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Eike Batista condenado a 30 anos de prisão

O empresário brasileiro, preso desde Janeiro de 2017, foi condenado a 30 anos de prisão, num processo retirado da Operação Lava Jato.

Negócios jng@negocios.pt 03 de Julho de 2018 às 15:09
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Eike Batista foi condenado a 30 anos de prisão, no Rio de Janeiro, tendo sido identificado como o principal alvo da segunda fase da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, baptizada de Operação Eficiência.

A notícia é avançada pela Globo, que cita a sentença da Operação Eficiência, assinada pelo juiz Marcelo Bretas na segunda-feira, 2 de Julho.

 

A investigação acusou o empresário do pagamento de subornos no valor de 16,5 milhões de dólares ao ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), que também foi condenado a cerca de 22 anos de prisão, usando uma conta no Panamá.

Para encobrir ilegalidades das transacções, foi celebrado um contrato, em 2011, de compra e venda de uma mina de ouro. Um contrato que se revelou ser fictício. 

Eike Batista foi detido no final de Janeiro de 2017, tendo passado a prisão domiciliária em Abril.

 

Neste processo, foram também condenados mais cinco arguidos: O ex-governador Sérgio Cabral foi condenado a 22 anos e oito meses, Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador, o ex-secretário Wilson Carlos, o ex-braço direito de Sérgio Cabral, Carlos Miranda, e o braço-direito de Eike Batista, Flavio Godinho.

Eike Batista chegou a ter a sétima maior fortuna do mundo, segundo a revista Forbes, distribuída por negócios na indústria mineira, logística, energia e exploração de gás e petróleo. Este último correu mal e, em pouco mais de um ano, Eike perdeu quase perdeu 35 mil milhões de dólares e foi obrigado a pedir insolvência da sua empresa, a OGX. 


(Notícia actualizada com mais informação)
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