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Cerca de um bilião de libras em ativos está de saída do Reino Unido, diz EY

O Brexit só vai acontecer no final de março. Mas a mudança já começou. Cerca de um bilião de libras em ativos estão a sair do Reino Unido, a caminho de outros centros financeiros europeus.

EPA
Negócios jng@negocios.pt 07 de Janeiro de 2019 às 11:02
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O Reino Unido só vai abandonar a União Europeia em março, mas a mudança já começou. Quase um bilião de libras estão a sair de território britânico e a ir para os novos centros financeiros na região, de acordo com um estudo da EY, citado pela Reuters.

 

"Quanto mais nos aproximamos de 29 de março [o prazo para o Reino Unido sair da União Europeia], mais ativos vão ser transferidos e mais funcionários vão ser contratados localmente ou relocalizados", afirma Omar Ali, responsável pelos serviços financeiros do Reino Unido na EY.

 

O Reino Unido, que deve abandonar o bloco daqui a cerca de dois meses, ainda não conseguiu aprovar um acordo para evitar uma saída abrupta. Embora esteja agendada a votação do acordo no parlamento britânico na próxima semana, ainda não é claro se será aprovado.

 

A consultora tem acompanhado os planos em torno do Brexit de 222 empresas do setor financeiro desde que o Reino Unido votou para sair da União, em junho de 2016. Os dados mais recentes mostram que 80 empresas estão a considerar ou já confirmaram a deslocação de ativos e colaboradores para outros centros financeiros.

 

De acordo com a EY, em causa estão 800 mil milhões de libras (perto de 890 mil milhões de euros) em ativos. Só para a Alemanha deverão ir entre 750 e 800 mil milhões de euros durante este trimestre, refere o promotor do centro financeiro alemão.

 

A consultora diz ainda que foram criados cerca de dois mil novos postos de trabalho na Europa por parte das empresas financeiras em resposta ao Brexit. Dublin, Luxemburgo, Frankfurt e Paris são os destinos mais populares, afirma a EY.

 

"Muitas empresas estão a deslocalizar os funcionários considerados essenciais e a contratar localmente", isto porque os custos de uma deslocalização são elevados, remata.

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