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Emirados reabrem espaço aéreo, com voos para o Dubai por vender

Os ataques de mísseis continuam, com o espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos em alerta permanente. Os voos estão a sair cheios do Médio Oriente, mas no regresso estão quase desertos. Companhia aérea tem encontrado formas de salvaguardar receitas.

Os voos da Emirates estão a sair cheios do Dubai, mas regressam vazios ao Médio Oriente.
Os voos da Emirates estão a sair cheios do Dubai, mas regressam vazios ao Médio Oriente. Bloomberg
11:33

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) reabriram o espaço aéreo às operações normais, depois de um encerramento parcial durante a madrugada após sucessivos ataques de drones e mísseis contra o seu território. O ministro da Defesa dos EAU admitiu que foram intercetados mais de 300 mísseis e 1.600 drones. Contudo, desde o início do conflito que os voos em direção ao Dubai têm estado praticamente vazios, em contraste com as aeronaves que saem deste emirado.

“A Autoridade [da Aviação Civil dos Emirados] confirma que esta decisão surge após uma avaliação integral das condições de segurança, em coordenação com as autoridades relevantes. Sublinhamos que continuará a ser feito um acompanhamento constante para assegurar os mais elevados níveis de segurança aérea”, lê-se na nota emitida pela entidade, após o espaço ter estado interdito durante duas horas.

Esta suspensão, que durou um par de horas, aconteceu depois do Aeroporto Internacional do Dubai ter retomado algumas operações na última segunda-feira, 16 de março, após um drone ter atingido um depósito de combustível na infraestrutura aeroportuária, provocando um incêndio. Mas as operações não estão a decorrer com a suavidade prevista, uma vez que a região continua sob ataque e os turistas continuam a manter-se afastados.

A Emirates Airlines, por exemplo, tem estado a operar voos com uma taxa de ocupação mínima em direção ao Dubai. De acordo com a Bloomberg, que cita dados de voo da companhia aérea, as rotas provenientes dos Estados Unidos da América e da Europa têm sido as mais impactadas. Exemplo disso foram os últimos voos operados de Praga e Budapeste, que registaram ocupações entre os 5% e os 10% em viagens que têm o Dubai como destino, enquanto os voos a sair de Heathrow mostram uma ocupação de quase 20%.

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A ocupação dos voos da Emirates a sair da Europa em direção ao Dubai estão a mostrar uma taxa de ocupação entre os 5% e os 20%. Londres é a partida que melhor se está a aguentar.

Nos EUA, havia mesmo voos a saírem de Nova Iorque com menos de 35 passageiros a bordo e menos de um quinto dos bilhetes vendidos. À saída de Chicago, a situação foi semelhante, com mais de metade da cabine vazia. Segundo a publicação, estavam a ser operadas aeronaves com capacidade para perto de 500 passageiros, um sinal de que os americanos não estão prontos para voar onde o conflito ainda está quente.

No sentido contrário, a procura tem sido massiva, mesmo com alguns voos a serem suspensos e cancelados. Quando as companhias aéreas retomaram os voos, uma semana após o conflito atingir a região, a procura superava a oferta, algo que ainda se verifica na terceira semana de alerta.

Atualmente, uma das poucas formas de sair do Médio Oriente é através das companhias aéreas que estão a operar estes voos, uma vez que o estreito de Ormuz permanece encerrado. Como forma de colmatar a falta de passageiros a voar em direção ao destino, a Bloomberg adianta que a Emirates está agora a mudar o foco para o transporte de carga, utilizando aeronaves da Boeing nas suas operações, para conseguir uma fonte de receita mais fixa.

A Emirates tem vindo a posicionar-se à frente das suas concorrentes locais. A Ethiad Airways e a Qatar Airways, que também viram a sua atividade impactada pelo conflito no Médio Oriente, têm apontado dificuldades em retomar as operações regulares, optando por se focar em missões de repatriamento. Neste momento, a Emirates oferece seis vezes mais voos do que a Qatar Airways.

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