Presidente do IHRU rejeita críticas, mas admite que não foi feliz nas declarações sobre habitação
O presidente do IHRU, Benjamim Pereira, garante que não desvalorizou as dificuldades dos jovens no acesso à habitação e reconhece que não foi feliz em todas as expressões utilizadas, depois da polémica gerada pelas suas declarações.
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O presidente do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), Benjamim Pereira, garante que não desvalorizou as dificuldades dos jovens no acesso à habitação e admite que não foi feliz em todas as expressões que utilizou nas declarações que prestou à imprensa na quinta-feira, à margem de um evento da Gaiurb, em Vila Nova de Gaia.
Numa nota de esclarecimento divulgada esta sexta-feira, Benjamim Pereira afirma que procurou estabelecer um paralelismo com o passado, sublinhando que a habitação sempre foi um problema em Portugal e que os portugueses se sacrificaram muito para conseguir comprar casa. "Como é evidente, não se pode exigir aos jovens de hoje os sacrifícios de outrora", afirma, acrescentando que isso significaria que pouco teria sido conseguido em mais de 50 anos de democracia.
O responsável lamenta ainda que as notícias não tenham destacado o respeito que manifestou pelo direito de manifestação e a compreensão pelas exigências dos manifestantes. Garante também que não fez qualquer referência à emigração e sublinha que os jovens "fazem-nos muita falta", defendendo que têm sido convidados a ficar em Portugal, tal como os emigrantes são convidados a regressar.
Na nota, Benjamim Pereira destaca ainda as medidas do Governo de apoio aos jovens, incluindo o IRS Jovem, as garantias públicas e as isenções de IMT e de Imposto do Selo. Enquanto presidente do IHRU, salienta o cumprimento das metas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com 31.700 fogos, que, destaca, permitiram o aproveitamento integral dos fundos europeus.
"Embora sem qualquer intenção, aceito não ter sido feliz em todas as expressões que utilizei", reconhece, reafirmando a confiança no trabalho que está a desenvolver e na orientação definida pelo Governo.