"Numa escala de 0 a 10", Trump dá nota "15" à intervenção militar no Irão
Trump contactou Macron para informar "sobre progresso das operações militares"
Israel lança nova vaga de ataques aéreos contra Teerão
Casa Branca afirma que regime está a ser “completamente destruído”
Casa Branca diz que Espanha está a cooperar militarmente com EUA. Governo espanhol desmente
Hapag-Lloyd suspende transporte de carga para oito países do Médio Oriente
Israel diz ter atingido complexo militar de forças de elite em Teerão
Tráfego no Estreito de Ormuz cai 90% após estalar do conflito no Médio Oriente
“Morte silenciosa”: EUA confirmam afundamento de navio de guerra iraniano com torpedo
O momento em que navio de guerra iraniano é atingido por torpedo lançado pelos EUA
Peritos da UE asseguram que abastecimento de gás está estável e não há impacto
Submarino americano afunda navio iraniano com 180 pessoas a bordo
Mais de mil mortos iranianos nos ataques desde sábado
NATO interceta míssil iraniano no espaço aéreo turco
Cargueiro atingido por projétil no Estreito de Ormuz
Rússia disposta a fornecer mais crude à China e à Índia devido à guerra
Imagens de satélite mostram tribunal e quartel-general da Guarda Revolucionária no Irão antes e depois dos ataques
Refinaria de petróleo saudita novamente atacada
Israel reivindica abate de avião e estima que Teerão mantém capacidades
EUA ordenam retirada de funcionários não essenciais do Paquistão
Pedro Sánchez sem medo de represálias dos EUA
China reduz exposição a dívida no Médio Oriente
Espanha responde a Trump: "A postura do Governo resume-se a três palavras: Não à guerra"
Israel alertou população sobre ataques aéreos contra prédios no sul de Beirute
Cerimónias fúnebres de Ali Khamenei começam hoje à noite
Navio da Marinha iraniana afunda-se junto ao Sri Lanka
Israel diz que próximo líder supremo será "alvo de eliminação"
Estados Unidos permitem que pessoal não essencial abandone Chipre
Drone abatido perto do aeroporto da capital do Iraque
Guarda Revolucionária garante "controlo total" do estreito de Ormuz
Registada "forte explosão" perto de navio em águas de Omã
"Numa escala de 0 a 10", Trump diz atribuir nota "15" à intervenção no Irão
O Presidente dos EUA, em comentários iniciais num evento na Casa Branca sobre inteligência artificial, disse que o país “está a sair-se muito bem na frente de guerra, para dizer o mínimo”.
Donald Trump referiu que “alguém disse, numa escala de 0 a 10, como o classificaria? Eu disse 15. E vamos continuar a ter bons resultados”, garantiu.
O Presidente norte-americano repetiu os argumentos de que o regime iraniano “representava uma ameaça tremenda há muitos anos”. "Há 47 anos que matam o nosso povo, matam pessoas de todo o mundo."
Trump voltou também a dizer que o ataque ao Irão foi preventivo, com os EUA a lançarem a ofensiva “antes que eles o fizessem a Israel” e criticou Barack Obama por ter assinado um acordo com os iranianos. “Era um caminho para a arma nuclear”.
Trump contactou Macron para informar "sobre progresso das operações militares"
O Presidente norte-americano, Donald Trump, contactou esta quarta-feira o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, para o "informar sobre o progresso das operações militares norte-americanas no Irão", adiantaram fontes próximas do chefe de Estado francês.
"O Presidente da República alertou o Presidente Trump para a situação no Líbano, à qual a França continua muito atenta", acrescentou a mesma fonte citada pela agência France-Presse (AFP).
Na terça-feira, Emmanuel Macron alertou Israel que a sua operação terrestre no Líbano é "uma escalada perigosa e um erro estratégico", ainda que considere que o grupo xiita Hezbollah, apoiado por Teerão, também cometeu um "erro grave" ao atacar primeiro.
Israel lança nova vaga de ataques aéreos contra Teerão
As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram o início de uma nova vaga de ataques aéreos contra a capital iraniana, Teerão.
No quinto dia da guerra no Médio Oriente desencadeada pela ofensiva israelo-americana contra o Irão, as FDI afirmam em comunicado que "lançaram uma nova vaga de ataques em toda a Teerão contra a infraestrutura militar pertencente ao regime iraniano".
As forças israelitas e norte-americanas reivindicaram nas últimas horas sucesso na destruição das capacidades militares iranianas, em particular lançadores de mísseis balísticos e ‘drones’, com que Teerão tem visado os países vizinhos, em retaliação pelos ataques sofridos.
Casa Branca afirma que regime está a ser “completamente destruído”
A Casa Branca afirmou que regime iraniano está a ser “completamente destruído”, graças aos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel.“O criminoso regime terrorista iraniano está a ser completamente destruído”, declarou à imprensa a porta-voz da presidência norte-americana, Karoline Leavitt, acrescentando que o Irão vai “pagar pelos seus crimes”.
A porta-voz anunciou que o Presidente norte-americano, Donald Trump, assistirá ao regresso aos Estados Unidos dos restos mortais dos primeiros soldados mortos na guerra contra o Irão.Trump “tenciona estar presente na solene entrega destes heróis norte-americanos às suas famílias em luto”, declarou Karoline Leavitt, indicando que a data da cerimónia não está ainda definida. Seis militares norte-americanos foram mortos desde o início da ofensiva militar de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, no sábado.
Segundo a porta-voz, Donald Trump está, além disso, a “refletir ativamente” sobre o papel dos Estados Unidos no Irão após a guerra.“Acho que é algo em que o Presidente está a refletir ativamente e a discutir com os seus conselheiros e equipa de segurança nacional”, declarou Leavitt aos jornalistas, sublinhando, contudo, que “neste momento, o objetivo principal, minuto a minuto, hora a hora, dia após dia, é garantir o êxito rápido e eficaz da Operação ‘Fúria Épica’”.
Casa Branca diz que Espanha está a cooperar militarmente com EUA. Governo espanhol desmente
A porta-voz da Casa Branca disse esta quarta-feira que Espanha concordou em cooperar com as operações militares no Médio Oriente, depois de Donald Trump ter ameaçado cortar as ligações comerciais com Madrid, devido à intransigência do governo espanhol em ceder as bases no seu território para a ofensiva no Irão.
“No que diz respeito a Espanha, penso que eles ouviram bastante bem a mensagem do Presidente de ontem”, disse Karoline Leavitt. “E é meu entendimento que nas últimas horas, eles concordaram em cooperar com os militares dos EUA. E também sei que os militares dos EUA estão a coordenar-se com os seus homólogos em Espanha”.
Poucos minutos depois, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, José Manuel Albares, desmentiu “taxativamente” as palavras de Leavitt sobre a alegada cooperação militar entre os dois países, em declarações à Cadena SER. “A posição do Governo de Espanha sobre a guerra no Médio Oriente, os bombardeamentos do Irão e o uso das nossas bases não mudou uma vírgula”, disse o chefe da diplomacia espanhola.
“A nossa posição de ‘não à guerra’ continua a ser clara e contundente”, disse Albares, que acrescentou “não ter a menor ideia” a que tipo de cooperação se referia a secretária de Imprensa da Casa Branca. “Há um convénio, há um acordo bilateral, e fora do âmbito desse convénio ninguém vai fazer uso das bases de soberania espanhola. Qualquer operação tem de estar no âmbito das Nações Unidas”, referiu.
Esta quarta-feira de manhã, Pedro Sánchez, disse estar contra a guerra no Médio Oriente iniciada pelos ataques dos EUA e Israel ao Irão e que não iria mudar de posição "simplesmente por medo a represálias".
"Repudiamos o regime do Irão, que reprime, que mata vilmente os seus cidadãos, em especial as mulheres, mas ao mesmo tempo também rejeitamos o conflito e pedimos uma solução diplomática e política", disse Sánchez, numa declaração transmitida a partir da sede do Governo de Espanha, em Madrid.
Hapag-Lloyd suspende transporte de carga para oito países do Médio Oriente
A Hapag-Lloyd, empresa de transporte marítimo e contentores, suspendeu o transporte de cargas de e para oito países do Médio Oriente, "até novo aviso", foi anunciado.
Em comunicado, a empresa alemã anunciou a "suspensão das reservas de todos os tipos de carga" de e para os Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait, Qatar, Bahrein, Omã, Arábia Saudita e Iémen.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.
Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.
Israel diz ter atingido complexo militar de forças de elite em Teerão
O exército israelita anunciou esta quarta-feira ter bombardeado um complexo militar e de segurança em Teerão, incluindo bases da Guarda Revolucionária, nomeadamente da força de elite Qods e da milícia paramilitar Bassidj.
A aviação israelita realizou “um ataque de grande envergadura contra um vasto complexo militar do regime terrorista iraniano a leste de Teerão”, afirmou o exército, em comunicado, acrescentando que esse complexo abrigava postos de comando de “todas as organizações de segurança iranianas”.
A Força Qods é o ramo dos Guardas da Revolução (exército ideológico da República Islâmica) responsável pelas operações externas e auxilia a nível operativo e militar grupos apoiados pelo Irão, como o Hamas, na Faixa de Gaza, e o movimento xiita libanês Hezbollah.Já a milícia Bassidj é uma força paramilitar voluntária criada pelo antigo líder supremo o 'ayatollah' Khomeini, e atua como uma unidade de segurança interna, focada na monitorização da moralidade pública e repressão de protestos.
A capital iraniana tem sido bombardeada desde o início dos ataques no sábado, nos quais morreu o último líder supremo Ali Khamenei.Israel afirmou já que, independentemente de quem for escolhido para líder supremo do Irão, será "alvo de eliminação".
"Todo o líder nomeado pelo regime terrorista iraniano para continuar e liderar o plano de destruir Israel, ameaçar os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e oprimir o povo iraniano, será alvo de eliminação", escreveu o ministro da Defesa israelita, Israel Katz.
Tráfego no Estreito de Ormuz cai 90% após estalar do conflito no Médio Oriente
O tráfego de petroleiros e outras embarcações no Estreito de Ormuz afundou cerca de 90% desde que os EUA e Israel decidiram atacar o Irão no fim de semana. Ainda existem navios a passarem por este ponto crucial do comércio internacional, por onde atravessa 20% do petróleo e gás consumido a nível global, mas a circulação foi quase toda interrompida, de acordo com dados da MarineTraffic e da empresa de análise do mercado energético Kpler.
"Análises da atividades de embarcações indicam que o tráfego está agora 90% abaixo do registado há uma semana", revela a Kpler numa publicação nas redes sociais, acrescentando que, apesar de as autoridades iranianas estarem a atacar barcos no estreito, há quem arrisque e faça a viagem à mesma. "Alguns petroleiros ainda estão a viajar para leste e oeste através do estreito, com muitas viagens a ocorrerem sob apagões AIS", explica Matt Wright, analista da Kpler, citado pela agência francesa AFP, referindo-se ao sistema de rastreamento de tráfego marítimo.
A disrupção no Estreito de Ormuz, provocada pelo estalar de um novo conflito no Médio Oriente entre EUA, Israel e Irão, está a fazer com que os preços do petróleo e gás disparem. Além da quase paragem de tráfego neste estreito, várias infraestruturas energéticas da região foram atingidas por ataques de Teerão - levando à suspensão da atividade em vários campos petrolíferos.
Na terça-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país ia dar garantias de segurança e escolta aos navios que queiram passar pelo Estreito de Ormuz, face ao escalar de preços que têm deixado o mundo à beira de uma nova crise energética. Mesmo assim, as principais empresas marítimas mundiais já anunciaram que não vão enviar os seus navios pelo estreito, além de as principais seguradoras terem retirado a cobertura de riscos de guerra.
“Morte silenciosa”: EUA confirmam afundamento de navio de guerra iraniano com torpedo
O momento em que navio de guerra iraniano é atingido por torpedo lançado pelos EUA
Peritos da UE asseguram que abastecimento de gás está estável e não há impacto
Peritos do Grupo de Coordenação do Gás da União Europeia (UE) asseguraram esta quarta-feira que o abastecimento de gás ao espaço comunitário "está estável" e "não há impacto" na segurança de tal fornecimento, apesar das tensões no Médio oriente.
"A reunião do Grupo de Coordenação do Gás da UE com os países da UE e a Agência Internacional de Energia acaba de terminar. Confirmou-se que o abastecimento de gás está estável", escreveu a Direção-Geral da Energia da Comissão Europeia numa publicação na rede social X. De acordo com tal mensagem, "atualmente não há impacto na segurança do abastecimento de gás da UE".
Ainda assim, "a Comissão continua a acompanhar a situação", é ainda referido.
O Grupo de Coordenação do Gás atua como consultor da Comissão Europeia para facilitar a coordenação das medidas de segurança do aprovisionamento em caso de emergência.
É o principal organismo ouvido pelo executivo comunitário no contexto da elaboração de planos de emergência.
Dados da associação europeia que representa os operadores de infraestruturas de gás (Gas Infrastructure Europe), datados de segunda-feira e disponibilizados na internet, dão conta de que o armazenamento de gás na UE está a 29,89%. Portugal é, ainda assim, entre os 19 Estados-membros da UE com capacidades de armazenamento, o que tem maior preenchimento, numa percentagem de 76,72%.
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