Lisboa e Luanda mais distantes? "Longe disso". "Estamos alinhados. Não há irritantes"
"Longe disso". Foi assim, de forma taxativa, que o ministro do Estado para a Coordenação Económica de Angola, José de Lima Massano, afastou a perceção de que haja um maior distanciamento entre Lisboa e Luanda, fazendo um "balanço positivo" das relações institucionais.
"Do ponto de vista das relações institucionais estamos a um bom nível, não sei se se consegue muito mais", afirmou, durante a conferência "Radar África - Os Caminhos de Angola", que o Negócios promove esta sexta-feira, em Lisboa.
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"Estamos alinhados - não há irritantes", insistiu, provocando risos na audiência.
José de Lima Massano "puxou" de exemplos concretos que levaram a esse "balanço positivo", como a linha de convenção financeira.
No verão passado, no âmbito da visita oficial do Presidente de Angola, João Lourenço, a Portugal, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou o reforço em 750 milhões de euros da linha de crédito para as empresas portuguesas investirem em Angola, elevando o montante para 3.250 milhões de euros.
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Para o ministro de Estado angolano "o" tema na ligação entre Lisboa e Luanda é outro: "O que precisamos de continuar a trabalhar é talvez a confiança que tem de ser transmitida à classe empresarial portuguesa e de empresas portuguesas a trabalhar com Angola e de mais a empresas a trabalhar com Portugal e, em conjunto, ir construindo estas relações positivas que temos".
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