Polónia acusa Rússia de ciberataque para provocar apagão no país
Ataque foi feito no dia 31 de dezembro e deixou meio milhão de pessoas sem aquecimento.
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O primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, confirmou esta quinta-feira que o país foi alvo de um ciberataque no final de 2025, planeado "durante semanas" pela Rússia e que visava provocar um apagão em todo o território polaco.
Numa conferência de imprensa em Varsóvia, após uma reunião com as autoridades de segurança energética, Tusk revelou que o ataque provocou apagões em várias cidades polacas durante várias horas na véspera de Ano Novo e "deixou 500 mil pessoas sem aquecimento em pleno inverno".
O ataque, detetado em 31 de dezembro, "teve como alvo subestações, linhas de transmissão e operadores de energias renováveis, afetando parques eólicos e duas centrais de cogeração", disse Tusk, acrescentando que, apesar de tudo, "o sistema crítico como um todo não esteve em risco".
"Os sistemas estatais funcionaram corretamente na localização da ameaça", enfatizou.
Esta confirmação surge depois de o ministro dos Assuntos Digitais polaco, Krzysztof Gawkowski, ter acusado formalmente a Rússia, na passada terça-feira, de orquestrar esta sabotagem para desestabilizar o país devido ao "apoio estratégico da Polónia à Ucrânia".
Face a esta vulnerabilidade, Tusk enfatizou a necessidade de implementar a nova Lei do Sistema Nacional de Cibersegurança, um projeto de lei que procura transpor a diretiva europeia NIS-2 para elevar os padrões de proteção em setores críticos como a energia, os transportes e a saúde nos países que a adotarem, com a obrigação de implementar medidas de gestão de risco, autenticação e encriptação.
Segundo o primeiro-ministro polaco, esta lei daria às instituições "ferramentas poderosas" para controlar a interferência estrangeira e proteger o mercado polaco.
"Apelo ao Presidente [polaco, Karol Nawrock] a não atrasar a assinatura desta lei assim que for aprovada pelo Parlamento. Não deverá haver disputas políticas sobre este assunto", declarou Tusk.
O Governo polaco planeia enviar o projeto de lei ao Senado nos próximos dias para lidar com o crescente número de ataques cibernéticos, que ultrapassaram os 170.000 casos apenas nos primeiros nove meses de 2025.
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