Ao minutoAtualizado há 55 min08h46

Teerão pede "sangue" de Donald Trump. Itália pondera defesas anti-aéreas no Médio Oriente

Conflito no Médio Oriente entra no sexto dia. Irão continua a retaliar ataque sofrido no sábado. EUA prometem manter a pressão sobre o regime iraniano. Acompanhe ao minuto os mais recentes desenvolvimentos da crise no Médio Oriente.
1/4
Foto: Abedin Taherkenareh / Lusa - EPA Teerão volta a "acordar" ao som de explosões Foto: Abedin Taherkenareh / Lusa - EPA Teerão volta a "acordar" ao som de explosões Foto: Abedin Taherkenareh / Lusa - EPA Teerão volta a "acordar" ao som de explosões Foto: Abedin Taherkenareh / Lusa - EPA Teerão volta a "acordar" ao som de explosões
Negócios 08:46
Últimos eventos
há 58 min.08h43

Itália pondera enviar baterias anti-aéreas

Presidência do Conselho de Ministros de Itália via Associated Press

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, declarou esta quinta-feira estar em ponderação o envio de baterias antiaéreas para ajudar vários países do golfo Pérsico, entretanto visados por retaliações iranianas aos ataques conjuntos israelo-americanos.

"A Itália, assim como o Reino Unido, a França e a Alemanha, pretende enviar ajuda aos países do Golfo. Estamos a falar claramente de defesa, defesa aérea, não apenas porque são países amigos, mas também porque dezenas de milhares de italianos vivem na região, além de aproximadamente dois mil militares que precisamos proteger", declarou à rádio RTL 102.5.

Meloni acrescentou que aquela região do Médio Oriente é economicamente "vital".

08h40

Teerão pede “sangue sionista” e de Trump

 O ‘ayatollah’ Abdollah Javadi Amoli convocou esta quinta-feira um “derramamento de sangue sionista” e “do sangue de [Donald] Trump”, através da televisão estatal do Irão, na sequência dos ataques conjuntos de Israel e dos Estados Unidos da América (EUA).

“Estamos agora à beira de um grande teste e devemos ter cuidado para preservar plenamente a unidade, para preservar plenamente a aliança”, disse, apelando ao “derramamento de sangue sionista, ao derramamento do sangue de Trump.

O atual imã diz: ‘Lutem contra a América opressora, o sangue dele está sobre meus ombros’”, afirmou.

O Irão lançou hoje uma nova onda de ataques contra bases israelitas e norte-americanas, avisando que os EUA se vão arrepender "amargamente" de torpedear um navio de guerra iraniano no oceano Índico, ao passo que Israel anunciou nova ofensiva "em grande escala" contra Teerão.

Segundo a agência noticiosa norte-americana AP, as sirenes de aviso de ataque aéreo soaram em Telavive e em Jerusalém e as Forças da Defesa de Israel (IDF) lançaram mais ataques no Líbano, dirigidos a posições do grupo islamista radical Hezbollah, além de uma "onda em grande escala de ataques contra infraestruturas" na capital iraniana.

08h40

Guarda Revolucionária do Irão reclama ataque a petroleiro dos EUA

A Guarda Revolucionária do Irão afirmou esta quinta-feira que um míssil iraniano atingiu um petroleiro norte-americano no Golfo Pérsico, no sexto dia da guerra.

Segundo a Guarda Revolucionária, o navio foi atingido por um míssil no norte do Golfo Pérsico e está em chamas.

O comunicado sobre o suposto ataque contra o petroleiro norte-americano foi divulgado através da televisão estatal iraniana, sem adiantar mais pormenores.

O ataque, que ainda não foi confirmado por fontes independentes, ocorre numa altura em que a Guarda Revolucionária afirma ter "controlo total" do Estreito de Ormuz, uma importante via navegável para o comércio global de petróleo.

08h39

Israel considerou que a aliança com os EUA está a mudar a história

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, disse ao secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, que a aliança militar entre os dois países está a mudar a história, referindo-se aos ataques contra o Irão.

Israel Katz esteve em contacto na noite de quarta-feira com o homólogo norte-americano tendo analisado a campanha conjunta contra o regime de Teerão. 

Para Katz, a cooperação entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, contra o Irão está a mudar a história tendo o secretário da Defesa pedido a Israel para continuar "até ao fim".

Na quarta-feira, o Senado norte-americano, de maioria republicana, rejeitou uma resolução que procurava interromper a intervenção militar ordenada por Trump contra o Irão, por não ter sido autorizada previamente.

A resolução do Partido Democrata perdeu por 47 votos contra 53 do Partido Republicano.

De acordo com o comunicado divulgado pelo ministro da Defesa de Israel, Hegseth realçou que os Estados Unidos têm munições suficientes para concluir a campanha contra o Irão, sugerindo que a guerra contra a República Islâmica poderá durar até oito semanas.

07h48

Militar iraniano diz que Estreito de Ormuz não está fechado

Morteza Akhoondi/Tasnim News Agency/AP

Um comandante militar do Irão, Amir Heydari, disse à televisão estatal iraniana que o país não fechou o Estreito de Ormuz, passagem crucial para o transporte marítimo de petróleo e gás natural.

"Alguns estão a criticar-nos ao dizer que fechamos o Estreito de Ormuz. Não acreditamos em encerrar por completo o Estreito", sublinhou o líder militar, em declarações citadas pela agência de notícias financeiras Bloomberg.

O mesmo porta-voz disse ainda que o país continua a lidar com a passagens de cargueiros na região de acordo com os protocolos internacionais.

Apesar desta garantia, o transporte marítimo no Estreito de Ormuz praticamente parou desde o início do conflito no Médio Oriente, no sábado passado, com os navios e empresas a recearem ser atingidas por projéteis resultantes da escalada do conflito na região.

Já nesta quarta-feira, a Guarda Revolucionária do Irão garantiu que tem "controlo total" do Estreito de Ormuz, o que aponta para mensagens contraditórias sobre o posicionamento sobre o Estreito.

07h20

Primeiro-ministro do Canadá não exclui participação militar no Médio Oriente

Lukas Coch / Lusa - EPA

O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, afirmou esta quinta-feira que "não pode excluir" a participação militar do país na guerra que se intensifica no Médio Oriente, manifestando apoio aos seus aliados, porém "com algum pesar".

Leia a notícia completa .

07h07

Novas explosões em Teerão durante a noite

Abedin Taherkenareh / Lusa - EPA

Novas explosões voltaram a abalar Teerão, a capital iraniana, ao longo noite de quinta-feira e madrugada, segundo meios de comunicação iranianos e regionais, no sexto dia de guerra entre Irão, Estados Unidos e Israel.

A agência iraniana Tasnim, associada à Guarda da Revolução do Irão, afirmou que as defesas antiaéreas iranianas foram ativadas por volta das 05:00 horas locais (02:00 horas em Lisboa) e que várias explosões foram ouvidas.

A emissora catari Al Jazeera também identificou, pelo menos, dois ataques contra a capital iraniana.

O número de mortos no Irão em resultado da guerra atingiu, pelo menos, 1.045 pessoas, segundo uma agência governamental iraniana na quarta-feira, a Fundação de Mártires e Assuntos dos Veteranos do Irão, que especificou que o número é relativo aos corpos identificados e preparados para o enterro até o momento, noticiou a AP.

Em sentido inverso, o Irão lançou uma nova onda de ataques esta na manhã contra bases israelitas e norte-americanas, após uma ameaça de destruir infraestruturas militares e económicas em toda a região, que surgiu depois de os EUA e Israel terem intensificado os bombardeamentos e de um submarino da marinha norte-americana ter afundado um navio de guerra iraniano no Oceano Índico.

07h06

Teerão lança nova vaga de ataques contra Israel e países do Golfo

O Irão lançou durante a madrugada de hoje uma nova vaga de ataques contra Israel e países do Golfo aliados dos Estados Unidos.

No sexto dia da guerra na região, a Guarda Revolucionária iraniana revelou uma décima nona vaga de bombardeamentos, numa “operação combinada de mísseis e drones contra as posições” de Israel e das bases norte-americanas na região.

Jornalistas da agência France-Presse (AFP) ouviram explosões em Jerusalém esta madrugada, após mais uma série de lançamentos de mísseis iranianos. Os serviços de emergência israelitas não reportaram vítimas imediatas.

Duas horas antes, o exército israelita acionou três alertas para mísseis iranianos.

As Forças de Defesa de Israel alertaram várias vezes para o lançamento de mísseis a partir do Irão e garantiram estar a trabalhar para “intercetar a ameaça”.

Até ao momento, não há registo de vítimas.

Entretanto, o Ministério da Defesa da Arábia Saudita afirmou ter intercetado três drones.

Um petroleiro também sofreu uma explosão ao largo do Kuwait, provocando derrame de petróleo mas sem vítimas nem a ocorrência de incêndios. O incidente ocorreu fora das águas territoriais kuwaitianas, perto do estreito de Ormuz — rota vital para o comércio energético mundial.

07h05

China ordena suspender exportações de gasolina e diesel devido ao conflito

Vincent Thian / Associated Press

A principal autoridade de planeamento económico da China pediu às maiores refinarias do país que suspendam temporariamente as exportações de gasolina e gasóleo, devido à incerteza sobre o fornecimento de crude do Médio Oriente.

Segundo fontes citadas pela agência de notícias Bloomberg, responsáveis da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR) reuniram-se com executivos do setor e solicitaram a suspensão imediata das vendas externas de produtos refinados. As refinarias foram também instadas a deixar de assinar novos contratos de exportação e a tentar cancelar carregamentos já acordados, de acordo com as mesmas fontes.

A medida inclui algumas exceções, como o combustível de aviação e o combustível marítimo armazenado em depósitos aduaneiros, bem como os fornecimentos destinados a Hong Kong e Macau.

A decisão surge num contexto de forte incerteza no mercado energético após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão e as subsequentes represálias de Teerão, que alertou que a navegação no estreito de Ormuz deixou de ser segura.

O estreito é um dos principais pontos estratégicos do transporte energético mundial, por onde transita cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos globalmente.

Embora a maior parte da produção refinada chinesa seja destinada ao mercado interno -- uma vez que o país é o maior importador mundial de petróleo -- a decisão reflete a estratégia adotada por várias economias asiáticas dependentes de energia importada para priorizar o abastecimento doméstico durante a crise.

07h04

Líder do FMI diz que economia mundial volta a ser "posta à prova"

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou esta quinta-feira, em Banguecoque, que a economia mundial está "novamente a ser posta à prova", desta vez pela guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

"Vivemos num mundo onde os choques são mais frequentes e inesperados, e há algum tempo que alertamos os nossos membros de que a incerteza é agora a nova norma", afirmou durante uma conferência que debate a Ásia em 2050, que decorre na capital tailandesa, de acordo com o portal de notícias económicas FX Street.

"Este conflito, se vier a prolongar-se, poderá obviamente afetar os preços mundiais da energia, o sentimento dos mercados e a inflação", acrescentou a diretora-geral do FMI.

Desencadeada no sábado por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, a guerra alastrou-se rapidamente com a resposta de Teerão aos vários aliados dos dois países na região, ameaçando igualmente a navegação no Estreito de Ormuz e Golfo Pérsico, fazendo disparar os preços mundiais do petróleo e mergulhando os mercados na turbulência.

"Os mercados têm evoluído como uma montanha-russa nos últimos dias", descreveu Kristalina Georgieva, asublinhando que "o conflito colocará novas exigências aos decisores políticos em todo o mundo".

"Quanto mais cedo esta calamidade terminar, melhor será para o mundo inteiro", continuou, concedendo porém que o mundo está "potencialmente num período prolongado de instabilidade".

07h04

Portugueses retidos no Qatar queixam-se de falta de soluções viáveis para repatriamento

Um grupo de portugueses retido no Qatar devido ao conflito no Médio Oriente manifestou à Lusa descontentamento com a falta de "soluções viáveis" para sair da região pelo Governo português.

Em resposta à Lusa, fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros garantiu que há solução e que esta está "justamente a ser tratada e que não será divulgada publicamente para garantir a segurança dos cidadãos nacionais".

A Lusa procurou obter mais esclarecimentos sobre a situação dos portugueses retidos no Médio Oriente, incluindo no Qatar, mas não foi possível obter resposta.

Três portugueses que chegaram ao Qatar dia 27 de fevereiro, mas que acabaram retidos devido ao início do ataque israelo-americano ao Irão, que resultou na resposta de Teerão contra vários países do Médio Oriente, incluindo o Qatar, manifestaram insatisfação com a proposta apresentada hoje pela Embaixada de Portugal em Doha.

De acordo com a comunicação aos cidadãos portugueses retidos, a que a agência Lusa teve acesso, é proposto transporte terrestre para Riade, disponibilizado "especialmente aos portugueses retidos no Qatar, ou seja, que se encontravam aqui em turismo ou em trânsito no momento do encerramento do espaço aéreo".

A embaixada portuguesa salientava na mesma comunicação que o transporte "leva apenas até Riade" e que os cidadãos devem efetuar uma reserva num voo comercial "marcada com possibilidade de alteração de data", antes da viagem de autocarro.

Saber mais sobre...
Saber mais Gasolina Exportações China Teerão
Pub
Pub
Pub