Ao minutoAtualizado há 23 min09h28

Trump foi avisado sobre retaliação iraniana, apesar de dizer o contrário

Acompanhe os desenvolvimentos do conflito do Médio Oriente desta terça-feira. Paralisação quase total do estreito de Ormuz continua a centrar atenções e preços das matérias-primas energéticas estão a pressionar os governos de vários blocos económicos.
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Foto: Julia Demaree Nikhinson / AP Trump apresenta medidas para conter preços do petróleo Foto: Atef Safadi / Lusa - EPA Exército israelita continua a bombardear o Líbano Foto: Hadi Mizban / Associated Press A embaixada dos EUA no Iraque continua em alerta devido aos ataques na região Foto: Hassan Ammar / Associated Press O Líbano tem sido dos países mais afetados pelo conflito no Médio Oriente
Negócios 08:57
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há 55 min.08h57

Trump foi avisado sobre retaliação iraniana, apesar de dizer o contrário

O Presidente dos EUA, Donald Trump, foi avisado que um ataque contra o Irão iria levar a uma retaliação iraniana contra os países vizinhos e que são aliados americanos.

A informação, divulgada esta terça-feira pela imprensa internacional, cita fontes militares e dos serviços de informação americanos. Apesar de não ser dada como certa a retaliação, era vista como uma forte probabilidade de acontecer.

Esta revelação coloca em causa as declarações do líder americano feitas nesta segunda-feira, quando admitiu que os ataques iranianos contra o Catar, Arábia Saudita e Kuwait, entre outros, foi uma surpresa. "Ninguém esperava [que isso acontecesse]. Ficámos chocados", disse Trump.

07h27

200 soldados dos EUA feridos em 7 países desde início do conflito

As forças armadas norte-americanas informaram segunda-feira que 200 soldados ficaram feridos em sete países diferentes, desde início do conflito no Médio Oriente, dos quais 180 já regressaram ao serviço.

O porta-voz do Comando Central das forças norte-americanas (CENTCOM), responsável pelo Médio Oriente, adiantou que 10 feridos são considerados graves. 

Os ferimentos foram registados em ataques em Israel, Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Jordânia.

"A grande maioria dos ferimentos são ligeiros e mais de 180 militares já regressaram ao serviço", acrescentou o porta-voz do CENTCOM, capitão Tim Hawkins.

Desde início do conflito, com bombardeamentos norte-americano-israelitas contra o Irão a 28 de fevereiro, 13 militares norte-americanos morreram.

07h07

Washington pressiona Tóquio e Seul para ajuda militar no Estreito de Ormuz

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, insistiu junto dos seus homólogos do Japão e da Coreia do Sul para que contribuam para a segurança do Estreito de Ormuz.

Em chamadas realizadas na noite de segunda-feira com Rubio, os ministros dos Negócios Estrangeiros japonês e sul-coreano, Toshimitsu Motegi e Cho Hyun, sublinharam a importância de ser garantida uma navegação segura naquela passagem estratégica, onde as tensões estão a afetar o fornecimento global de combustível, contudo não esclareceram a posição dos respetivos governos relativamente ao apoio solicitado por Washington.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, apelou no último domingo e na segunda-feira a vários países - entre os quais os aliados da NATO, mas também os países que mais beneficiam do petróleo exportado através do estreito, nomeadamente a China - para que enviem navios militares para o Estreito de Ormuz para assegurarem a segurança da passagem por onde transita 20% do petróleo mundial.

Na segunda-feira, Trump reiterou o pedido a Tóquio e Seul para ajudarem a manter aberto o Estreito de Ormuz, lembrando que os Estados Unidos mantêm tropas nos respetivos territórios como "proteção", e que os dois países dependem maioritariamente das importações de petróleo do Médio Oriente.

Antes destas declarações, Tóquio começou por esclarecer não ter recebido qualquer pedido formal para a deslocação de navios militares para o estreito, mas sublinhou, ainda assim, não ter a intenção de "ordenar uma operação de segurança marítima", de acordo com declarações do ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, no Parlamento nipónico.

Também a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sublinhou na segunda-feira que qualquer operação de segurança marítima seria "extremamente difícil do ponto de vista jurídico".

"Uma vez que ainda não nos foi solicitado (formalmente), é difícil responder a uma suposição. O Governo do Japão está a estudar a forma de implementar as medidas necessárias. Estamos a analisar de que forma podemos proteger os navios japoneses e as suas tripulações, bem como o que pode ser feito dentro do quadro legal", matizou, porém, Takaichi numa sessão do Parlamento japonês na segunda-feira.

07h06

Petroleiro atingido no Golfo de Omã por "projétil desconhecido"

Um petroleiro foi atingido por um "projétil desconhecido" quando se encontrava ancorado no golfo de Omã, não muito longe da entrada do estreito de Ormuz, anunciou esta terça-feira a agência marítima britânica UKMTO.

O navio-tanque encontrava-se a 23 milhas náuticas (cerca de 37 quilómetros) a leste da cidade de Fujaira, no sul dos Emirados Árabes Unidos.

"Um navio-tanque informou que foi atingido por um projétil desconhecido enquanto se encontrava ancorado", comunicou o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês).

O centro precisou que não há feridos entre a tripulação da embarcação nem foram comunicados "impactos ambientais", e que foram registados "danos estruturais ligeiros".

07h05

Emirados Árabes Unidos fecham espaço aéreo devido a nova onda de ataques iranianos

A Autoridade Geral de Aviação Civil dos Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciou esta terça-feira o encerramento temporário e total do espaço aéreo do país, na sequência de uma nova onda de ataques com drones e mísseis iranianos.

Segundo o comunicado, trata-se de "uma medida de precaução excecional" para garantir a segurança dos voos e salvaguardar o território dos EAU.

A Autoridade Geral de Aviação Civil declarou que a decisão foi tomada após uma avaliação exaustiva dos riscos operacionais e de segurança, e em plena coordenação com as autoridades nacionais e internacionais competentes.

Coincidindo com o anúncio, o Ministério da Defesa dos EAU informou que as defesas aéreas estão a responder a ameaças de mísseis e drones provenientes do Irão.

A decisão de fechar o espaço aéreo surge horas depois de voos com origem e destino no aeroporto internacional do Dubai terem começado a ser retomados gradualmente, após a suspensão temporária aplicada na madrugada de segunda-feira.

A suspensão nesse aeroporto ocorreu após um incidente com um drone que provocou um incêndio nas imediações das instalações, embora sem causar vítimas.

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