EUA vão escoltar petroleiros no estreito de Ormuz. Trump nega ter sido pressionado para atacar o Irão
Mais de 9.000 cidadãos norte-americanos abandonaram o Médio Oriente
Míssil iraniano atinge base norte-americana em Al-Udeid no Catar
Incêndio perto do consulado dos EUA no Dubai após ataque com drone iraniano
França envia porta-aviões e reforços militares para o Médio Oriente
Teerão avisa que ainda não usou armamento mais avançado
EUA vão escoltar petroleiros na passagem pelo estreito de Ormuz, garante Trump
Espanha diz estar preparada para corte de relações comerciais com EUA após ameaças de Trump
Trump afasta hipótese de Reza Pahlavi liderar novo regime no Irão. Outros potenciais líderes no país "já foram mortos"
Cerca de 400 portugueses no Médio Oriente pediram repatriamento
Trump anuncia corte de ligações comerciais com Espanha
China exige a Israel “fim imediato” dos ataques ao Irão
Iraque já está a reduzir produção de petróleo
Espanha começa a retirar espanhóis do Médio Oriente, 175 chegam hoje a Madrid
Saudi Aramco avalia alternativas ao Estreito de Ormuz
Irão proíbe exportação de produtos agrícolas e alimentares
Israel iniciou operação terrestre no sul do Líbano
Israel divulga vídeo e diz ter concluído “onda de ataques” contra Beirute
Imagens de satélite mostram refinaria destruída na Arábia Saudita após ataque de drones
EUA pedem a cidadãos que abandonem Médio Oriente e encerram duas embaixadas
QatarEnergy pára produção de produtos industriais
Caças franceses patrulham bases no Médio Oriente
BCE fala em risco de "aumento substancial" da inflação com conflito no Médio Oriente
Fortes explosões foram sentidas na capital iraniana
Petróleo e gás natural continuam a escalar com intensificar do conflito no Médio Oriente
Três instalações da Amazon no Golfo Pérsico fora de serviço devido a ataques
Guarda Revolucionária iraniana afirma ter destruído base dos EUA no Bahrein
Israel emite nova ordem de evacuação para dezenas de localidades no Líbano
Netanyahu garante que ofensiva não se transformará numa "guerra sem fim"
Trump avisa que ataque de Teerão a embaixada em Riade terá resposta
EUA revelam extenso arsenal usado nos ataques mas não confirmam número de feridos
Voos a partir dos EAU limitados enquanto governos tentam retirar cidadãos do Médio Oriente
Israel anuncia nova vaga de bombardeamentos em Beirute
Trump nega ter sido pressionado para atacar o Irão
Mais de 9.000 cidadãos norte-americanos abandonaram o Médio Oriente
Mais de 9.000 cidadãos norte-americanos abandonaram o Médio Oriente devido ao conflito iniciado no sábado com os ataques ao Irão por Estados Unidos e Israel, anunciou o Presidente Donald Trump.
Numa mensagem na rede Truth Social na terça-feira, Trump incentivou os norte-americanos na região que desejam regressar a casa a registarem-se no site do Departamento de Estado para receberem "opções de viagem".
O governo norte-americano, adiantou, está a fretar voos e a assegurar opções comerciais para apoiar os seus cidadãos.
Míssil iraniano atinge base norte-americana em Al-Udeid no Catar
O Catar anunciou esta terça-feira que dois mísseis iranianos atingiram o seu território, um dos quais a base militar norte-americana em Al-Udeid, no quarto dia da guerra no Médio Oriente iniciada pelos Estados Unidos e Israel.
"Os sistemas de defesa aérea intercetaram com sucesso um dos mísseis, enquanto o segundo atingiu a base de Al-Udeid, no Catar, sem causar vítimas", indicou o Ministério da Defesa em comunicado.
Incêndio perto do consulado dos EUA no Dubai após ataque com drone iraniano
Um ataque com um drone provocou esta terça-feira um incêndio perto do consulado dos EUA no Dubai, segundo as autoridades locais, enquanto o Irão continua os seus ataques no Golfo em retaliação pelos ataques israelo-americanos.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, confirmou também o ataque e garantiu que todos os funcionários estão em segurança.
"Infelizmente, um drone atingiu um parque de estacionamento adjacente ao edifício da chancelaria e causou um incêndio. Todos os funcionários estão em segurança", indicou Rubio aos jornalistas.
Testemunhas no local adiantaram à agência France-Presse (AFP) que ouviram uma forte explosão, enquanto uma delas afirmou ter visto o fogo.
De acordo com um jornalista da AFP no local, foi estabelecido um perímetro de segurança na área pela polícia
"O incêndio causado por um incidente envolvendo um drone perto do consulado dos EUA foi extinto com sucesso", destacou o gabinete de imprensa do Dubai na rede social X.
"As equipas de emergência responderam imediatamente. Não houve relatos de feridos", acrescentou.
Antes, tinha sido ouvidas aeronaves militares a sobrevoar o Dubai, considerado o centro do comércio do Médio Oriente.
O ataque ocorreu após outro ataque na madrugada de hoje contra a embaixada dos EUA na capital saudita, Riade, onde dois drones iniciaram um pequeno incêndio.
A embaixada dos EUA na Cidade do Kuwait também foi alvo de drones na segunda-feira, adiantaram três fontes diplomáticas à AFP. Um correspondente da AFP viu fumo a sair do edifício.
França envia porta-aviões e reforços militares para o Médio Oriente
A França vai enviar reforços militares para o Médio Oriente, no seguimento da eclosão da guerra na região, incluindo o porta-aviões “Charles de Gaulle”, a sua escolta naval e caças Rafale, anunciou esta terça-feira o Presidente francês, Emmanuel Macron.
"Ordenei que o porta-aviões ‘Charles de Gaulle’, os seus recursos aéreos e a sua escolta de fragatas partam para o Mediterrâneo", afirmou o líder francês numa declaração televisiva.Macron anunciou também o envio de caças Rafale, sistemas de defesa aérea e radares aerotransportados para a região, que foram mobilizados "nas últimas horas".
Além disso, foram também destacados equipamentos de defesa antiaérea adicionais para Chipre e a fragata “Languedoc”, que chegará à costa da ilha mediterrânea e membro da União Europeia (UE) já na noite de hoje.
O chefe de Estado alegou que a França abateu drones "em legítima defesa" desde as primeiras horas do conflito, desencadeado no sábado pelos bombardeamentos das forças norte-americanas e israelitas contra o Irão, que de imediato respondeu contra Israel e países na região que albergam bases norte-americanas.
Duas bases francesas sofreram igualmente "ataques limitados, causando danos materiais", segundo Macron.Na sua declaração, o líder francês indicou a intenção de propor uma coligação para reunir recursos, "incluindo militares", de forma a garantir "rotas marítimas essenciais” para a economia global.
"Hoje, o Estreito de Ormuz está efetivamente fechado (...). O Canal do Suez e o Mar Vermelho também estão sob pressão e ameaçados",justificou.Macron realçou que a França tem "interesses económicos a proteger" e que este conflito ameaça provocar "profundas perturbações" nos preços do petróleo e do gás.
"Muitas coisas permanecem instáveis, mas a França continua a ser uma potência que protege os seus, procura a paz, é fiável, previsível e determinada", declarou.
Teerão avisa que ainda não usou armamento mais avançado
O Ministério da Defesa do Irão avisou hoje que ainda não recorreu ao seu armamento mais avançado e insistiu que a República Islâmica está preparada para uma guerra prolongada contra os Estados Unidos e Israel.
"Não pretendemos empregar todas as nossas armas e equipamentos avançados nos primeiros dias", declarou o porta-voz do Ministério da Defesa, citado pela agência de notícias IRNA.Reza Talai-Nik acrescentou que Teerão tem “capacidade para resistir e manter uma defesa ofensiva durante mais tempo” do que o planeado para esta guerra por Washington e Telavive.
A Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do regime, afirmou que o Irão lançou hoje mais uma vaga de mísseis contra Israel, num comunicado divulgado pela agência de notícias Fars.
"A décima sexta vaga da Operação Promessa Honesta-4 começou com uma série de mísseis e drones da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica contra o coração dos territórios ocupados", indicou o comunicado, referindo-se a Israel.
EUA vão escoltar petroleiros na passagem pelo estreito de Ormuz, garante Trump
O Presidente dos EUA, Donald Trump, garantiu esta terça-feira que o país vai dar garantias de segurança e escoltas navais aos petroleiros e outras embarcações que queiram atravessar o Estreito de Ormuz. O objetivo é diminuir o impacto de uma potencial crise energética provocada pela guerra no Irão, que já levou os preços do petróleo e gás natural liquefeito a dispararem por duas sessões consecutivas.
"Aconteça o que acontecer, os EUA vão garantir o livre fluxo de energia para o mundo", referiu o Presidente numa publicação nas redes sociais. Para isso, Trump afirma que a US International Development Finance Corporation (DFC) está disposta a oferecer seguros às embarcações por "um preço bastante razoável", além de pôr mesmo em cima da mesa possíveis escoltas dos petroleiros por parte da marinha norte-americana - "assim que possível".
A publicação de Trump não entra em detalhes de como este mecanismo de seguros poderá ser operacionalizado por parte da DFC, uma instituição que foi criada para mobilizar capital privado para países em desenvolvimento e reduzir os riscos dos investimentos nestas nações. Este anúncio chega ainda numa altura em que as maiores seguradoras marítimas do mundo começaram a deixar de oferecer cobertura contra riscos de guerra para os navios que estão a entrar no Golfo Pérsico.
O estalar do conflito no Irão está a levar a uma subida astronómica nos preços da energia, nomeadamente no petróleo e no gás natural. Além de várias infraestruturas no Médio Oriente terem sido afetadas pela resposta de Teerão aos ataques dos EUA e Israel, o regime anteriormente liderado por Ali Khamenei - morto por um dos ataques de Tel Aviv - está a dificultar a circulação dos navios pelo Estreito de Ormuz (por onde passa cerca de 20% do crude e do gás consumido a nível global).
O secretário norte-americano de Estado, Marco Rubio, disse no início da semana aos jornalistas que os EUA já anteviam uma escalada nos preços, estando o país já a preparar um plano para mitigar os impactos. Se este anúncio de Trump faz parte desse plano não se sabe, mas é do interesse do Presidente conter a inflação energética, uma vez que as eleições intercalares se estão a aproximar e o líder norte-americano quer manter a maioria nas duas câmaras do Congresso.
Espanha diz estar preparada para corte de relações comerciais com EUA após ameaças de Trump
Donald Trump ameaçou acabar com "todo o comércio" feito com Espanha, mas o país não se mostra muito assustado. Em resposta às declarações feitas pelo Presidente dos EUA num encontro com o chanceler alemão, o Governo espanhol afirma que "se a administração norte-americana quer rever estas relações, deverá fazê-lo respeitando a autonomia das empresas privadas, a lei internacional e os acordos bilaterais entre a União Europeia (UE) e os EUA", citam os órgãos de comunicação locais.
Trump afasta hipótese de Reza Pahlavi liderar novo regime no Irão. Outros potenciais líderes no país "já foram mortos"
O Presidente norte-americano desvalorizou esta terça-feira a possibilidade de Reza Pahlavi, filho do antigo xá do Irão, assumir a liderança do país numa eventual mudança de regime.
Numa conferência de imprensa na Sala Oval da Casa Branca, ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz, Donald Trump afirmou que Pahlavi “parece uma pessoa muito agradável”, mas considerou preferível que a liderança surja a partir do interior do país.
“Alguém que esteja lá, que seja popular, se é que existe tal pessoa”, defendeu Trump. O Presidente norte-americano sustentou ainda que “praticamente tudo foi destruído” no Irão, elogiando o desempenho das forças armadas dos Estados Unidos. “Temos um excelente exército, e estão a fazer um trabalho fantástico”, disse Trump, acrescentando “estar surpreendido” com a resposta iraniana.
Contudo, o Presidente norte-americano afirmou também que a maioria dos possíveis sucessores, considerados por Washington para assumirem a liderança do Irão, “já estão mortos”, admitindo incerteza na atual cadeia de comando em Teerão.
“A maioria das pessoas em quem pensávamos está morta... E agora temos outro grupo. Também podem estar mortos... Em breve não conheceremos mais ninguém”, declarou Donald Trump aos jornalistas.
O chefe de Estado acrescentou que o pior cenário para o Irão seria a ascensão de um líder “tão mau” como o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo morto em ataques aéreos no sábado, no primeiro dia do conflito.
“Não queremos que isso aconteça”, afirmou.
Cerca de 400 portugueses no Médio Oriente pediram repatriamento
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse esta terça-feira à Lusa que existem cerca de 400 pedidos de repatriamento de portugueses no Médio Oriente, 63 dos quais em Israel, onde Portugal prepara uma extração, em parte por via terrestre.
"Há 63 [pedidos de repatriamento] em Israel e neste momento já temos tudo preparado para os ir buscar. Vai ser por via terrestre, uma parte da extração, pois o espaço aéreo está encerrado", afirmou Emídio de Sousa, acrescentando que na zona do Médio Oriente há "mais ou menos 400 pedidos".
O governante frisou que, com a progressiva reabertura do espaço aéreo com voos comerciais, existe a possibilidade de alguns cidadãos portugueses, na larga maioria turistas, regressarem por essa via.
O secretário de Estado, também à Lusa, tinha afirmado na segunda-feira que 53 portugueses tinham requerido a extração a partir de Israel.
Trump anuncia corte de ligações comerciais com Espanha
Depois de Pedro Sánchez ter recusado que os EUA usassem as bases militares que detém no país - em Rota e Morón, ambas no sul - nos ataques ao Irão, Donald Trump, o Presidente dos EUA, diz agora que quer cortar todos as ligações comerciais que possa ter com os espanhóis - e já mandou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, "rasgar" os acordos.
"Tudo o que forem acordos comerciais com Espanha estão cortados. Espanha disse que não podíamos usar as bases militares no seu país, mas vamos usá-las se quisermos. Mas, Espanha não tem absolutamente nada que precisemos além de ótimas pessoas. E a liderança não é grande coisa", afirmou o Presidente dos EUA na Casa Branca, num encontro bilateral com o chanceler alemão, Friedrich Merz.
No entanto, Trump não explicou como planeia cumprir esta ameaça, visto que os acordos comerciais são mantidos com a União Europeia em geral. Mais tarde, sugeriu que tinha o poder de impor um embargo total às mercadorias do país, embora não tenha indicado explicitamente que planeia fazê-lo.
Trump expressou ainda repetidamente a sua frustração com o primeiro-ministro espanhol por rejeitar o apelo aos aliados da NATO para aumentarem os gastos com defesa para 5% do Produto Interno Bruto (PIB). Em outubro do ano passado, o presidente norte-americano disse que Espanha deveria receber uma “punição comercial” devido à divergência.
"Espanha não tem cooperado de todo, bem como o Reino Unido, o que ainda é mais chocante", disse, referindo-se ao facto de o governo britânico, que também não permitiu que a Casa Branca aterrasse nas suas bases para os ataques contra o Irão. No entanto, a "luz verde" chegou mais tarde, mas exclusivamente para ações de defesa contra lançamentos de mísseis e drones iranianos.
“Eu poderia amanhã parar, ou hoje, melhor ainda, parar tudo o que tem a ver com Espanha, todos os negócios, tenho o direito de parar, embargos, fazer o que eu quiser com isso”, continuou Trump. “E podemos fazer isso", acrescentou.
Falando sobre o primeiro ataque contra o Irão, feito este sábado, Donald Trump disse que "provavelmente foram os EUA que forçaram" a guerra, mas defende-se, alegando que o Teerão estava prestes a atacar. "Nas negociações, fiquei convencido de que seríamos atacados primeiro e quem forçou fui eu, e não Israel. E o impacto foi significativo, conseguimos diminuir a capacidade de mísseis balísticos no país. Estamos a negociar com os lunáticos do Irão", acusou o Presidente.
Questionado sobre qual será o pior cenário possível para a República Islâmica, Trump diz que seria "daqui a cinco anos, olhar para trás e ver que o novo líder supremo é pior" do que o Aiatolá Ali Khamenei, que morreu este fim de semana, vítima dos ataques norte-americanos. "As pessoas que tínhamos pensado para substitui-lo estão mortas. Estamos à procura de uma terceira pessoa", explicou.
Mais lidas
O Negócios recomenda