13.03.2026
EUA autorizam venda parcial de crude russo durante um mês
O conflito no Médio Oriente já vai no 13.º dia, depois de os EUA e Israel terem coordenado um ataque contra o Irão. Navios na região têm sido atingidos devido ao "fogo cruzado" da guerra. Estreito de Ormuz continua a centrar as atenções.
Negócios 13 de Março de 2026 às 00:14
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O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA emitiu uma licença de âmbito geral que autoriza a entrega e venda de petróleo russo, desde que tenha sido já carregado em petroleiros, a partir de 12 de março. De acordo com um comunicado publicado no site do organismo, a licença, que abrange outros produtos petrolíferos, prolonga-se por um mês, até 11 de abril. O comunicado assinala que estão excluídas quaisquer transações que envolvam o Irão. A autorização, semelhante à que foi dada à Índia para comprar crude russo retido em navios, insere-se no conjunto de medidas apresentadas pela Administração Trump para fazer descer os preços do petróleo, que dispararam no seguimento da intervenção militar dos EUA e Israel no Irão. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, tinha sugerido que a Administração poderia levantar mais sanções ao crude russo para melhorar o abastecimento global e controlar a forte subida dos preços.
O Exército iraniano ameaçou esta quinta-feira incendiar e destruir instalações de petróleo e gás no Médio Oriente caso a sua infraestrutura seja atacada. "O mais pequeno ataque às infraestruturas energéticas e aos portos da República Islâmica do Irão resultará numa resposta esmagadora e devastadora da nossa parte", alertou o porta-voz do quartel-general central do Khatam al-Anbiya, ligado à Guarda Revolucionária Islâmica. "Em caso de um ataque deste tipo, toda a infraestrutura de petróleo e gás na região, na qual os Estados Unidos e os seus aliados ocidentais têm interesses significativos, será incendiada e destruída", acrescentou, num comunicado divulgado pela televisão estatal. Desde o início do conflito, iniciado pelos ataques israelo-americanos, o Irão tem lançado ataques aéreos contra Israel e contra instalações, sobretudo energéticas, e bases militares norte-americanas nos países do Médio Oriente.
Um avião de reabastecimento norte-americano despenhou-se no oeste do Iraque, anunciou hoje o Comando Central dos EUA (Centcom), adiantando que a perda do KC-135 "não foi causada por fogo inimigo ou amigo". "As operações de resgate estão em curso", acrescentou o Centcom em comunicado, referindo que outra aeronave envolvida no acidente aterrou em segurança. O Centcom referiu ainda que o incidente "ocorreu em espaço aéreo amigo durante a Operação Epic Fury", em que os EUA e Israel têm atacado o Irão. Não foram fornecidos detalhes sobre o número de pessoas a bordo da aeronave ou o seu estado de saúde atual. "Mais informações serão fornecidas à medida que os destacamentos ocorrerem", concluiu o Centcom, solicitando paciência enquanto "reúne detalhes adicionais e presta esclarecimentos às famílias dos militares" envolvidos. A perda do KC-135 marca o quarto acidente aéreo de aeronaves norte-americanas desde o início da guerra contra o Irão, após o abate de três caças F-15 por fogo amigo do Kuwait. Com 41,5 metros de comprimento e quase 40 metros de envergadura, o Boeing KC-135 "Stratotanker" possui quatro motores e uma capacidade de carga útil até mais de 38 toneladas, dependendo da sua configuração. Sobre a duração do conflito no Médio Oriente, o presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que a guerra com o Irão está a "avançar rapidamente", reiterando a sua visão otimista sobre o desenvolvimento do conflito, para o qual ainda não apresentou um calendário. Durante um evento na Casa Branca, o republicano defendeu que "o que é preciso fazer está a ser feito" para alcançar os objetivos dos EUA no Médio Oriente. A breve referência ao conflito foi feita pelo Presidente durante um evento do Mês da História das Mulheres, ao qual compareceu acompanhado pela primeira-dama Melania Trump. Antes, Trump tinha declarado que o aumento dos preços do petróleo provocado pela guerra e a interrupção do fluxo através do Estreito de Ormuz trariam "muito dinheiro" aos Estados Unidos, o maior produtor mundial de petróleo. O presidente tem mantido um tom positivo em relação ao estado da guerra, treze dias depois do lançamento da Operação Fúria Épica contra Teerão, chegando a afirmar, sem provas, que o conflito está ganho, embora diga que a ofensiva vai continuar. A guerra, na qual morreram sete soldados norte-americanos e que provocou um aumento dos preços da gasolina devido ao bloqueio no Golfo Pérsico, poderá afetar o desempenho de Trump antes das eleições intercalares de novembro, nas quais está em causa a maioria republicana no Congresso.
A escolta de navios no estreito de Ormuz pela Marinha norte-americana voltou a ser abordada, desta feita pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent. O responsável disse que os petroleiros serão escoltados assim que for “militarmente possível”. Bessent afirmou, em entrevista à Sky News, que este tipo de operações esteve sempre no planeamento dos EUA, admitindo a possibilidade de as escoltas serem feitas em parceria com outros países. “Isso sempre esteve no nosso planeamento, de que existe a possibilidade de a Marinha dos EUA, ou talvez uma coligação internacional, escoltar os petroleiros através” do estreito. Contudo, ainda esta quinta-feira, o secretário da Energia, Chris Wright, admitiu que ainda não estão reunidas as condições para que essa escolta possa ocorrer. Wright chegou a publicar nas redes sociais de que os EUA já tinham escoltado um navio através do estreito de Ormuz, publicação que terá sido feita por engano por um funcionário do Departmento da Energia.
O enviado especial do Irão às Nações Unidas disse que Teerão não vai fechar o estreito de Ormuz, embora admita essa possibilidade, de acordo com declarações citadas pela AP. “O Irão tem o direito inerente de preservar a paz e a segurança no estreito de Ormuz e essa é a nossa responsabilidade", disse Amir Saeid Iravani aos jornalistas. Nas primeiras declarações públicas desde que foi escolhido como líder supremo, Mojtada Khamenei disse que a vantagem de fechar a via marítima no conflito com os EUA e Israel deve ser utilizada e que o estreito deve continuar encerrado. Já o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrageiros iraniano disse que os navios que pretenderem atravessar o estreito terão de se coordenar com a Marinha do Irão. Esmaeil Baghaei à agência de notícias Mehr disse que essa coordenação é necessária para que “a segurança marítima seja mantida”.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse esta quinta-feira que a intervenção militar no Irão está a “criar as condições ótimas para a queda do regime”. Em conferência de imprensa, o chefe do Governo israelita dirigiu-se ao povo iraniano, dizendo que o momento para um “novo caminho de liberdade” está a aproximar-se e que tem apoio de Israel. O primeiro-ministro israelita disse ainda que os ataques dos EUA e Israel contra o Irão são um esforço para dar “o espaço necessário para saírem para as ruas”. Contudo, “no final do dia, depende de vós. Está nas vossas mãos”. Netanyahu acrescentou que os principais cientistas nucleares iranianos foram mortos pelos ataques israelitas.
O Irão tem intensificado ataques contra navios comerciais e infraestruturas energéticas no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, numa tentativa de pressionar os Estados Unidos e Israel no contexto da guerra em curso. O jornalista da AP Jon Gambrell explica a estratégia de Teerão e o possível impacto na economia global.
A francesa TotalEnergies anunciou esta quinta-feira que suspendeu ou está prestes a suspender o equivalente a 15% da sua produção mundial de petróleo e gás em vários países do Golfo. "A produção foi interrompida ou está a ser interrompida no Qatar, no Iraque e na costa dos Emirados Árabes Unidos, o que representa cerca de 15% da nossa produção total", indicou o grupo num comunicado, adiantando à AFP que esta decisão diz respeito ao petróleo e ao gás. Por outro lado, a produção petrolífera 'onshore' nos Emirados Árabes Unidos (cerca de 210.000 barris por dia para a quota da TotalEnergies) "não é afetada pelo conflito, pois é exportada" por oleoduto, "através do terminal de Fujairah", no Golfo de Omã, uma rota alternativa que evita o Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado. As operações na refinaria de Satorp, na Arábia Saudita, também continuam "normalmente, por enquanto, e abastecem o mercado interno saudita". A empresa informou que "um preço mais elevado do petróleo" permitirá, no entanto, compensar "amplamente a perda de produção no Médio Oriente", de acordo com esta declaração no seu 'site' destinado a responder às "solicitações de alguns dos seus acionistas" e à questão da sua "exposição no Médio Oriente". Assim, um aumento de "8 dólares por barril no preço do Brent é suficiente para compensar" os fluxos de caixa esperados para 2026 para os seus "ativos no Iraque, no Qatar e 'offshore' nos Emirados Árabes Unidos, com base num [barril de] Brent a 60 dólares", explica. O preço das ações da TotalEnergies subiu 4,64% desde o início do mês, logo após o início da guerra, para 70,4 euros.
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão rejeita que tenham sido colocadas minas no estreito de Ormuz, como tem sido noticiado nos últimos dias, avança a AFP. O responsável adianta também que foi permitida a passagem de alguns navios pelo estreito, por onde passa cerca de 20% da oferta mundial de petróleo. Os condicionamentos na importante via marítima, que tem estado praticamente fechada à navegação comercial, estão a fazer com que os preços do petróleo disparem com o Brent a ultrapassar novamente os 100 dólares esta quinta-feira. As declarações do governante surgem depois de o novo líder supremo iraniano, Mujtaba Khamenei, ter dito que o estreito deverá continuar fechado, mas sem referir a questão da alegada minagem. "A vantagem de fechar o Estreito de Ormuz deve certamente continuar a ser utilizada", disse.
Naquela que é a sua primeira mensagem pública como novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei promete que o país vai continuar a retaliar os ataques sofridos e também indica que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado. Mojtaba Khamenei diz que o país não vai desistir de procurar vingança por um ataque contra uma escola primária de raparigas no país, atribuindo a autoria desse ataque aos EUA. "Vingaremos o sangue dos nossos mártires", disse Mojtaba Khamenei. Khamenei disse também que acredita na amizade com os países vizinhos, mas promete continuar a atacar as bases americanas instaladas na região e aconselha ao encerramento das mesmas. O novo líder supremo considerou ainda que o Estreito de Ormuz, um ponto nevrálgico para o transporte de matérias-primas energéticas a nível global, deverá manter-se fechado. "A vantagem de fechar o Estreito de Ormuz deve certamente continuar a ser utilizada", cita a agência de notícias financeiras Bloomberg.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que parar o Irão é, para ele, mais importante do que o aumento registado nos preços do petróleo. "Algo de maior importância para mim, enquanto Presidente, é impedir que o império maligno do Irão consiga armas nucleares e destrua o Médio Oriente e, na realidade, o mundo. Nunca permitirei que isso aconteça", sinalizou Trump na rede social Truth Social. O líder americano admitiu na mesma publicação que a escalada nos preços do petróleo acaba também por ser benéfica para os EUA. "Os EUA são, de longe, o maior produtor de petróleo do mundo, por isso quando os preços do petróleo sobem, ganhamos muito dinheiro".
As forças militares de Israel atacaram o complexo de Taleghan, no Irão, que é conhecido por ser um dos locais onde os iranianos desenvolvem o seu programa nuclear. A afirmação é das próprias forças militares israelitas, citadas pelo jornal The Guardian. Segundo as forças israelitas, o completo de Taleghan fazia parte do projeto Amad, que segundo as informações apuradas por Israel pretendia o desenvolvimento de uma arma nuclear antes de 2030. Israel apenas confirma o ataque ao local, mas não especifica quando é que o mesmo aconteceu, revelando apenas que foi no decorrer dos últimos dias.
O relatório mensal da Agência Internacional de Energia (AIE) pinta um cenário negativo sobre o impacto do conflito do Médio Oriente no mercado global de petróleo. A organização diz mesmo que "a guerra no Médio Oriente está a criar a maior perturbação de abastecimento na história do mercado petrolífero mundial". Leia a notícia completa aqui.
A manhã começou agitada no Médio Oriente. Além do registo de ataques a dois petroleiros ao largo do Iraque, a agência de notícias financeiras Bloomberg dá também conta de ataques noutros países da região. No Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, um edifício foi atingido esta quarta-feira por estilhaços de um drone que foi intercetado pelos sistemas de defesa do país. Não há vítimas a registar. A retaliação iraniana tem-se feito sentir na cidade, depois de um ataque no Irão esta semana ter atingido um banco. Há também relatos que devido a este escalar dos ataques, o grupo Citibank vai fechar os seus escritórios temporariamente nos Emirados Árabes Unidos. Já no Kuwait, há registo de um ataque contra o aeroporto internacional do país, que envolveu vários drones e provocou vários danos materiais.
O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, condenou esta quinta-feira o ataque a uma base italiana em Erbil, no Curdistão iraquiano, do qual não resultaram feridos. "Condeno veementemente o ataque à base italiana em Erbil. Acabei de falar com o nosso embaixador no Iraque e, felizmente, todos os nossos militares estão sãos e salvos no seu ‘bunker’", disse o ministro, numa mensagem divulgada na rede social X. Desde o início da guerra no Médio Oriente, a região autónoma do Curdistão e a sua capital, Erbil (no norte), sofreram inúmeros ataques atribuídos a fações pró-Irão, a maioria dos quais foi neutralizada pelas defesas aéreas. Na quarta-feira, vários drones foram abatidos sobre Erbil pela coligação internacional sediada no aeroporto da cidade, sem causar vitimas, segundo uma fonte de segurança curda. Jornalistas da agência de notícias francesa AFP ouviram fortes explosões perto do aeroporto de Erbil na noite de quarta-feira, causadas por defesas aéreas que visavam drones.
Várias explosões foram hoje ouvidas em Jerusalém, onde soaram sirenes de alerta de ataque aéreo, e no Dubai, sendo visíveis colunas de fumo, segundo relatos de repórteres da agência noticiosa francesa AFP em ambos os locais. Em comunicado, as Forças da Defesa de Israel (IDF) dizem ter identificado “mísseis lançados do Irão em direção ao território do Estado de Israel", tendo sido ativadas os sistemas de defesa antiaérea. As forças armadas iranianas anunciaram entretanto ter atacado bases militares e o Shin Bet (serviço de informações e segurança interna israelita). "As bases aéreas de Palmachim e Ovda, pertencentes ao regime sionista, assim como a sede do Shin Bet, foram alvejadas por drones do exército da República Islâmica do Irão", lê-se em comunicado, difundido pela televisão estatal. A maioria dos projéteis do Irão disparados contra Israel em retaliação à ofensiva israelo-americana, iniciada em 28 de fevereiro, tem sido intercetada, mas os destroços que caem no solo causam ferimentos e danos materiais diariamente, tendo feito já 12 mortos desde o início da guerra. No centro do Dubai, onde o jornalista da AFP descreveu uma das explosões como “muito forte”, foram visíveis colunas de fumo sobre uma área residencial da capital comercial dos Emirados Árabes Unidos
Dois petroleiros foram atacados em águas iraquianas, o que levou à paragem dos terminais petrolíferos do país. O Iraque identificou os dois navios de transporte de crude como tendo bandeiras das Ilhas Marshall e de Malta, de acordo com a Organização Estatal para o Mercado de Petróleo (SOMO na sigla em inglês). Em reação aos ataques a Empresa dos Portos do Iraque decidiu parar as operações nos seus terminais petrolíferos, apesar de não terem sido diretamente afetados pelos ataques. "Este evento impacta negativamente a segurança e a economia do Iraque, e representa uma ameaça à segurança da navegação marítima e atividades petrolíferas nas águas iraquianas", sublinhou a SOMO, citada pela agência de notícias financeiras Bloomberg.
O Governo do Bangladesh solicitou aos Estados Unidos (EUA) uma isenção temporária das sanções internacionais para poder importar petróleo russo e proteger a economia da incerteza energética global provocada pela guerra no Médio Oriente. O ministro das Finanças e Planeamento do Bangladesh, Amir Khasru Mahmud Chowdhury, afirmou que o pedido procura um tratamento semelhante ao concedido recentemente à vizinha Índia. Nova Deli recebeu uma autorização excecional de Washington para comprar crude russo retido no mar, de forma a aliviar as tensões de abastecimento decorrentes da escalada militar no Golfo. "Transmitimos-lhes que, se o Bangladesh também recebesse esta oportunidade, isso representaria um apoio fundamental para a nossa economia", explicou Chowdhury, em declarações publicadas hoje pelo jornal Dhaka Tribune. O ministro acrescentou que a embaixada dos EUA se comprometeu a encaminhar o pedido para Washington.
O Ministério da Saúde do Líbano informou esta quinta-feira que um ataque de Israel contra a marginal de Beirute matou pelo menos sete pessoas, poucas horas depois de um outro ataque no centro da capital. "O ataque do inimigo israelita a Ramlet al-Baida, em Beirute, resultou num saldo inicial de sete mortos e 21 feridos", afirmou o ministério em comunicado. Ramlet al-Baida é uma praia pública onde pessoas deslocadas têm dormido ao relento desde o início do mais recente conflito entre Israel e o grupo armado libanês pró-Irão, Hezbollah. Os meios de comunicação locais transmitiram imagens que mostram o caos e o fumo ao longo da costa após o ataque. Este foi o terceiro ataque contra o centro da capital libanesa desde o início da guerra no Médio Oriente, após uma operação contra um apartamento, na quarta-feira, e um ataque contra um hotel à beira-mar, no domingo. O exército israelita anunciou na quarta-feira à noite ter lançado uma série de ataques em grande escala contra o Hezbollah, nos subúrbios do sul de Beirute, e prometeu continuar a agir “com uma força considerável” contra o movimento. Pouco antes, o exército tinha reportado intensos disparos de morteiros pelo Hezbollah para o norte de Israel.
A agência de segurança marítima UKMTO, que acompanha embarcações e marinheiros em todo o mundo, disse que um navio porta-contentores foi esta quinta-feira atingido por um "projétil desconhecido" ao largo dos Emirados Árabes Unidos. De acordo com a UKMTO, que está sob a tutela do exército do Reino Unido, o capitão disse que a embarcação foi atingida quando navegava a 35 milhas náuticas (65 quilómetros) a norte de Jebel Ali, situada a sudoeste do Dubai. O capitão disse que o projétil causou um "pequeno incêndio" a bordo, mas garantiu que "todos os tripulantes estavam em segurança", apesar a avaliação da extensão dos danos ter sido dificultada pela escuridão. Jebel Ali fica perto de Ormuz, um estreito crucial para o transporte de petróleo, que se encontra atualmente em alerta máximo devido ao conflito em curso entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão. Na quarta-feira, a UKMTO registou pelo menos três relatos de navios atingidos por projéteis na mesma área, enquanto a Marinha da Tailândia relatou um ataque contra o Mayuree Naree, um graneleiro que navegava sob a bandeira tailandesa. O armador do Mayuree Naree, a empresa Precious Shipping, disse na quarta-feira à noite que três tripulantes do navio estão desaparecidos e acredita-se que estejam presos na casa das máquinas. Num comunicado, a Precious Shipping disse que o graneleiro foi atingido por dois projéteis de origem desconhecida, que danificaram a casa das máquinas e provocaram um incêndio.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) alertaram esta noite que o país está sob ataque de mísseis iranianos e que as defesas aéreas foram ativadas, enquanto a AFP relatou explosões vindas de Jerusalém. As FDI referem em comunicado que identificaram mísseis disparados do Irão em direção ao território do Estado de Israel, instando os residentes das áreas afetadas a abrigarem-se e acrescentando que "os sistemas de defesa estão operacionais para intercetar a ameaça". Os correspondentes da AFP relataram ter ouvido explosões na direção de Jerusalém. A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou hoje ter lançado um ataque em conjunto com o movimento xiita libanês Hezbollah contra alvos em Israel, a primeira ofensiva coordenada entre ambos após 12 dias de conflito no Médio Oriente. Num comunicado divulgado pela agência de notícias oficial iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, este corpo de elite de Teerão reivindicou que a operação conjunta atingiu 50 alvos em Haifa, Telavive e Beersheba, no sul de Israel. Embora ambos tenham atacado Israel de forma consistente desde o início da guerra, esta é a primeira vez que o Irão confirma diretamente um ataque coordenado com o Hezbollah, movimento xiita libanês apoiado por Teerão. O Hezbollah entrou no conflito, em retaliação pela ofensiva no Irão e pela morte do Líder Supremo ‘ayatollah’ Ali Khamenei, com ataques de curto alcance contra o norte de Israel, dois dias após este país e os Estados Unidos terem bombardeado alvos iranianos. O Irão também reivindicou ataques contra a base americana de Al Azraq, na Jordânia, e Al Kharj, na Arábia Saudita.
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