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Alexandra Leitão: Pandemia cria “tempestade perfeita” nos serviços públicos

Em resposta a um deputado do PSD que considerou que o teletrabalho é a “mãe de todos os vícios da inoperância da administração pública” a ministra da Administração Pública garante que não. Mas admite que a pandemia cria vários constrangimentos, devido às regras de distanciamento, à crescente procura, e às ausências do trabalho de funcionários de risco, por exemplo.

João Cortesão
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A ministra da Administração Públcia, Alexandra Leitão, admite que os constrangimentos da pandemia criam "uma espécie de tempestade perfeita" no funcionamento dos serviços públicos.

"Temos uma situação nos serviços públicos que é uma espécie de tempestade perfeita. Temos de reduzir o número de balcões por causa do distanciamento; temos pessoas que não estão em teletrabalho mas que também ficam em isolamento profilático, ou que são pessoas de risco, ou outras situações de baixa; temos depois também um conjunto de pessoas que não se podem dirigir aos atendimentos; e ao mesmo tempo temos uma maior procura", nomeadamente na Segurança Social.

"Nós tivemos há uns meses atrás 3 milhões de telefonemas num mês. É disso que estamos falar", ilustrou.

Embora admita atrasos de meses nas marcações presenciais, Alexandra Leitão também referiu que houve por exemplo cem mil pessoas que receberam o cartão do cidadão em casa depois de uma renovação feita através de SMS. 

Embora tenha referido que há um aumento "significativo" da dotação orçamental para centros de atendimento telefónico de serviços do Estado, a ministra não quantificou.

PSD diz que o teletrabalho é "a mãe de todos os vícios", Governo responde que não


Momentos antes, a ministra rejeitou que o teletrabalho esteja na origem de uma eventual quebra na atividade de atendimento dos funcionários públicos. Alexandra Leitão admitiu no entanto que as regras de distanciamento físico tenham implicado a redução do número de balcões.

A ministra respondia a uma intervenção do deputado do PSD José Cancelo de Moura que acusou o Governo de oscilar entre "a música celestial" e as "canções de embalar" quando diz que o teletrabalho traz flexibilidade e reduz o absentismo.

O teletrabalho, disse o deputado, é a "mãe de todos os vícios de inoperância da administração pública".

A ministra da Administração Pública respondeu que "é sempre um discurso muito eleitoral dizer mal dos trabalhadores da administração pública".

Afirmando que não há "nenhuma relação" entre o teletrabalho e dificuldades no atendimento ao público, a ministra garantiu que as pessoas com funções de atendimento não têm direito a trabalhar à distância. 

 "As dificuldades sentidas no atendimento, que têm aliás mais eco do que é a realidade, têm a ver com a circunstância de, em função das limitações até espaciais decorrentes da organização do espaço haver "menos balcões".

De acordo com os dados que  apresentou, em setembro deste ano havia 29 mil funcionários públicos em teletrabalho, uma quebra face aos 49 mil que identificou em junho

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