Trump admite mais mortes de militares dos EUA. Operação é "complexa e avassaladora"
Berlim, Paris e Londres preparam “ações defensivas” contra ataques iranianos
Intervenção militar no Irão pode demorar cerca de quatro semanas, diz Trump
Teerão não estabelece “nenhum limite” ao seu direito de defesa, diz ministro dos Negócios Estrangeiros
Conselho da Europa apelou à união para travar conflito no Médio Oriente
Trump disponível para conversações com Irão. Casa Branca diz que operação vai continuar
Trump: EUA destruíram nove navios iranianos e grande parte da sede da Armada
EUA negam que mísseis iranianos atingiram porta-aviões Abraham Lincoln
Irão: Três militares norte-americanos foram mortos e cinco ficaram feridos
Netanyahu diz que ataques a alvos iranianos vão intensificar-se nos próximos dias
Paises do Golfo vão dar "resposta unificada" ao Irão
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Trump admite que pode haver mais mortes de militares dos EUA. Operação é "complexa e avassaladora"
Donald Trump publicou um novo vídeo este domingo nas redes sociais, dizendo que a operação no Irão é “uma das mais complexas e mais avassaladoras ofensivas militares que o mundo já viu”, em que "foram atingidos centenas de alvos".
“As operações de combate continuam neste momento em toda a força e vão continuar até que todos os nossos objetivos sejam alcançados”, disse o Presidente dos EUA, sem especificar quais são esses objetivos.
Trump acrescentou que o regime iraniano, caso tivesse mísseis de longo alcance, seria uma “grave ameaça” para todos os norte-americanos e que os líderes iranianos “lançaram uma guerra contra a própria civilização”.
Além da morte do supremo líder iraniano, ayatollah Ali Khamenei, Trump alega que todo o comando militar desapareceu e os que sobreviveram "estão a pedir imunidade".
O Presidente norte-americano também reconheceu que “provavelmente haverá mais” vítimas mortais entre os militares dos EUA antes de terminar o conflito, mas que serão vingados pelas forças norte-americanas.
Trump pediu ainda à Guarda Revolucionária do Irão para depor as armas e exortou o povo iraniano a "reclamar de volta o seu país". "Agora é convosco", voltou a sugerir Trump.
Berlim, Paris e Londres preparam “ações defensivas” contra ataques iranianos
Os líderes alemães, franceses e britânicos declararam-se prontos para “ações defensivas necessárias e proporcionadas” face às respostas iranianas, para “destruir na origem” as capacidades militares de Teerão.
“Tomaremos medidas para defender os nossos interesses e os dos nossos aliados na região”, potencialmente impedindo a República Islâmica de disparar mísseis e drones, alertou o grupo E3, que reúne França, Alemanha e Reino Unido, numa declaração conjunta.
Teerão respondeu à ofensiva americana e israelita iniciada no sábado com ataques em todas as direções contra vários países vizinhos, nomeadamente aqueles que albergam bases americanas, e Israel, onde nove pessoas foram mortas no domingo, segundo os serviços de emergência.
Os líderes europeus dizem estar “consternados” com estes ataques “cegos e desproporcionados” que afetam países do Médio Oriente não envolvidos na operação militar inicial.
Os ataques “visaram os nossos aliados próximos e ameaçam o nosso pessoal militar e civil em toda a região”, acrescenta o comunicado, garantindo que estas medidas defensivas serão discutidas com os Estados Unidos e os seus aliados na região.
O Reino Unido anunciou hoje que elaborou planos de evacuação em massa dos seus cidadãos que estão presos nos países do Golfo Pérsico devido à suspensão dos voos, segundo fontes oficiais britânicas.
A possível evacuação foi planeada para o caso de se prolongarem os cancelamentos dos voos com destino à região, que, por enquanto, estão em vigor até segunda-feira, inclusive.
As autoridades britânicas aconselham os nacionais na região que permaneçam onde estão e continuem atentos às orientações do Ministério dos Negócios Estrangeiros, além de registarem a sua presença online para aqueles que permanecem nos países mais afetados: Israel, Palestina, Emirados Árabes, Barém e Catar, estimando que o número total ultrapasse centenas de milhares.
Intervenção militar no Irão pode demorar cerca de quatro semanas, diz Trump
O Presidente dos EUA, Donald Trump, estabeleceu este domingo um horizonte temporal para a intervenção militar no Irão, ao dizer em entrevista telefónica ao Daily Mail que o conflito deverá decorrer nas próximas quatro semanas.
“Sempre foi um processo de quatro semanas. Consideramos que poderão ser cerca de quatro semanas. Sempre foi um processo de quatro semanas, por isso – como é um país forte, um país grande, demorará quatro semanas, ou menos”, explicou ao jornal britânico.
Trump disse também que não está surpreendido por qualquer dos desfechos dos ataques até agora.
Teerão não estabelece “nenhum limite” ao seu direito de defesa, diz ministro dos Negócios Estrangeiros
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou este domingo que o Irão não impõe “nenhum limite” ao seu direito de defesa contra a campanha de ataques israelitas e norte-americanos, classificando a ação dos dois países como “um ato de agressão”.
“Defender-nos-emos, custe o que custar, e não imporemos limites à defesa e à proteção do nosso povo. Ninguém nos pode dizer que não temos o direito de nos defender”, declarou Abbas Araghchi, numa entrevista à estação televisiva norte-americana ABC.
O chefe da diplomacia iraniana sustentou que “o que os Estados Unidos estão a fazer é um ato de agressão” e contrapôs que a resposta de Teerão constitui legítima defesa. “O que estamos a fazer é defender-nos. O que é muito diferente”, concluiu o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano.
Conselho da Europa apelou à união para travar conflito no Médio Oriente
O secretário-geral do Conselho da Europa, Alain Berset, apelou este domingo à união da Europa para travar o conflito no Médio Oriente e pediu respeito pelo direito internacional.
Em comunicado, Alain Berset sublinhou que o conflito que escalou no sábado é também “um teste para saber se a Europa pretende moldar a ordem que está a surgir ou se vai só observar a sua fragmentação”.
"A Europa, como um todo, deve agir no sentido de apaziguar o conflito no Golfo, protegendo ao mesmo tempo a segurança dos seus cidadãos na região.
Deve exigir o respeito pelo direito internacional, incluindo pela Carta das Nações Unidas", acrescentou o secretário-geral do Conselho da Europa, pedindo ainda o fim dos ataques de todas as partes.Alain Berset considerou ainda que o mundo já não tem uma ordem legal, mas “apenas força e padrões duplos”, apontando para o ataque ao Irão por parte dos Estados Unidos e de Israel e para as crises vividas na “Ucrânia, em Gaza, na Venezuela e, de outra forma, na Groenlândia”.
"Ninguém pode esconder-se atrás da pretensão de que essa ordem nunca foi violada, ou que os poderosos não impuseram a sua vontade quando lhes convinha", lê-se no comunicado.
Neste momento, apontou ainda Alain Berset, “o tempo é essencial”. “Se não organizarmos a segurança europeia coletiva dentro de uma estrutura legal permanente, esta permanecerá reativa a crises moldadas por outros”, acrescentou, dizendo ainda que “à medida que são lançados mísseis, o direito internacional é transformado em arma”.
Trump disponível para conversações com Irão. Casa Branca diz que operação vai continuar
Um responsável de topo da Casa Branca disse este domingo que a “nova potencial liderança” do Irão sugeriu que está recetiva a conversações com os EUA, avança a AP.
O responsável disse que Donald Trump estará “eventualmente” disponível para negociações, mas por agora a operação militar “continua em força”.
O responsável não referiu quem será a “potencial nova liderança” ou como fizeram saber da sua disponibilidade para conversar.
Antes, o Presidente dos EUA disse à revista The Atlantic este domingo que planeia falar com a nova liderança iraniana.
“Eles querem falar e eu concordei em falar, por isso vou falar com eles”, referiu, recusando comentar o momento em que isso acontecerá.
Trump: EUA destruíram nove navios iranianos e grande parte da sede da Armada
Donald Trump garantiu este domingo, na rede social Truth Social, que a Marinha dos EUA destruiu nove navios iranianos, “alguns dos quais bastante grandes e importantes”.
O Presidente dos EUA disse que as forças norte-americanas “vão atrás dos restantes – em breve estarão a flutuar no fundo do mar [SIC]”.
“Num diferente ataque, destruímos em grande parte a sua sede da Armada. Sem contar com isso, a Marinha deles está muito bem”, escreveu ironicamente.
EUA negam que mísseis iranianos atingiram porta-aviões Abraham Lincoln
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) negou este domingo que os mísseis lançados pelo Irão tenham atingido o porta-aviões Abraham Lincoln, classificando como “uma mentira” as alegações da Guarda Revolucionária iraniana de que quatro projéteis teriam atingido o navio.
“Os mísseis lançados nem sequer se aproximaram”, afirmou o Centcom numa publicação na rede social X, acrescentando que o Abraham Lincoln “continua a lançar aeronaves em apoio da campanha incansável” do comando militar norte-americano para defender os cidadãos dos EUA e “eliminar as ameaças do regime iraniano”.
A reação surge depois de a Guarda Revolucionária do Irão ter reivindicado um ataque contra o porta-aviões, no contexto da escalada militar em curso entre Teerão, Washington e Israel.
“O porta-aviões norte-americano Abraham Lincoln foi atingido por quatro mísseis balísticos”, declarou a Guarda Revolucionária em comunicado divulgado pelos meios de comunicação estatais.
Irão: Três militares norte-americanos foram mortos e cinco ficaram feridos
Três militares norte-americanos morreram e cinco ficaram gravemente feridos em operações contra o Irão, informou hoje o Exército dos Estados Unidos.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) indicou, numa publicação na rede social Facebook, que vários outros militares “sofreram ferimentos ligeiros por estilhaços e concussões” e estão “em processo de regresso ao serviço”, acrescentando que a situação permanece “instável”.
As forças norte-americanas adiantaram ainda que as principais operações de combate vão continuar, não tendo sido divulgados mais pormenores sobre as circunstâncias das baixas.
Este foi o primeiro anúncio de mortes de militares norte-americanos na operação contra o Irão, numa escalada que inclui a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e ataques de retaliação de Teerão contra Estados do Golfo aliados de Washington e contra Israel.
Netanyahu diz que ataques a alvos iranianos vão intensificar-se nos próximos dias
Apesar da ofensiva realizada por Israel e EUA contra alvos iranianos desde sábado, que vitimaram o ayatollah Khamenei e vários dirigentes do Irão, Benjamin Netanyahu diz que os ataques não vão cessar por enquanto.
“As forças israelitas estão agora a atacar o coração de Teerão com cada vez mais força e isto apenas vai aumentar ainda mais nos próximos dias", disse o primeiro-ministro israelita.
As declarações de Netanyahu foram feitas num vídeo gravado no terraço das Forças de Defesa Israelitas (IDF), em Tel Aviv. Pouco tempo antes, ouviram-se várias explosões na capital iraniana, tendo o exército israelita confirmado que estava a realizar ataques contra alvos no centro de Teerão.
Paises do Golfo vão dar "resposta unificada" ao Irão
Os países do Golfo vão reunir-se por videoconferência este domingo, 1 de março, à noite, para discutir uma “resposta unificada” ao segundo dia de ataques de Teerão na região, em retaliação à ofensiva israelita e norte-americana.
“Será uma reunião ‘online’ dos ministros dos Negócios Estrangeiros do Conselho de Cooperação do Golfo devido ao encerramento dos aeroportos”, disse um diplomata de um dos países à agência francesa AFP.
O Conselho de Cooperação do Golfo reúne Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Kuwait, Omã, Qatar e Bahrein.
As discussões centrar-se-ão nos “ataques iranianos contra os Estados do Golfo e na coordenação com vista a uma resposta unificada”, precisou a mesma fonte, que pediu para não ser identificada devido à sensibilidade da questão.
A AFP acrescentou que a informação foi confirmada por outro diplomata da região.
O Irão tem atacado vários países da região, nomeadamente os que acolhem bases militares norte-americanas, desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, no sábado, uma ofensiva de grande envergadura contra Teerão.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, deu indicações de que a operação visava o derrube do regime do Irão e incitou o povo iraniano a tomar o poder após a intervenção militar conjunta com Israel.
O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, foi morto no início dos ataques, juntamente com dezenas de outros dirigentes políticos e militares da República Islâmica.
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