Preços disparam nos EUA em março com impacto da guerra no Irão

A inflação norte-americana registou o maior aumento em cadeia desde 2022, impulsionada pelo aumento acentuado dos preços dos combustíveis.
Gasolina nos EUA tem vindo a subir
John G. Mabanglo/ Lusa_EPA
Pedro Barros Costa 15:37

A inflação dos EUA acelerou significativamente em março, com o impacto do disparo dos preços dos combustíveis motivado pela guerra no Irão, iniciada no último dia de fevereiro.

O índice de preços no consumidor (IPC) subiu 0,9% face ao mês anterior, a maior subida em cadeia em quase quatro anos. Já em termos homólogos, a subida foi de 3,3%, o maior aumento de preços desde 2024. Em fevereiro, a inflação situou-se nos 0,3% em cadeia e 2,4% em termos homólogos.

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De acordo com os dados oficiais, o aumento dos preços da gasolina foi responsável por quase três quartos do aumento em cadeia. O subíndice da energia acelerou 10,9% em março, liderado por um disparo de 21,2% nos preços da gasolina.

A inflação subjacente, exclui os componentes mais voláteis da energia e alimentação, registou um avanço mais moderado de 0,2%.

Os dados da inflação de março refletem já o impacto que a subida do petróleo está a ter na economia dos EUA e global, com os constrangimentos da oferta de crude motivados pelo condicionamento do estreito de Ormuz.

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Contudo, o presidente da Reserva Federal (Fed), Jerome Powell, deu a entender que não está nos planos do banco central uma subida das taxas de juro para conter a inflação, uma vez a Fed pouco pode fazer face a “choques de oferta”.

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