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Ao minuto07.01.2026

Rússia terá enviado submarino para escoltar petroleiro sob ameaça dos EUA

País da América Latina pode entrar em insolvência financeira em poucas semanas se não conseguir vender as reservas de petróleo, segundo oficiais americanos.

Rússia envia submarino para escoltar petroleiro sob ameaça dos EUA
Rússia envia submarino para escoltar petroleiro sob ameaça dos EUA Alexander Kazakov / Associated Press
07 de Janeiro de 2026 às 10:59
07.01.2026

Rússia envia submarino para escoltar petroleiro sob ameaça dos EUA

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A Federação Russa enviou um submarino e outros meios para fazerem a escolta a um petroleiro que os Estados Unidos da América (EUA) tentaram apreender junto à Venezuela, noticiou esta quarta-feira o jornal norte-americano Wall Street Journal.

Segundo fonte oficial dos EUA, o navio em causa é o “Bella 1”, que tem estado há duas semanas a tentar furar o bloqueio naval das forças comandadas por Washington, no mar do Caribe.

O referido petroleiro, sem carga nos seus tanques, não conseguiu atracar na Venezuela para ser carregado e foi perseguido pela Guarda Costeira dos EUA, que alegam tratar-se de um dos navios da chamada “frota fantasma” com o objetivo de distribuir petróleo russo por vários países, numa espécie de ‘mercado negro’.

A tripulação do “Bella 1” repeliu uma tentativa de abordagem das forças norte-americanas, em dezembro, e navegou para o oceano Atlântico. Entretanto, foi pintada uma bandeira russa no costado (parte lateral do casco) do navio, rebatizado “Marinera”.

O Wall Street Journal consultou especialistas que relataram que a Rússia está a permitir o registo de navios sem inspeção ou outras formalidades para assim poderem transportar o seu petróleo, considerado ilícito, e obter benefícios económicos.

Moscovo já pediu a Washington o fim da perseguição àquele navio, segundo três outras fontes norte-americanas citadas, e o ministério dos Negócios Estrangeiros do regime liderado por Vladimir Putin declarou estar a acompanhara a situação com preocupação.

07.01.2026

China acusa EUA de intimidação após alegada exigência a Caracas para romper com Pequim

china eua estados unidos bandeira

O Governo chinês considerou esta quarta-feira como um ato de intimidação a alegada exigência dos Estados Unidos à Venezuela para que esta rompa relações económicas com Pequim como condição para explorar e comercializar o seu petróleo.

Questionada em conferência de imprensa sobre a informação avançada pela cadeia de televisão norte-americana ABC News, Mao Ning declarou que a Venezuela “é um país soberano e goza de plena e permanente soberania sobre os seus recursos naturais e todas as atividades económicas no seu território”.

Segundo a ABC News, a Administração do Presidente dos EUA, Donald Trump, terá exigido à presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, o fim dos laços com China, Rússia, Irão e Cuba como pré-condição para reiniciar a produção e venda de crude.

Mao qualificou a alegada pressão como “uso descarado da força” e afirmou que a tentativa de condicionar o acesso aos recursos energéticos venezuelanos a uma lógica de “Estados Unidos primeiro” constitui um “caso típico de intimidação” que “viola gravemente o direito internacional, infringe seriamente a soberania da Venezuela” e “prejudica os direitos do povo venezuelano”.

A porta-voz sublinhou ainda que os “direitos e interesses legítimos” da China e de outros países com relações económicas com a Venezuela “devem ser protegidos”.

07.01.2026

Maduro e a mulher ficaram feridos durante a captura

Nicolás Maduro sob custódia da DEA, após tomada de posse de Delcy Rodriguez

O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, ficaram feridos na altura em que tentavam escapar das forças norte-americanas que os capturaram no sábado, noticiou esta quarta-feira a CNN Internacional.

Os Estados Unidos lançaram no sábado um ataque contra a Venezuela tendo capturado o líder venezuelano, Nicolás Maduro, 63 anos e a mulher, de 68 anos, e anunciaram que vão governar o país até se concluir o processo que classificaram como transição de poder.

Segundo a cadeia de televisão norte-americana CNN, vários funcionários da Administração de Donald Trump realizaram uma reunião com congressistas, informando-os sobre a "captura" do casal presidencial e dos ferimentos que possam ter sofrido durante a operação.

Cilia Flores terá ficado ferida ao bater com a cabeça enquanto fugia ao lado do marido. Maduro e Flores correram e tentaram esconder-se atrás de uma pesada porta de aço dentro da residência onde se encontravam, em Caracas.

Segundo as mesmas fontes, os militares dos Estados Unidos envolvidos na captura (Delta Force) prestaram os primeiros socorros no exterior do complexo presidencial.

Depois da operação, Maduro e a mulher foram transportados para Nova Iorque, Estados Unidos, tendo comparecido em tribunal na segunda-feira.

Na altura o advogado de defesa disse ao juiz que a mulher do Maduro sofreu ferimentos significativos.

O mesmo advogado solicitou um exame físico completo porque, disse, "acredita-se" que Cilia Flores sofreu uma fratura ou uma contusão grave nas costelas.

Flores cambaleou e baixou a cabeça em alguns momentos durante a audiência, e Maduro teve dificuldade em sentar-se e ficar de pé, de acordo com os repórteres presentes.

07.01.2026

Donald Trump exige que Venezuela corte relações com China e Rússia

A Administração de Donald Trump informou a líder interina da Venezuela que o país deve cortar relações com China, Rússia, Irão e Cuba como condição para poder explorar e vender o seu petróleo, noticiou esta quarta-feira a ABC.

Segundo a cadeia televisiva, a Casa Branca quer que a Venezuela corte relações com esses países antes de permitir que volte a exportar o seu crude, numa exigência que visa favorecer exclusivamente Washington nas vendas de petróleo pesado.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, terá dito em sessões privadas com legisladores que os Estados Unidos acreditam poder pressionar Caracas porque os seus tanques de armazenamento de petróleo estão cheios e advertiu que a Venezuela poderia entrar em insolvência financeira em poucas semanas se não conseguir vender as suas reservas.

O senador Roger Wicker confirmou em entrevista à ABC que o plano se baseia no controlo das exportações de petróleo venezuelano e afirmou que não faz parte da intenção dos EUA o envio de tropas norte-americanas.

Até ao momento, o Governo provisório venezuelano, liderado por Delcy Rodríguez desde que Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos, no sábado, ainda não emitiu uma reação oficial às exigências comunicadas por Washington.

Na terça-feira, durante uma sessão extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA), países como Colômbia, Chile, México e Brasil condenaram a intervenção dos EUA em Caracas e advertiram que a ingerência norte-americana representa uma ameaça à soberania regional.

A exigência de romper relações com Pequim, Moscovo, Teerão e Havana aprofundaria um realinhamento geopolítico de Caracas, que historicamente manteve laços estreitos com esses países, em particular na esfera energética e financeira.

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