Justiça Mesquita Machado: "Estamos de consciência tranquila"

Mesquita Machado: "Estamos de consciência tranquila"

O ex-autarca de Braga, constituído arguido esta quarta-feira, reagiu no Facebook e diz-se de "consciência tranquila". Felizmente "quem julga não é a comunicação social", escreveu, citado pelo Jornal de Notícias.
Mesquita Machado: "Estamos de consciência tranquila"
Record
Negócios 22 de abril de 2016 às 10:12

"Estamos de consciência tranquila e só lamentamos que Braga tenha perdido um excelente projecto que era a requalificação do quarteirão das convertidas, em que se ia construir um centro da juventude e instalar um museu de ‘sitio’". O ex-autarca de Braga, Mesquita Machado, reagiu desta forma, e pelo Facebook, ao facto de ter sido constituído arguido, esta esta quarta-feira, 20 de Abril, por suspeitas de crimes de prevaricação e participação económica em negócio, escreve o Jornal de Notícias.

 

Em causa está um processo que investiga a expropriação de um conjunto de prédios pertencentes à sua família, por um valor acima do de mercado. Além de Mesquita Machado, foram também constituídos arguidos todos os restantes elementos do anterior executivo socialista que viabilizaram a expropriação dos imóveis, designadamente os vereadores Vítor de Sousa, Hugo Pires, Palmira Maciel, Ilda Carneiro e Paula Morais.

 

Aquele que ficou conhecido como o "Caso das Convertidas" foi uma das medidas que mais polémica gerou no último ano de mandato de Mesquita Machado à frente da autarquia de Braga, com o Bloco de Esquerda a pedir mesmo a perda de mandato do autarca.

 

Segundo o Jornal de Notícias, Mesquita Machado lamenta o que chama "a voracidade da comunicação social, que não respeita ninguém e peca por falta de rigor". O agora arguido no processo contesta o facto de "se afirmar que a câmara resolveu expropriar por um valor superior ao que valiam os imóveis quando, nos termos da lei, e assim foi feito, quem fixa o valor é o tribunal, depois de uma avaliação feita por peritos nomeados pelo próprio tribunal".

 

Os imóveis em causa pertenciam a uma empresa do genro de Mesquita Machado e foram vendidos a uma imobiliária local na véspera de a câmara os adquirir. 




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