Em quatro anos, um terço das famílias passou a ter menos condições para crédito à habitação
Em 2019, 70% enfrentavam taxas de esforço compatíveis com a aprovação de empréstimos. Já em 2023, eram só 37%, numa rápida deterioração da acessibilidade da habitação no país. Em Lisboa, Cascais e vários municípios do Algarve todo o rendimento já não chega para pagar a prestação de uma casa a preços medianos e arrendar também não é alternativa.
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A subida em flecha dos preços das casas dos anos recentes, muito além da evolução registada nos rendimentos, está a travar a perspetiva de compra de casa com recurso a crédito a cada vez mais famílias, que por seu turno não encontram alternativa no arrendamento. Em apenas quatro anos, de 2019 a 2023, um terço das famílias do país terão passado a enfrentar taxas de esforço que, à partida e sem poupanças significativas, apontam para o chumbo de pedidos de empréstimo.