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Trump pede cinco mil milhões ao JPMorgan em processo por fecho de contas

O Presidente dos EUA alega que o maior banco do país encerrou as suas contas e negou serviços financeiros por razões políticas. Acusa o JPMorgan de ser "woke" e ainda tem o Bank of America na mira.

Donald Trump quer uma compensação em torno dos cinco mil milhões de dólares por encerramento das contas.
Donald Trump quer uma compensação em torno dos cinco mil milhões de dólares por encerramento das contas. Laurent Gillieron / Lusa_EPA
22 de Janeiro de 2026 às 20:51

O Presidente dos EUA, Donald Trump, está a processar o gigante da banca norte-americana JPMorgan Chase e o seu CEO, Jamie Dimon, por cinco mil milhões de dólares, invocando alegações de que a instituição financeira terá fechado contas bancárias e deixado de oferecer serviços ao magnata e aos seus negócios pelo que diz serem "razão políticas". A queixa, apresentada esta quinta-feira, acusa o banco de difamação comercial e ainda de violar o princípio de boa-fé - que exige uma conduta leal, honesta e transparente nas relações contratuais e sociais. 

Em causa está a decisão do JPMorgan de encerrar as contas de Trump sete semanas após o infame dia 6 de janeiro de 2021, quando centenas de apoiantes do republicano, que tinha acabado de perder as eleições contra o democrata Joe Biden, invadiram o capitólio dos EUA. O banco nega tê-lo feito por razões políticas, mas sim porque as contas criavam "riscos legais ou regulatórios para a empresa”.

“Lamentamos ter de fazer isso, mas muitas vezes as regras e as expectativas regulatórias levam-nos a agir desta forma. Temos solicitado tanto a esta administração quanto às administrações anteriores que alterem as regras e regulamentos que nos colocam nesta posição e apoiamos os esforços da administração para impedir a instrumentalização do setor bancário", conclui o banco liderado por Jamie Dimon, em resposta às acusações de Donald Trump. 

Do lado do Presidente dos EUA, a equipa legal alega que a instituição financeira foi motivado pelos seus valores "woke" (movimento político que defende valores progressistas, originado na comunidade afro-americana) e pela necessidade de se "distanciar do Presidente e das suas visões políticas conservadoras". "Essencialmente, o JPMorgan encerrou as contas dos arguentes porque acreditava que a tendência política do momento favorecia essa medida", lê-se na acusação. 

Esta não é a primeira vez que Donald Trump acusa um banco de cortar o acesso aos seus serviços financeiros. A Trump Organization já tinha processado a Capital One Financial por razões semelhantes e, no ano passado, enquanto se dirigia ao público do Fórum Económico Mundial, acusou o CEO do Bank of America de fazer o mesmo. Desde aí, o Presidente dos EUA tem repetido constantemente as acusações e chegou a assinar uma ordem executiva que instava os reguladores a investigar as instituições financeiras por práticas de "debanking" (encerrar contas e remover o acesso a serviços financeiros). 

O clima entre o líder norte-americano e o CEO do JPMorgan tem-se crispado nos últimos dias. Na semana passada, , durante o período de um ano - algo que não foi recebido bem pela banca. Numa intervenção pública esta semana no Fórum Económico Mundial, Jamie Dimon disse que a medida seria "desastrosa" para a economia norte-americana, afirmando ainda que quem sairia prejudicado seriam os cidadãos - e não os bancos. 

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