Venezuela assina novos contratos de venda de petróleo com os EUA

A empresa estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) pediu ainda o fim das sanções comerciais sobre o petróleo venezuelano.
Venezuela assina novos contratos de venda de petróleo com os EUA
Matias Delacroix / Associated Press
Lusa 07:15

A Venezuela assinou novos contratos de venda de petróleo e derivados para comercialização nos Estados Unidos, informou a empresa estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), semanas depois de ambos os países terem selado um acordo energético de longo prazo.

"A PDVSA assinou contratos de fornecimento com empresas comercializadoras de petróleo e derivados destinados ao mercado dos Estados Unidos", informou a estatal sem identificar as empresas nem dar mais detalhes sobre os contratos, num comunicado publicado na sua conta de Telegram.

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Na nota, a PDVSA assinalou que estes contratos mantêm a "histórica relação comercial" com os Estados Unidos e reiterou "o seu compromisso com a estabilidade do mercado energético internacional", ao mesmo tempo que insistiu no pedido do Governo venezuelano para o levantamento das sanções impostas à indústria.

"A nação venezuelana reitera a necessidade de uma indústria dos hidrocarbonetos livre de sanções, para potenciar a produção nacional e fortalecer o comércio internacional", acrescentou.

Após a captura do presidente Nicolás Maduro durante o ataque militar dos EUA, a 3 de janeiro passado, Delcy Rodríguez assumiu as funções de Presidente interina, proclamou um "novo momento político" na Venezuela e tem impulsionado várias reformas, incluindo uma abertura do setor de hidrocarbonetos ao investimento estrangeiro.

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Na quinta-feira passada, Delcy Rodriguez assegurou que Caracas e Washington estão a abrir "uma nova agenda de cooperação" bilateral, e desde o seu juramento recebeu vários altos responsáveis dos EUA, incluindo o secretário de Energia, Chris Wright, com quem assinou há algumas semanas um acordo energético bilateral a longo prazo.

O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, destacou na terça-feira passada, no seu discurso sobre o Estado da União, a chegada de 80 milhões de barris de crude provenientes da Venezuela, país que chamou de "novo amigo e parceiro".

O Governo chavista tem denunciado em múltiplas ocasiões que milhares de milhões de dólares pertencentes à Venezuela, assim como ouro e outros ativos, estão bloqueados no estrangeiro devido às sanções internacionais, entre elas, as dos EUA.

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A 27 de janeiro passado, Delcy Rodríguez anunciou um desbloqueio de ativos do seu país nos EUA, como resultado dos diálogos com o Governo de Trump e informou da compra, na nação norte-americana, de equipamentos para os hospitais com estes recursos libertados.

O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou ainda, no âmbito destas aproximações, algumas licenças que reduzem as restrições para que as petrolíferas estrangeiras operem na Venezuela e concedam também permissões a cinco empresas concretas, entre elas a espanhola Repsol, embora sob estritas condições de controlo e reporte.

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