Há "margem" para descer o IRS este ano, defende a bastonária da Ordem dos Contabilistas

Visão de Paula Franco contraria o argumento do Governo de que, este ano, "é mais difícil de executar em 2026" uma nova baixa do IRS. Bastonária reconhece que será "um ano exigente" mas considera que há "sempre margem" porque a receita "não se tem alterado muito".
Paula Franco, bastonária da Ordem dos Contabilistas Certificados.
Pedro Catarino
Negócios 09:16

A bastonária da Ordem dos Contabilistas Certificados, Paula Franco, defende, numa publicada esta sexta-feira, que há "margem" para uma nova descida do IRS este ano. Essa visão contraria o argumento do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, de que  devido ao "comboio de tempestades" e ao conflito no Médio Oriente.

Paula Franco concorda que 2026 será "um ano exigente", mas considera que há "sempre margem" para ir mais longe na redução de IRS. Sublinha que, apesar da descida das taxas de IRS, a receita desse imposto "não tem alterado assim muito e até tem subido ligeiramente, ou pelo menos, se desceu, desceu muito pouco", porque "os salários têm aumentado". "A descida do IRS pode significar, apesar de tudo, que se mantenha a receita ou até que suba", reitera a bastonária, notando que "a receita do IRS está em níveis muito elevados".

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, avisa que os trabalhadores e pensionistas devem preparar-se para receber, este ano, reembolsos de IRS menores e alguns até poderão ser chamados a pagar.

"Diria que o que temos agora é o sistema mais correto, que é o de fazer menos retenção na fonte e depois fazemos as contas com o Estado. A retenção na fonte existe para que o contribuinte não tenha aquele impacto no final do ano quando vai fazer as contas com o Estado e, portanto, faz este adiantamento mensalmente. Agora, o adiantamento tem de ser próximo, efetivamente, destas contas finais", refere Paula Franco.

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