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Marcelo foi à Europa falar num "sonho realizado", Costa conteve otimismo para não "irritar" o convidado

Naquele que foi um "adeus institucional", Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa fizeram uma declaração conjunta em Bruxelas nesta sexta-feira.

13:08

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, esteve esta sexta-feira em Bruxelas para um périplo de despedida das instituições europeias e aproveitou a ocasião para dizer aos principais responsáveis europeus – Ursula von der Leyen, António Costa e Roberta Metsola – que a "Europa foi um sonho plenamente realizado" por Portugal.

Marcelo recordava outras décadas, quando era ainda professor de António Costa, e no qual havia uma grande vontade da sociedade portuguesa em fazer parte do projeto comunitário. "Vivi, desde jovem, o sonho europeu", confidenciou Marcelo.

"Um mandão muito jovem, António Costa, também. Quis o destino que vivêssemos juntos esse mesmo destino, num momento muito importante do mundo, da Europa e de Portugal", acrescentou o ainda Presidente da República, numa referência ao tempo que partilharam em Portugal, durante a presidência de Marcelo. "O sonho Europeu é um sonho que tem de ser alimentado todos os dias. Não há Portugal sem sonho europeu, não há Portugal sem uma Europa forte", concluiu.

"Não podia sair mais feliz, quer das funções que exerço, quer da política, senão num momento em que a Europa reafirma a sua vitalidade, a sua força e recuperação económica, a sua vitalidade em termos de defesa", acrescentou ainda o PR.

"Portugal é um dos países mais firmes no apoio à UE, os portugueses estão em todos os eurobarómetros entre os povos mais apoiantes da UE. Deve-se a 40 anos de muito bem sucedida integração de Portugal na UE", comentou por seu lado António Costa, Presidente do Conselho Europeu.

"O dado mais significativo da transformação de Portugal no seio da UE é no domínio das qualificações. Quando eu conheci [Marcelo] nos bancos da faculdade de Direito, menos de 20% da minha geração concluiu o ensino secundário e 5% frequentava o ensino superior. Temos agora 82% que concluíram o ensino secundário e mais de 40% que concluíram o ensino superior", justificou Costa.

Uma última troca institucional de "mimos"

Numa declaração conjunta, ao lado de António Costa, Marcelo enalteceu que é "uma honra e um prazer" ter um português à frente de um "órgão desta importância e com esta projeção, europeia e mundial".

Antes, já Costa tinha dito que não iria falar sobre o futuro, "para não o incomodar [Marcelo] com o meu otimismo", numa referência a uma descrição que Marcelo fez de Costa, quando o classificou, no passado, como um "otimista irritante". E Costa fez ainda referência a outra tirada de Marcelo, quando o Presidente considerou que "éramos felizes e não sabíamos", depois da saída de Costa da liderança do Governo.

"Nunca tive dúvidas que éramos muito felizes. A dúvida era mais de quem, contrariando o otimismo saudável, cultivava um pessimismo menos produtivo. Fomos felizes, mesmo aqueles que não sabíamos que éramos. As maiores felicidades para a sua nova vida", declarou o Presidente do Conselho Europeu.

No final, Marcelo e Costa, que consideraram este encontro como um adeus institucional, mas não um adeus definitivo, pois tencionam manter a amizade pessoal, apontaram para novos encontros no futuro. Talvez num "bom jantar ou num bom almoço", atirou Marcelo.

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