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Trump atinge a sua melhor taxa de aprovação de sempre

O desempenho do presidente dos Estados Unidos é avaliado de forma positiva por 49% dos inquiridos, o valor mais elevado desde que tomou posse, em 2017. Já 50% dá nota negativa a Donald Trump e 1% não tem opinião. Um sinal de grande divisão em ano de eleições presidenciais nos EUA.

#5 - Donald Trump
Michael Reynolds/EPA
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 04 de Fevereiro de 2020 às 18:56
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O desempenho do presidente dos Estados Unidos é avaliado de forma positiva por 49% dos inquiridos, o valor mais elevado desde que tomou posse, em 2017, de acordo com a mais recente sondagem realizada pela Gallup.

 

Entre os republicanos, a aprovação a Trump ascende a 94%, mais seis pontos percentuais do que no início de janeiro e um novo recorde para o inquilino da Casa Branca. Já nos inquiridos que se declaram independentes a taxa de aprovação subiu cinco pontos, para 42%. Entre os democratas regista-se uma descida de três pontos percentuais, para apenas 7%. Aliás, a diferença de 87 pontos entre a taxa de aprovação nos republicanos e nos democratas é a maior alguma vez registada pela Gallup.

 

A sondagem foi realizada entre 16 e 29 de janeiro, enquanto decorriam as audições no Senado no âmbito do processo de destituição ("impeachment") contra Trump. E a maioria dos inquiridos (52%) apoia a absolvição do presidente e 46% mostram-se favoráveis a que seja afastado do cargo.

 

A recente ação militar no Irão recebe o apoio de 53% dos inquiridos e é criticada por 45%.

 

Mas o grande "trunfo" de Donald Trump é mesmo a economia. A confiança dos cidadãos dos EUA na economia encontra-se no nível mais elevado das últimas duas décadas. E a satisfação nacional situa-se em máximos de 15 anos.

 

A forma como o chefe de Estado tem lidado com a economia merece a aprovação de 63% das pessoas questionadas, o que constitui o valor mais elevado para qualquer presidente desde o pico de popularidade de George W. Bush nos meses que se seguiram aos atentados do 11 de setembro de 2001.

 

O Partido Republicano também melhorou a sua imagem com um ganho de oito pontos percentuais face a setembro. O partido no poder é visto de forma positiva por 51% dos americanos, superando a fasquia dos 50% pela primeira vez desde 2015.

 

Os democratas, por seu turno, são vistos favoravelmente por 45% dos cidadãos, uma queda de três pontos face a setembro.

 

Numa altura em que as primárias democratas arrancaram, com a realização do "caucus" (onde se escolhe o pré-candidato que irá receber o apoio dos seus delegados na disputa pela nomeação) no Iowa na segunda-feira, 3 de fevereiro, 39% dos eleitores inscritos dizem que irão votar em Trump seja qual for o candidato democrata. Já 36% dos inquiridos afirmam que irão votar contra Trump, independentemente de quem for o nomeado dos democratas. Cerca de um quarto (24%) dos eleitores referem que apenas decidirão após ser conhecido o candidato dos democratas.

 

E os democratas desejam mesmo é a saída de Trump da Casa Branca. Entre os inquiridos que se declararam como afetos ao Partido Democrata, 44% indicam que Joe Biden é o candidato que julgam ter melhores condições para impedir a recondução de Trump. Seguem-se Bernie Sanders, com 19%, e Michael Bloomberg, com 10%. Isto apesar de ser Sanders o candidato que mais eleitores democratas (28%) consideram estar mais próximo dos seus valores, seguido de Biden (20%) e Elizabeth Warren (16%).

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