EUA perdem 92 mil postos de trabalho em fevereiro. É das maiores quedas desde a pandemia

A taxa de desemprego subiu para 4,4% no mês passado, contra os 4,3% do arranque do ano.
EUA cortaram 92 mil postos de trabalho em fevereiro
Mariam Zuhaib / Associated Press
Ricardo Jesus Silva 06 de Março de 2026 às 14:58

A economia norte-americana viu desaparecerem 92 mil postos de trabalho no mês passado, um dos valores mais elevados desde a pandemia que contraria as expectativas dos analistas de um mercado laboral em estabilização. Já a taxa de desemprego subiu de 4,3% para 4,4%, de acordo com dados revelados esta sexta-feira pelo Departamento de Estatísticas Laborais (BLS na sigla em inglês) dos EUA. 

Os economistas esperavam um crescimento de 59 mil postos de trabalho, depois de, em janeiro, as empresas norte-americanas terem conseguido criar 126 mil empregos. Estes dados vêm, agora, contrariar a tendência que se registou no início do ano e que apontava para a estabilização do mercado laboral, após um dos piores anos de sempre para a criação de emprego das últimas décadas - sem contar com os anos em que a economia esteve em recessão.

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"A ideia de que o mercado de trabalho deu uma reviravolta implode com este relatório", explica Samuel Tombs, economista-chefe para os EUA da Pantheon Macroeconomics, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. Estes dados podem levar a Reserva Federal (Fed) norte-americana a voltar a focar-se no mercado laboral, um dos pilares do seu duplo mandato, numa altura em que se antecipa que a escalada dos preços da energia tenha um impacto na inflação, atrasando possíveis novos cortes nas taxas de juro. 

Num relatório separado, divulgado esta sexta-feira, as vendas a retalho nos EUA caíram em 0,2% no primeiro mês do ano - um movimento que já era antecipado pelos analistas, depois de o setor ter terminado 2025 em estagnação. 

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