Petróleo em alta "é positivo" para produtores, mas em Angola pode carregar na fatura de bens essenciais
O ministro de Estado para a Coordenação Económica de Angola, José de Lima Massano, alerta que a subida do preço do barril de petróleo, desencadeada pela guerra no Médio Oriente, também traz outros efeitos para a economia, como mais custos na importação de bens essenciais.
A escalada do preço do barril de petróleo, que pode chegar até aos 150 dólares se a guerra no Médio Oriente se prolongar, é "sempre positiva" para países produtores, mas Angola, adverte que, no seu caso, em concreto, tem outra face da moeda, na medida em que pode carregar a elevada fatura da importação de bens essenciais.
"São notícias interessantes, por um lado, mas temos de fazer um compasso de espera", afirmou o ministro de Estado para a Coordenação Económica de Angola, José de Lima Massano, na primeira edição da conferência "Radar África - Os Caminhos de Angola", que o Negócios promove esta sexta-feira, em Lisboa.
"Certo é que preparamos o Orçamento Geral do Estado com um preço de referência de 61 dólares por barril e, naquela altura, foi um tanto ousado. Estamos ainda no primeiro trimestre com preço acima dos 80 dólares por barril", mas "ainda é muito cedo para abordagens definitivas".
Desde logo, apontou, será preciso perceber se este fenómeno é "efémero ou de médio longo prazo", para se ajustarem as medidas "em conformidade".
No imediato, "o petróleo em alta traz sempre notícias positivas para países produtores, mas no caso concreto de Angola tem peso na fatura de importação de bens essenciais, que é alta, e também sofre efeitos desse aumento", realçou.
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