Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Ministério Público pede pena suspensa para Orlando Figueira e Paulo Blanco

A acusação pede ainda que Orlando Figueira seja suspenso de funções públicas durante cinco anos.

Negócios 21 de Junho de 2018 às 12:48
  • Assine já 1€/1 mês
  • 4
  • ...

O Ministério Público (MP) considerou que no âmbito do julgamento do caso Fizz ficou claro que o magistrado Orlando Figueira praticou um crime de corrupção passiva para ato ilícito e pediu que fosse condenado a uma pena suspensa até cinco anos de cadeia.

O procurador Orlando Figueira, o advogado Paulo Blanco e o representante legal de Manuel Vicente (ex-vice-presidente angolano) em Portugal, Armindo Pires, estiveram esta quinta-feira em tribunal. Manuel Vicente será investigado num processo à parte, que o Tribunal da Relação entregou às autoridades angolanas. Segundo a Sábado, a acusação pede ainda que Orlando Figueira seja suspenso de funções públicas durante cinco anos.


A procuradora Leonor Machado argumentou que Orlando Figueira tem "um grau de culpa mais elevado" que o de Paulo Blanco devido às funções que exerceu, informa o Diário de Notícias. Como o procurador já esteve dois anos em prisão preventiva e domiciliária, Leonor Machado requereu que o procurador seja condenado em pena de prisão suspensa e na pena acessória de proibição do exercício de funções públicas durante cinco anos.

O Ministério Público indicou ao colectivo de juízes que "a pena a aplicar em concreto" a Orlando Figueira "não ultrapasse os cinco anos". Porém, no caso do advogado Paulo Blanco, a procurador Leonor Machado requereu uma pena de prisão suspensa "inferior a cinco anos".

O ex-procurador do Ministério Público Orlando Figueira, o advogado Paulo Blanco e o empresário Armindo Pires são os três arguidos de um caso que chegou a ter também o antigo vice-presidente de Angola Manuel Vicente, mas cujo processo vai ser entregue às autoridades angolanas.

A Operação Fizz, cujo julgamento teve início no dia 22 de janeiro, assenta na acusação de que Orlando Figueira recebeu 760 mil euros para arquivar processos no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), um deles o caso da empresa Portmill, relacionado com a aquisição de um imóvel de luxo no Estoril em 2008.

Ver comentários
Saber mais Orlando Figueira Armindo Pires Tribunal da Relação Ministério Público Manuel Vicente Leonor Machado
Mais lidas
Outras Notícias