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Excedente externo da União Europeia encolhe 30% no arranque de 2019

O excedente da balança corrente e de capital da União Europeia encolheu 30% no primeiro trimestre deste ano devido à deterioração da balança de bens.

AFP
Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 05 de Julho de 2019 às 10:47
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A conta corrente da balança de pagamentos do conjunto dos 28 Estados-membros registou um excedente de 40,5 mil milhões de euros, o equivalente a 1% do PIB da União Europeia, no primeiro trimestre de 2019. Regista-se assim um aumento de 300 milhões de euros face ao quarto trimestre de 2018.

Contudo, a comparação homóloga não é favorável: o excedente no primeiro trimestre de 2018 tinha sido de 58,3 mil milhões de euros, o equivalente a 1,5% do PIB da União Europeia. A queda homóloga é de 30,5%, de acordo com os dados ajustados de sazonalidade divulgados esta sexta-feira, 5 de julho, pelo Eurostat. 

No arranque de 2019, o excedente da balança de bens foi de 12,5 mil milhões de euros e da balança de serviços de 48,6 mil milhões de euros. Já o défice na balança do rendimento secundário foi de 20,6 mil milhões de euros ao passo que a balança do rendimento primário ficou no equilíbrio. O défice da balança de capital fixou-se em 8,9 mil milhões de euros.

Face ao primeiro trimestre de 2018, a grande diferença passa pela deterioração da balança de bens. O excedente passou para menos de metade dado que as importações de bens cresceram a um ritmo superior ao das exportações de bens. A balança de capital também foi mais deficitária no primeiro trimestre de 2019.

Esta diferença homóloga foi mais visível no conjunto dos 28 Estados-membros do que na Zona Euro. Focando a análise aos 19 Estados-membros que partilham o euro, o excedente externo manteve-se praticamente igual: 3,1% do PIB no arranque de 2019, o que compara com 3,3% no arranque de 2018. Neste caso, o excedente comercial de bens até melhorou. 

Tal não surpreende uma vez que os maiores excedentes externos da UE estão concentrados na Zona Euro. É o caso da Alemanha com um excedente de 67,2 mil milhões de euros e da Holanda com 18,1 mil milhões de euros. Os maiores défices externos são do Reino Unido (37,1 mil milhões de euros) e de França (15,9 mil milhões de euros).

Ao todo, 18 países da UE registaram excedentes, oito défices (incluindo Portugal) e um (Malta) teve equilíbrio. Nesta contabilização não está incluída a Irlanda por falta de dados.

O maior excedente externo da União Europeia é na relação com os Estados Unidos (53,5 mil milhões de euros), seguindo-se a Suíça (20,6 mil milhões de euros). Já o maior défice continua a ser a China (30,6 mil milhões de euros), seguindo-se a Rússia (13,2 mil milhões de euros).
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