Candidatos presidenciais preocupados com comunidade portuguesa na Venezuela
Vários candidatos à Presidência da República já reagiram ao ataque em “grande escala” à Venezuela que os Estados Unidos levaram a cabo este sábado, manifestando “preocupação” com a relevante comunidade portuguesa que vive no país.
"Eu estou a acompanhar desde muito cedo, com muita preocupação, o que está a acontecer na Venezuela. Nós temos cerca de meio milhão de portugueses a viver na Venezuela, e estou preocupado com essa situação", disse António José Seguro durante uma ação de campanha no Mercado Municipal de Castelo Branco.
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O candidato apoiado pelo PS disse, no entanto, aguardar "que as autoridades portuguesas se pronunciem sobre, verdadeiramente, o que é que aconteceu e qual é a posição que têm".
Já Gouveia e Melo considerou ilegítima a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, apesar das dúvidas sobre a democracia do Governo de Caracas, e alertou para os riscos da nova conjuntura internacional.
Na Feira de Monte Abraão, em Sintra, Gouveia e Melo disse que importa acompanhar a situação e vincou que Portugal é um aliado dos Estados Unidos. "A nossa comunidade de Venezuela preocupa-nos. É uma comunidade muito grande. Esperemos que a situação se resolva sem vítimas e sem problemas para além dos que já existem", declarou.
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Marques Mendes, por seu lado, considerou ser cedo para tirar conclusões ou "catalogar a natureza" da intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e defendeu que a prioridade deve ser a situação da comunidade portuguesa neste país.
"A primeira palavra é, de facto, de preocupação e tem a ver com a comunidade portuguesa, que é uma comunidade muito grande, 300 mil ou mais cidadãos portugueses. Neste momento, todas as informações que consegui obter é que a comunidade está bem, está tranquila, está serena", disse o candidato apoiado por PSD e CDS-PP no final de uma ação de pré-campanha no mercado de Benfica, em Lisboa.
João Cotrim Figueiredo disse igualmente esperar que os portugueses que estão na Venezuela estejam a ser apoiados e protegidos, depois da intervenção militar dos Estados Unidos.
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"A comunidade portuguesa na Venezuela deve ser protegida, portanto, espero que os serviços diplomáticos portugueses, incluindo a Presidência da República, estejam já em campo para assegurar todo o apoio que seja necessário aos portugueses que ainda estão na Venezuela e aos portugueses que, agora, possam ter a ideia de regressar à Venezuela depois de um exílio forçado nos últimos anos", afirmou o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal no final de uma visita ao Mercado de Loulé, no distrito de Faro.
Catarina Martins, por seu lado, defendeu que Portugal "não precisa de ficar à espera da Europa" para condenar de forma inequívoca o ataque realizado pelos Estados Unidos na Venezuela, que considerou representar um perigo global.
Em declarações aos jornalistas à margem de uma visita ao mercado de Olhão, a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda defendeu a necessidade de assegurar "que todos os meios estão a ser usados" para a salvaguarda da comunidade portuguesa no país.
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António Filipe, o candidato apoiado pelo PCP, condenou com "toda a veemência" a “brutal violação” do direito internacional que foi o ataque à Venezuela pelos EUA e “o sequestro” do presidente Nicolas Maduro.
"O que está aqui em causa é a apropriação dos recursos minerais e petrolíferos da Venezuela. Isso é uma evidência”, afirmou, acrescentando que “tem de haver respeito pelas soberanias dos povos”.
Já Jorge Pinto pediu ao Governo português que não apoie o que considera ter sido um "ataque ilegal" dos Estados Unidos à Venezuela e mostrou-se igualmente preocupado com a população portuguesa no país.
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Em declarações aos jornalistas à margem de uma visita ao Mercado da Graça, em Ponta Delgada, o candidato apoiado pelo Livre defendeu que, "independentemente do que se possa achar sobre Maduro e o seu regime", o "que está em causa é um ataque ilegal ao direito internacional que deve preocupar a todos".
Jorge Pinto manifestou também a sua preocupação com a população portuguesa e luso-descendente no país e reforçou que está em causa uma "agressão ilegal em todos os seus sentidos", em relação à qual os políticos portugueses devem ser "muito claros" no seu repúdio.
Na rede social X, André Ventura escreveu que "o derrube do regime de Nicolás Maduro é um bom sinal para a liberdade em toda a região". "E sobretudo é um sinal de esperança para o povo venezuelano e para as comunidades portuguesas ali residentes, que agora poderão viver em democracia e sem o jugo de um ditador narcotraficante", disse ainda o candidato apoiado pelo Chega.
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Quanto ao candidato António Filipe, apoiado pelo PCP, condenou com "toda a veemência" a “brutal violação” do direito internacional que foi o ataque à Venezuela pelos EUA e “o sequestro” do presidente Nicolas Maduro.
“Eu quero condenar com toda a veemência esta brutal violação do direito internacional que é o ataque à Venezuela, à soberania e ao povo da Venezuela e o sequestro do seu presidente e da sua esposa”, afirmou António Filipe, à entrada de um almoço com apoiantes na Amadora, distrito de Lisboa.
O candidato presidencial apoiado pelo PCP e pelo PEV reagia assim à intervenção militar realizada hoje pelos Estados Unidos da América (EUA) na Venezuela.
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O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou mesmo um “ataque em grande escala” na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolas Maduro, que foi retirado à força do país.
“E, portanto, eu creio que há uma obrigação de quem tenha um mínimo de respeito pelo direito internacional e pela soberania dos povos de condenar sem quaisquer equívocos esta brutal violação do direito internacional e exigir que a legalidade internacional seja reposta”, realçou António Filipe.
O candidato lembrou ainda que a Venezuela é um país que tem uma comunidade portuguesa com centenas de milhares de cidadãos, pelo que defendeu que “as autoridades portuguesas têm de fazer tudo para garantir a segurança e a tranquilidade desta comunidade e, no plano internacional em todas as instâncias em que participem, condenar sem reservas esta violação de direito internacional e exigir, clara e urgentemente, a reposição da legalidade internacional”.
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(Notícia atualizada às 14h14 com reação do candidato António Filipe)
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