pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Escolha o Jornal de Negócios como "Fonte Preferida"

Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.

Adicionar fonte

França, Espanha e Itália pedem políticas mais rígidas em relação à China

Estes e outros países pedem que Bruxelas adote de forma mais ampla medidas de salvaguarda setoriais.

Xi Jinping, Presidenta da República Popular da China
Xi Jinping, Presidenta da República Popular da China Maxim Shemetov / POOL / Lusa - EPA
08:07

Espanha, Itália, Países Baixos, França e Lituânia juntaram-se para exigir à Comissão Europeia medidas comerciais mais agressivas contra a chamada "sobrecapacidade industrial sistémica e estrutural" da China, reportou o jornal South China Morning Post (SCMP).

Um documento consultado pelo jornal, assinado por estes países dias antes de um debate de orientação sobre a China na Comissão Europeia, defende tarifas de emergência mais rápidas, salvaguardas alargadas e novos poderes contra a evasão.

O texto pede, por exemplo, que Bruxelas utilize de forma mais ampla medidas de salvaguarda setoriais, em vez de processos 'anti-dumping' produto a produto.

Uma medida 'antidumping' é uma ferramenta de defesa comercial aplicada pelos governos para combater a concorrência desleal e ocorre quando um país exporta produtos para outro mercado a preços significativamente inferiores aos praticados no seu próprio mercado interno.

Segundo o documento, estas medidas permitiriam impor tarifas ou quotas quando aumentos súbitos de importações prejudicam a indústria local, como já aconteceu com o aço e ligas de ferro chinesas.

O documento sugere ainda uma "ferramenta de resiliência", a ser ativada quando as fontes de abastecimento europeias estiverem excessivamente concentradas.

A iniciativa surge num momento em que governos e indústrias europeias se queixam do impacto económico da concorrência chinesa e coincide com um instrumento que deverá ser apresentado por responsáveis comerciais durante o debate de sexta-feira, presidido por Ursula von der Leyen, e que obrigará importadores de setores estratégicos a diversificar fornecedores.

A França já tinha defendido a criação de uma "ferramenta" inspirada no mecanismo tarifário usado pelos EUA contra a China, enquanto Madrid, apesar da aproximação recente a Pequim, deverá apoiar uma política industrial mais robusta.

Os Países Baixos, tradicionalmente defensores do livre comércio, enfrentam diretamente questões de segurança económica devido a empresas como a ASML, apontou o jornal.

Entretanto, a posição da Alemanha, maior economia da União Europeia (UE), continua em aberto, com a ministra da Economia, Katherina Reiche, a deslocar-se esta semana a Pequim para conversações com o ministro chinês do Comércio, Wang Wentao, acompanhada por empresas com forte presença na China.

Um estudo do Centro para a Reforma Europeia (CER) citado pelo SCMP estima que mais de 400.000 empregos alemães ligados às exportações para a China já poderão ter desaparecido.

Segundo o documento, a combinação das tarifas norte-americanas e das "práticas comerciais desleais" da China provocou a perda de 1 milhão de empregos na indústria europeia entre 2019 e 2025.

O texto coassinado pelos cinco países europeus descreve uma Comissão Europeia sobrecarregada com queixas de 'dumping' e subsídios, e defende que as investigações anti-dumping e anti-subsídios -- a maioria contra a China -- sejam complementadas com medidas de salvaguarda de emergência, aplicáveis de forma mais rápida.

Propõe ainda direitos compensatórios ao nível das empresas, não apenas por país ou produto, o que poderia atingir subsidiárias chinesas a operar globalmente.

O documento pede também medidas mais duras contra a evasão, para impedir que empresas sujeitas a tarifas da UE canalizem bens através de países terceiros, e defende que uma mentalidade de "segurança económica" guie as ações da Comissão.

"O risco de perder capacidades industriais críticas e setores estratégicos não pode ser ignorado", apontou o documento citado pelo jornal.

Ver comentários
Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.