Irão afirma ter destruído base dos EUA no Bahrein. Israel diz que conflito pode "demorar tempo"
Israel emite nova ordem de evacuação para dezenas de localidades no Líbano
Netanyahu garante que ofensiva não se transformará numa "guerra sem fim"
Trump avisa que ataque de Teerão a embaixada em Riade terá resposta
EUA revelam extenso arsenal usado nos ataques mas não confirmam número de feridos
Voos a partir dos EAU limitados enquanto governos tentam retirar cidadãos do Médio Oriente
Israel anuncia nova vaga de bombardeamentos em Beirute
Guarda Revolucionária iraniana afirma ter destruído base dos EUA no Bahrein
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou esta terça-feira ter lançado uma nova onda de ataques, desta vez contra uma base militar dos Estados Unidos no Bahrein, e afirmou tê-la destruído.
"Neste ataque, 20 drones e três mísseis atingiram os alvos, destruindo o principal edifício de comando e os quartéis da base aérea dos Estados Unidos e incendiando os seus depósitos de combustível", afirmou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) num comunicado divulgado pela agência iraniana Fars.
A informação iraniana situou os ataques na região de Sheikh Isa, no norte da pequena ilha do Golfo, e contabilizou-os como a décima quarta onda ofensiva.
Entre a noite de segunda-feira e esta manhã, o Irão lançou ataques contra países aliados dos Estados Unidos na região.
Israel emite nova ordem de evacuação para dezenas de localidades no Líbano
O exército israelita emitiu esta terça-feira uma nova ordem de evacuação para dezenas de localidades no Líbano, incluindo duas na periferia sul de Beirute, devido a operações contra o movimento Hezbollah.
"As atividades do Hezbollah obrigam as IDF [sigla inglesa para Forças de Defesa de Israel] a agir com força contra ele (...) Para vossa segurança, devem evacuar imediatamente as vossas casas", escreveu o porta-voz do exército Avichay Adraee, para o público de língua árabe, na rede social X, listando cerca de cinquenta aldeias.
Nos subúrbios sul de Beirute, duas áreas também estão sob alerta, Ghobeiry e Haret Hreik, de acordo com a mesma fonte.
"Vocês encontram-se localizados perto de instalações e interesses do Hezbollah, contra os quais as IDF irão agir num futuro próximo", alertou o porta-voz.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, alegadamente, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com o lançamento de mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
Netanyahu garante que ofensiva não se transformará numa "guerra sem fim"
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, garantiu que a ofensiva israelo-americana contra o Irão não se transformará numa "guerra sem fim", numa entrevista à estação norte-americana de televisão Fox News. "Não haverá uma guerra sem fim", afirmou na segunda-feira, acrescentando que, pelo contrário, será uma "ação rápida e decisiva".
"Pode demorar algum tempo, mas não anos", afirmou ainda.
O objetivo será "criar as condições necessárias para que o povo iraniano possa tomar as rédeas do seu destino e formar o seu próprio governo democraticamente eleito, que tornará o Irão um país diferente", prosseguiu.
O primeiro-ministro israelita afirmou ainda que Israel e os Estados Unidos atacaram o Irão porque os programas nucleares e de mísseis balísticos iranianos estavam prestes a tornar-se "intocáveis".
"Se nenhuma ação tivesse sido tomada agora, nenhuma ação poderia ter sido tomada no futuro", disse.
Trump avisa que ataque de Teerão a embaixada em Riade terá resposta
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou esta terça-feira que "em breve" será revelada a resposta ao ataque com drones à Embaixada norte-americana em Riade, capital da Arábia Saudita.
Ao ser questionado pela correspondente Kellie Meyer, do portal de notícias 'online' News Nation, Trump garantiu que a retaliação chegará em breve.
Meyer escreveu na rede social X que o dirigente indicou que vai enviar tropas para o terreno "apenas se necessário" e que não daria qualquer informação sobre que tipo de ações por parte do Irão poderiam levar ao envio.
A Arábia Saudita confirmou que a embaixada em Riade foi atacada por dois drones, provocando um "incêndio de pequena escala" e danos menores.
A Embaixada dos Estados Unidos confirmou que não houve feridos durante o incidente, de acordo com vários meios de comunicação locais.
O ataque ocorreu poucas horas depois de o Departamento de Estado dos EUA recomendar aos cidadãos norte-americanos em 14 países da região, incluindo Arábia Saudita, Jordânia, Líbano, que deixassem a região enquanto ainda estão disponíveis aviões comerciais.
EUA revelam extenso arsenal usado nos ataques mas não confirmam número de feridos
Os Estados Unidos revelaram que utilizaram parte do seu arsenal mais avançado durante as primeiras 48 horas da ofensiva contra o Irão, mas não especificaram quantos alvos terrestres foram destruídos, nem confirmaram oficialmente o número de norte-americanos feridos.
As autoridades norte-americanas já adiantaram que sofreram seis mortes e o Centcom referiu hoje que as forças norte-americanas recuperaram recentemente os restos mortais de dois militares que estavam desaparecidos desde uma instalação atingida durante os ataques iniciais do Irão na região.
"Estão em curso grandes operações de combate. As identidades dos falecidos serão mantidas em sigilo até 24 horas após a notificação dos seus familiares", acrescentou.
Entre o arsenal mencionado estavam bombardeiros B-2, drones kamikaze LUCAS e caças furtivos F-35 e F-22 para atacar instalações iranianas, bem como os sistemas Patriot e THAAD para intercetar as centenas de mísseis lançados pelo Irão em retaliação.
A lista inclui características de guerra eletrónica, como o sistema de ataque eletrónico EA-18G, especializado em 'cegar' radares inimigos e interferir com as suas comunicações, porta-aviões de propulsão nuclear e equipamento especial "que não podemos listar aqui", explicou o Centcom.
Noutra secção, o comando referiu-se aos alvos dos ataques, embora, ao contrário do seu último comunicado, no qual afirmou ter atingido mais de 1.000 alvos iranianos, desta vez não tenha incluído números.
Em vez disso, o comunicado apenas listou os alvos atacados: centros de comando e controlo, o quartel-general conjunto da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o quartel-general das Forças Aeroespaciais da IRGC, sistemas integrados de defesa aérea, instalações de mísseis balísticos, navios da Marinha iraniana, submarinos da Marinha iraniana, instalações de mísseis antinavio e capacidades de comunicação militar.
Voos a partir dos EAU limitados enquanto governos tentam retirar cidadãos do Médio Oriente
Nos Emirado Árabes Unidos já há viajantes retidos por causa do número limitado de voos de retirada de pessoas, enquanto os governos de todo o mundo esforçam-se para tirar os seus cidadãos do Médio Oriente, devido à guerra.
Companhias aéreas de longo curso, como a Etihad Airways e a Emirates, com sede em Abu Dhabi e Dubai, e a companhia aérea low-cost FlyDubai disseram que iriam operar voos limitados a partir do país onde os sistemas de defesa aérea foram colocados em prática para intercetar mísseis e drones iranianos.
Mais de 90% dos voos agendados a partir de Dubai e mais de metade daqueles previstos a partir de Abu Dhabi ainda estavam cancelados na segunda-feira, de acordo com o site de rastreio de voos FlightAware.
Dias de encerramentos de espaço aéreo generalizados ou tráfego aéreo fortemente restringido em alguns dos 'hubs' de aviação mais movimentados do mundo deixaram inesperadamente turistas, viajantes de negócios, trabalhadores migrantes e peregrinos religiosos retidos em hotéis, aeroportos e navios de cruzeiro assim que o conflito entre o Irão, os EUA e Isarel começou no sábado.
O turismo global depende fortemente dos aeroportos do Golfo, e as perturbações causadas pelo conflito para as companhias aéreas e os seus passageiros repercutiram-se em vários continentes.
As partidas selecionadas dos EAU trouxeram alívio para alguns, mas não indicaram um regresso à normalidade. Fechos de espaço aéreo permaneceram em vigor para o Irão, o Iraque e Israel, e a Jordânia instituiu um para a tarde até à noite a partir de hoje.
Israel anuncia nova vaga de bombardeamentos em Beirute
As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram uma nova vaga de ataques contra Beirute, capital do Líbano, visando quartéis e depósitos de armas do grupo xiita Hezbollah.
Os meios de comunicação social libaneses, como o L'Orient-Le Jour, noticiaram explosões nos subúrbios do sul da cidade, a mesma zona que foi atacada na madrugada de segunda-feira.
O grupo xiita libanês atacou o norte de Israel na madrugada de segunda-feira em resposta ao assassinato de Khamenei e aos atentados de Teerão, o que provocou uma resposta israelita com uma ofensiva em grande escala contra Beirute e o sul do Líbano.
Israel já tinha avisado que iria continuar a sua campanha contra o grupo xiita apoiado pelo Irão e admitiu que "todas as opções estão em cima da mesa" sobre a possibilidade de um ataque terrestre contra o grupo xiita libanês, apoiado por Teerão, em adição à campanha aérea em curso.
As forças de Israel estão a operar no Líbano "para eliminar uma ameaça significativa", justificou o porta-voz do exército, Effie Defrin em conferência de imprensa, acrescentando que "todas as opções estão em cima da mesa" no objetivo de desarmar o Hezbollah.
Nadav Shoshani, porta-voz internacional do exército, descartou porém aos jornalistas estrangeiros a possibilidade uma invasão terrestre no curto prazo.
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