Trump promete medidas para travar subida do petróleo. Marinha e Força Aérea iranianas "foram destruídas"
Trump afirma que Marinha e Força Aérea do Irão “foram destruídas”
Câmara baixa do Congresso rejeita resolução para travar guerra por escassa margem
Israel inicia fase seguinte da guerra. "Ainda há muito a fazer", diz Netanyahu
NATO reforça defesa contra mísseis balísticos após ataque à Turquia
Irão nega ter fechado estreito de Ormuz
Teerão pronta para invasão terrestre. "Seria um desastre para inimigos"
Teerão não procura cessar-fogo nem negociações com EUA, diz ministro dos Negócios Estrangeiros
Trump quer "estar envolvido" na escolha de novo líder iraniano
Dubai e Abu Dhabi sob ameaça de mísseis iranianos
Dez países da UE já ativaram Mecanismo de Proteção Civil para repatriamento
Israel divulga imagens de jato iraniano a ser abatido
Vídeo capta momento em que navio dos EUA lança mísseis Tomahawk em operação militar no Irão
Espanha envia fragata para Chipre
Itália pondera enviar baterias anti-aéreas
Guarda Revolucionária do Irão reclama ataque a petroleiro dos EUA
Teerão pede “sangue sionista” e de Trump
Israel considerou que a aliança com os EUA está a mudar a história
Militar iraniano diz que Estreito de Ormuz não está fechado
Primeiro-ministro do Canadá não exclui participação militar no Médio Oriente
Novas explosões em Teerão durante a noite
China ordena suspender exportações de gasolina e diesel devido ao conflito
Teerão lança nova vaga de ataques contra Israel e países do Golfo
Líder do FMI diz que economia mundial volta a ser "posta à prova"
Portugueses retidos no Qatar queixam-se de falta de soluções viáveis para repatriamento
Trump afirma que Marinha e Força Aérea do Irão “foram destruídas”
Trump promete medidas rápidas para travar subida de preços do petróleo
Donald Trump prometeu esta quinta-feira implementar rapidamente medidas para travar a subida do preço do crude e dos combustíveis devido à guerra no Médio Oriente. "Estão iminentes novas medidas para reduzir a pressão sobre o petróleo", disse o Presidente norte-americano, num evento na Casa Branca.
Apesar do disparo dos preços do crude desde o início do conflito, Trump disse que o petróleo "parece ter praticamente estabilizado. Estava muito baixo, mas tivemos de fazer este pequeno desvio", referiu.
Trump recordou as medidas que já anunciou para os petroleiros que navegam no Médio Oriente: "Ontem (quarta-feira), o meu governo anunciou medidas decisivas para ajudar a manter os preços do petróleo baixos, incluindo a oferta de seguros contra riscos políticos para os petroleiros que transitam pelo Golfo Pérsico, como sabem, um território bastante perigoso."
Antes de anunciar a decisão, Trump esteve reunido com o secretário do Interior, Doug Burgum, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o secretário da Energia, Chris Wright, entre outros conselheiros, para discutir as opções em cima da mesa. “Tudo está a ser considerado e penso que há uma série de ideias”, disse Burgum, citado pela Bloomberg.
Entre as possíveis medidas, está o recurso ao crude das reservas estratégicas dos EUA, que poderá ser coordenado com outros países, a isenção dos requisitos para a mistura de combustíveis e até as compras de futuros de petróleo pelo Tesouro norte-americano nos mercados, refere a agência.
*Com agências
Câmara baixa do Congresso rejeita resolução para travar guerra por escassa margem
A Câmara dos Representantes dos EUA rejeitou esta quinta-feira uma resolução para travar a ofensiva norte-americana no Irão, mas por escassa margem, num sinal de divisão na câmara baixa do Congresso norte-americano sobre o conflito.
O Senado tinha já chumbado uma resolução semelhante na quarta-feira. Na votação desta quinta-feira na Câmara dos Representantes, a proposta foi chumbada por uma diferença de apenas sete votos, com 212 congressistas a votarem a favor e 219 contra.
Ao ordenar a operação militar contra o Irão, o Presidente dos EUA contornou o Congresso, o único órgão na arquitetura constitucional norte-americana que tem o poder de declarar guerra a outro país.
Israel inicia fase seguinte da guerra. "Ainda há muito a fazer", diz Netanyahu
O chefe do Estado-Maior israelita anunciou esta quinta-feira que Telavive passou à “próxima fase” das operações militares contra o Irão e disse que tinha “outras surpresas” contra a República Islâmica.
“Depois de ter concluído com sucesso a fase de ataque surpresa, durante a qual estabelecemos a nossa superioridade aérea e neutralizámos a rede de mísseis balísticos, passamos agora à fase seguinte da operação", anunciou o tenente-general Eyal Zamir numa declaração televisiva.
“Durante esta fase, continuaremos a desmantelar o regime [iraniano] e as suas capacidades militares. Ainda temos outras surpresas reservadas, que não pretendo revelar", acrescentou.
Já o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse hoje que "há muitos resultados positivos", mas que "ainda há muito a fazer" no conflito contra o Irão.
"Continuamos a atacar os alvos do regime terrorista no Irão e também os elementos terroristas no Líbano. Há muitas conquistas, mas ainda há muito a fazer", indicou Netanyahu num vídeo divulgado pelo gabinete governamental.
O líder israelita visitou hoje uma base aérea no sul de Israel e reuniu-se com pilotos do Exército dos Estados Unidos que estão a participar nas operações.
"A cooperação entre o Exército dos Estados Unidos e as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) é histórica", acrescentou.
NATO reforça defesa contra mísseis balísticos após ataque à Turquia
A NATO reforçou a sua defesa contra mísseis balísticos em toda a Aliança, após os ataques iranianos na região que visaram a Turquia, anunciou hoje um porta-voz do Comando Supremo Aliado na Europa (SHAPE).
O chefe do Comando Aéreo da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) também recomendou que a defesa antimísseis balísticos seja mantida “neste nível elevado até que a ameaça representada pelos contínuos ataques indiscriminados do Irão na região diminua”, indicou o porta-voz do SHAPE, o coronel Martin O'Donnell, na rede social X.
“Este ajustamento dá ao Comandante Supremo Aliado na Europa exatamente aquilo de que ele precisa para defender a Aliança contra a atual ameaça”, acrescentou.Os embaixadores dos 32 Estados-membros da NATO, hoje reunidos em Bruxelas, manifestaram o seu apoio a esta medida e condenaram veementemente o ataque do Irão à Turquia na quarta-feira, sublinhou o porta-voz.
Sobre o incidente ocorrido na quarta-feira na Turquia, o coronel O'Donnell afirmou que as forças da NATO identificaram a ameaça em menos de dez minutos, confirmaram a trajetória do míssil e enviaram um intercetor para o neutralizar.
Hoje, o Ministério da Defesa turco declarou que os sistemas de defesa da NATO tinham intercetado e neutralizado “um míssil balístico disparado do Irão e detetado em direção à Turquia”, mas não forneceu mais pormenores sobre o incidente.
A Turquia “não era o alvo do míssil”, afirmou, por sua vez, na quarta-feira um responsável turco à agência de notícias francesa AFP.“Pensamos que visava uma base militar” em Chipre “mas que se desviou da sua rota”, acrescentou, após ter solicitado o anonimato.
O Estado-Maior das Forças Armadas do Irão negou hoje ter lançado um míssil contra a Turquia, afirmando que respeita a soberania do “país vizinho e amigo”.
Irão nega ter fechado estreito de Ormuz
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou que Teerão “não tem intenção”, nesta fase, de fechar o estreito de Ormuz, mas não descartou essa opção se Israel e os Estados Unidos continuarem a guerra.
“Não temos qualquer intenção de fechar o estreito neste momento”, afirmou Abbas Araghchi ao canal norte-americano NBC News, referindo-se à passagem entre o golfo de Omã e o golfo Pérsico por onde transita 20% do petróleo bruto mundial.“Não o fechámos. São os navios e os petroleiros que não tentam atravessá-lo, pois temem ser atingidos por um dos lados”, continuou.
Também a missão do Irão na ONU tinha afirmado hoje que as afirmações de que Teerão tinha fechado o estreito de Ormuz eram “infundadas e absurdas”, apesar de a Guarda Revolucionária, o exército ideológico do regime, ter avisado que os navios que passarem por lá “poderão ser atacados ou afundados”.
O estreito de Ormuz e os golfos Pérsico e de Omã foram classificados também hoje como “zona de operações de guerra” pelo setor marítimo, após uma reunião entre sindicatos e empregadores mundiais.
A declaração confere aos tripulantes de navios direitos reforçados, incluindo o de solicitar o repatriamento a expensas do armador, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).
Teerão pronta para invasão terrestre. "Seria um desastre para inimigos"
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou hoje o país está preparado para um eventual invasão terrestre e que, caso aconteça, será um desastre para os inimigos da República Islâmica.“Estamos preparados para qualquer eventualidade, mesmo para um desembarque”, disse Abbas Araghchi ao canal norte-americano NBC News.
”Estamos à espera deles. Temos a certeza de que podemos enfrentá-los e que isso seria um desastre para eles”, acrescentou, enquanto informações da imprensa, desmentidas pela Casa Branca, davam conta de um possível apoio militar norte-americano às milícias curdas para derrubar o poder iraniano.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou nos primeiros dias do conflito que não descartava a possibilidade de os Estados Unidos enviarem tropas para o terreno no Irão "se necessário".
Também o secretário da Defesa, Pete Hegseth, tinha dito que nenhum soldado norte-americano se encontra atualmente em solo iraniano, mas assegurou que os Estados Unidos irão "até onde for necessário".
Teerão não procura cessar-fogo nem negociações com EUA, diz ministro dos Negócios Estrangeiros
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou hoje que o Irão não procura um cessar-fogo nem negociações com os Estados Unidos, porque todas as vezes que negociou, nomeadamente o programa nuclear, Teerão foi atacado.
"Já negociámos com eles [Estados Unidos] duas vezes e, em ambas as ocasiões, eles atacaram-nos no meio das negociações”, afirmou Abbas Araghchi, referindo-se à guerra anterior, em junho de 2025, que durou 12 dias.
“Não estamos a pedir um cessar-fogo. Não vemos qualquer razão para negociar com os Estados Unidos", acrescentou, numa entrevista transmitida pelo canal norte-americano NBC News.
Trump quer "estar envolvido" na escolha de novo líder iraniano
Depois de ter rejeitado o nome do herdeiro do antigo xá do Irão para liderar o país, Donald Trump rejeitou também o nome do filho do ayatollah Ali Khamenei, dizendo que se trata de uma escolha “inaceitável”.
“O filho de Khamenei é inaceitável para mim”, disse o Presidente dos EUA ao site Axios sobre Mojtaba Khamenei, chamando-o de “peso pluma”. Khamenei tem sido o nome mais apontado para suceder ao antigo líder supremo, morto nos ataques ao Irão.
“Queremos alguém que traga harmonia e paz sobre o Irão”, disse Trump, que quer estar envolvido na escolha. “Tenho de estar envolvido na nomeação, como com a Delcy na Venezuela", referindo-se à presidente interina nomeada no seguimento da queda de Nicolás Maduro.
Dubai e Abu Dhabi sob ameaça de mísseis iranianos
As autoridades dos Emirados Árabes Unidos avisaram os residentes no Dubai sobre um ataque com mísseis, pedindo que se abriguem imediatamente no edifício seguro mais próximo.
O mesmo aviso foi feito em relação aos residentes de Abu Dhabi, onde foi ouvido o som de uma explosão. As autoridades dos Emirados estão a lidar com as ameaças de mísseis.
No Bahrein, foi atacada uma refinaria na zona de Maameer, ofensiva que causou “danos materiais limitados”, tendo deflagrado um incêndio que foi controlado.
Dez países da UE já ativaram Mecanismo de Proteção Civil para repatriamento
Dez Estados-membros da União Europeia (UE), à exceção de Portugal, já ativaram o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para repatriar cidadãos a partir do Médio Oriente, tendo já sido realizados seis voos, anunciou esta quinta-feira a Comissão Europeia.
Dados publicados pelo executivo comunitário dão conta de que, até hoje de manhã, 10 Estados-membros ativaram este mecanismo, que coordena a resposta comunitária a emergências, sendo eles Bélgica, Bulgária, França, Itália, República Checa, Chipre, Luxemburgo, Roménia, Eslováquia e Áustria.
Acresce que, até ao momento, o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência da Comissão Europeia apoiou os países europeus na organização de seis voos de repatriamento, trazendo cidadãos europeus de volta em segurança para Bulgária, Itália, Áustria e Eslováquia.
“Em resposta aos recentes acontecimentos na região, a Comissão está a tomar todas as medidas possíveis para garantir a segurança dos cidadãos da UE, apoiando os Estados-membros na coordenação de voos de repatriamento a partir do Médio Oriente. A prioridade é ajudar os Estados-Membros e proteger os cidadãos da UE que ficaram retidos na região, trazendo-os de volta em segurança para casa, na Europa”, adianta Bruxelas.
“Em resposta aos recentes acontecimentos na região, a Comissão está a tomar todas as medidas possíveis para garantir a segurança dos cidadãos da UE, apoiando os Estados-membros na coordenação de voos de repatriamento a partir do Médio Oriente. A prioridade é ajudar os Estados-Membros e proteger os cidadãos da UE que ficaram retidos na região, trazendo-os de volta em segurança para casa, na Europa”, adianta Bruxelas.
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