontos delineado pelos EUA em conjunto com a Rússia, que contém termos que a Ucrânia considera inaceitáveis, como a cedência de território. “A Ucrânia terá de enfrentar uma escolha difícil: perder a nossa dignidade ou perder o nosso aliado chave”.            

Os principais aliados europeus colocaram-se ao lado da Ucrânia na oposição a elementos-chave do plano que, além da cedência de território, prevê a anulação das sanções contra a Rússia, a desistência da investigação a crimes de guerra e a redução da dimensão das forças armadas ucranianas, que também terão de abdicar das armas de longo alcance e de uma futura adesão à NATO. Isto em troca de garantias de segurança e de que o país não será atacado novamente.    

Zelensky acabou por rejeitar o plano norte-americano, que Kiev considera favorecer fortemente o Kremlin, declarando que não trairia o seu país.

Apesar de os termos serem considerados inaceitáveis, a margem para Zelensky não fazer grandes concessões está a esgotar-se. Na quinta-feira, o Presidente ucraniano disse estar disposto a discutir os detalhes do acordo com o homólogo norte-americano, Donald Trump, nos próximos dias, e recebeu sinais dos norte-americanos de que deverá aceitar o acordo.            

Os EUA ameaçaram parar de partilhar informação classificada e o fornecimento de armas e sair dos processos de negociação a não ser que a Ucrânia aceite o plano de paz até à próxima quinta-feira, de acordo com fontes citadas pela Bloomberg. 

Donald Trump confirmou entretanto que deu um ultimato ao homólogo ucraniano para que aceite o seu plano até dia 27 de novembro, Dia de Ação de Graças. “Se tudo correr bem, os prazos podem ser alargados. Mas quinta-feira é o dia que consideramos apropriado", afirmou o líder norte-americano em entrevista à Fox Radio.

Mais trade, na Casa Branca, quando questionado sobre a rejeição do Presidente ucraniano do seu plano, Trump disse que "tem de ser [uma proposta] aceitável para eles, e se não gostarem, bem, já se sabe, podem simplesmente continuar a lutar", frisou o chefe de Estado norte-americano.

Já o Presidente russo, Vladimir Putin, considerou que o plano dos EUA para o conflito na Ucrânia pode "servir de base para uma solução definitiva", ameaçando ocupar mais território ucraniano caso Kiev o rejeite.

"Pode servir de base para uma solução definitiva e pacífica, mas este plano não foi discutido connosco de forma concreta", declarou Putin, durante uma reunião governamental transmitida na televisão russa.

O líder do Kremlin indicou a sua abertura para “resolver os problemas através de meios pacíficos”, o que disse requerer “obviamente uma discussão minuciosa de todos os detalhes” dos 28 pontos propostos pelo homólogo norte-americano.

*Com Lusa

Notícia atualizada com declarações dos presidentes dos EUA e da Rússia 

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