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Investimento cresce após 21 trimestres

O regresso do investimento é o dado mais positivo do desempenho da economia portuguesa no último trimestre do ano, analisam os economistas que contribuem para a reacção dos economistas do Massa Monetária. Já o aumento do consumo público gera apreensão.

Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 11 de Março de 2014 às 17:46
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“O dado mais animador [dos dados do último trimestre] vem do investimento (formação bruta de capital fixo) que cresceu 2,7% em termos homólogos, uma variação positiva que já não se observava há 21 trimestres, ou seja, desde o 2.º trimestre de 2008, no início da crise financeira desse Verão”, analisam os economistas do Núcleo de Estudos de Conjuntura sobre a Economia Portuguesa, da Universidade Católica, na "reacção dos economistas" do Massa Monetária, aos dados de PIB divulgados pelo INE.

Filipe Garcia, da Informação de Mercados Financeiros, diz que “as componentes de investimento em material de transporte e compra de máquinas e equipamentos estão a evoluir de forma positiva, provavelmente reflectindo as melhores condições de negócio e de disponibilidade de crédito” e explica que apesar da formação bruta de capital fixo (isto é o investimento incluindo o aumento do “stock” de mercadorias) continuar a cair, essa evolução é justificada essencialmente pelo sector da construção.

Outro elemento que chamou a atenção dos economistas que contribuem para a “reacção dos economistas” do Massa Monetária foi o aumento do consumo público. O INE explica a variação, “em parte”, pelo aumento do número de horas trabalhadas no Estado. mas os especialistas dizem que vão continuar a olhar esse indicador. Se persistir, as metas orçamentais serão mais difíceis de alcançar.

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