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Tampo de sanita inteligente é estrela numa casa de 16 milhões na Tocha

A fabricante portuguesa de autoclismos OLI, que fatura 70 milhões de euros e emprega mais de 400 pessoas, lidera o projeto Casa Viva+ Engenheiro António Oliveira, nome do fundador da empresa, que corporiza um laboratório inovador de saúde na habitação.

13:52

Na próxima quinta-feira, 14 de maio, cinco meses depois da morte de António Oliveira, fundador da OLI, a maior produtora ibérica de autoclismos, com sede em Aveiro, é inaugurado no Hospital Rovisco Pais, na Tocha, um investimento superior a 16 milhões de euros que pretende aliar saúde, habitação e tecnologia para responder aos desafios do envelhecimento da população, posicionando Portugal na linha da frente da inovação em saúde na habitação.

Resultante de uma parceria entre a OLI, a Universidade de Aveiro, a Unidade de Saúde Local de Coimbra, o Departamento de Reabilitação do Hospital Rovisco Pais e a InovaDomus – Associação para o Desenvolvimento da Casa do Futuro, a Casa Viva+ foi “concebida como um laboratório vivo de inovação em habitação e saúde”, que “funcionará como um espaço de desenvolvimento, teste e validação de tecnologias e soluções orientadas para a promoção da autonomia, prevenção, monitorização e segurança no domicílio”, explica a instituição, em comunicado.

Enquanto líder do projeto, a OLI encontra-se a desenvolver “uma solução inovadora para a monitorização regular de dados relacionados com a saúde e o bem-estar em ambiente de WC”.

Segundo a empresa, esta tecnologia “transforma um tampo de sanita numa plataforma biométrica inteligente orientada para uma monitorização preventiva, passiva e personalizada da saúde no dia a dia”.

“Através da integração de sensores avançados e tecnologias de análise biométrica, a solução permite recolher automaticamente indicadores cardiovasculares e respiratórios, incluindo frequência cardíaca, variabilidade cardíaca, frequência respiratória e níveis de oxigenação sanguínea, possibilitando a identificação precoce de desvios e potenciais fatores de risco”, descreve a OLI.

A Universidade de Aveiro “assegura a coordenação científica e tecnológica do projeto, assim como o desenvolvimento de provas de conceito e de novas soluções inovadoras”, enquanto o Departamento de Reabilitação do Hospital Rovisco Pais “aporta conhecimento clínico e experiência nas áreas da reabilitação e da promoção da saúde em contexto habitacional”.

Já a InovaDomus, através das suas empresas associadas do meta-setor do habitat, como a Efapel, Extrusal, RedeRia, Revigrés e Teka, e de parceiros tecnológicos como a Bosch, “contribui com produtos, tecnologia e conhecimento técnico nas respetivas áreas de especialização”.

Ora, os idosos e reformados passam em média 20 a 22 horas por dia em casa, enquanto as pessoas portadoras de incapacidade passam entre 21 a 23 horas.

“Hoje, perante o envelhecimento da população e o aumento das doenças crónicas, torna-se essencial repensar a casa como um espaço ativo de saúde e bem-estar, em particular o WC que é um dos espaços mais utilizados no quotidiano e, simultaneamente, um dos mais críticos em termos de segurança, conforto e autonomia, sobretudo para uma população mais envelhecida”, sublinha António Ricardo oliveira, administrador da OLI.

Lembrando que grande parte dos acidentes domésticos acontece precisamente neste espaço, devido a limitações de mobilidade ou perda de equilíbrio, “ao mesmo tempo, o WC é também um espaço intimamente ligado à privacidade, à dignidade e à independência individual”, pelo que, “quando uma pessoa perde autonomia neste ambiente, perde frequentemente confiança, qualidade de vida e capacidade de permanecer na sua própria casa de forma segura”.

Por isso, defende o mesmo gestor, “o desafio do futuro passa por transformar o WC num espaço inteligente, adaptado e preventivo, capaz de apoiar o utilizador sem ser intrusivo”, tornando-o “um espaço que combine ergonomia, acessibilidade, monitorização passiva e tecnologia integrada para reduzir riscos, antecipar problemas de saúde e promover um envelhecimento mais seguro e confortável”.

Foi precisamente dessa reflexão que nasceu a tecnologia OLI Health. “Transformámos um elemento central do WC numa plataforma biométrica inteligente, capaz de acompanhar indicadores de saúde de forma automática, discreta e não intrusiva, integrando a monitorização no quotidiano das pessoas sem alterar rotinas nem comprometer a dignidade individual”, explica António Ricardo Oliveira.

Com efetivo superior a 400 trabalhadores, a fábrica da OLI trabalha ininterruptamente 24 horas por dia, sete dias por semana, e tem uma produção anual de dois milhões de autoclismos e três milhões de mecanismos, tendo fechado o último exercício com uma faturação da ordem dos 69 milhões de euros.

As exportações representaram cerca de 70% do volume de negócios, com os produtos fabricados no complexo industrial de Aveiro a chegarem a mais de 80 países dos cinco continentes.

 

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