Carga fiscal voltou a aumentar no ano passado com a receita a subir mais que o PIB
A carga fiscal voltou a subir ligeiramente no ano passado, tendo representado 35,4% do produto interno bruto. Trata-se de um aumento de 0,2 pontos percentuais, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quinta-feira, 26 de março.
No conjunto do ano, o Estado arrecadou quase 109 mil milhões de euros em receitas fiscais, aumentando cerca de 6,9 mil milhões de euros face a 2024. "Em 2025, as receitas fiscais das administrações públicas fixaram-se em 108,7 mil milhões de euros, aumentando cerca de 6,9 mil milhões de euros relativamente a 2024 (variação de 6,7%, em termos nominais)", indica a autoridade estatística nacional. "Esta evolução das receitas fiscais", explica o INE, "refletiu o crescimento da atividade económica, tendo o PIB nominal aumentado 5,9% (1,9% em volume)."
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Assim, acrescenta, "como o crescimento nominal da receita fiscal e contributiva (6,7%) foi superior ao do PIB (5,9%), a carga fiscal em percentagem do PIB aumentou 0,2 pontos percentuais, para 35,4% em 2025 (35,2% no ano anterior)."
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Também a despesa total do Estado aumentou acima do ritmo de crescimento da economia. De acordo com o INE, esta componente "registou um aumento de 6,6% entre 2024 e 2025, em resultado do crescimento de 5,6% na despesa corrente e de 18,1% na despesa de capital."
De acordo com o gabinete de estatística "para o aumento da despesa corrente contribuíram de forma significativa as remunerações dos empregados (crescimento de 7,6%, mais 2.290 milhões de euros), refletindo a atualização generalizada das remunerações dos trabalhadores com vínculo de emprego público, nomeadamente as valorizações nos setores da saúde, do pessoal docente e das forças de segurança."
Nas prestações sociais, excluindo as transferências em espécie, "o aumento foi de 2.894 milhões de euros, correspondendo a uma taxa de crescimento de 6,2%, refletindo as atualizações das pensões enquadradas no regime geral da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações, bem como o aumento no número de pensionistas e a atribuição do complemento extraordinário para pensionistas ocorrido em setembro de 2025." O INE refere ainda que o aumento da despesa nesta rubrica ficou a dever-se aos "acréscimos nas outras prestações sociais suportadas pela Segurança Social, em particular as prestações de parentalidade e o complemento solidário para idosos."
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Por último, a despesa de capital "aumentou 18,1% face a 2024, sendo de destacar o aumento do investimento em 13,2%, em 1.056 milhões de euros, impulsionado pela aplicação dos fundos europeus do PRR."
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