10.03.2026
Trump ameaça Irão após notícias de minagem de Ormuz. Líderes do G7 vão discutir preços da energia
Acompanhe os mais recentes desenvolvimentos do conflito no Médio Oriente, que vai para o 11.º dia. O líder norte-americano sinalizou na segunda-feira que a guerra pode terminar mais breve do que se pensava inicialmente.
Negócios 10 de Março de 2026 às 22:36
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Os líderes do G7, que congrega as economias mais avançadas do mundo, vão reunir-se esta quarta-feira para discutir as questões energéticas levantadas pelo conflito no Médio Oriente. O anúncio da reunião, que será realizada por videoconferência, foi feito pelo Presidente de França, Emmanuel Macron, em comunicado. O país neste momento ocupa a presidência rotativa do G7. As conversações vão focar-se nas “consequências económicas da guerra no Médio Oriente, em particular a situação energética e as medidas para mitigar o seu impacto”, refere o texto. Esta terça-feira, os ministros da Energia do G7 discutiram a potencial utilização das reservas estratégicas de petróleo para travar a subida dos preços do crude, mas não foi tomada qualquer descisão.
Depois das notícias de que o Irão terá começado a colocar minas no estreito de Ormuz, condicionando ainda mais a navegação na importante via marítima para a oferta de crude global, o Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou os iranianos com “consequências militares" a um nível "nunca visto antes”. “Se o Irão colocou quaisquer minas no estreito de Ormuz, e não temos relatos de o tenham feito, queremos que sejam removidas imediatamente. Se por algum motivo foram colocadas minas, e não forem removidas rapidamente, as consequências militares para o Irão serão a um nível nunca visto antes”, escreveu Trump na Truth Social. De acordo com a CNN Internacional, o Irão tem vindo a colocar minas no estreito de Ormuz nos últimos dias, tendo sido lançadas ao mar algumas dezenas de explosivos nos últimos dias, o que poderá ser reforçado em breve. “Se por outro lado, removerem o que poderão ter colocado, será um passo gigante na direção certa”, acrescentou Trump. O Presidente dos EUA disse ainda que os norte-americanos estão “a usar a mesma tecnologia e capacidades de mísseis contra os traficantes de droga para eliminar permanentemente qualquer barco ou navio que tente minar o estreito de Ormuz”. “Lidaremos com eles rápida e violentamente. Tenham cuidado”, ameaçou. Poucos minutos depois, numa nova publicação, Trump afirmou que, nas últimas horas, os EUA "atingiram, e destruíram completamente, 10 barcos/navios inativos que colocam minas, com mais a seguirem-se".
Os EUA vão providenciar, através da U.S. International Development Finance Corp., cerca de 20 mil milhões de dólares para que as seguradoras com operações no Golfo Pérsico possam ser compensadas financeiramente pelas perdas causadas pelo conflito no Médio Oriente, reduzindo os custos das empresas de navegação que transportam cerca de 20% do petróleo global através do estreito de Ormuz. Tinha sido já anunciado também pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, que a Marinha irá escoltar os petroleiros que procuram atravessar o estreito, reduzindo os constrangimentos na oferta de petróleo. O secretário da Energia chegou a publicar que a Marinha dos EUA já teria escoltado um navio esta terça-feira, o que foi desmentido pela própria Casa Branca. Mais tarde, o erro na publicação foi atribuído a um funcionário do Departamento da Energia. De acordo com dados da MarineTraffic, existem cerca de 400 navios petroleiros e de produtos energéticos parados no Golfo, tendo apenas um petroleiro atravessado o estreito de Ormuz na segunda-feira.
A Agência Internacional de Energia (AIE) realizou uma reunião extraordinária para discutir a possibilidade de usar reservas estratégicas de petróleo para conter a alta dos preços devido à guerra no Médio Oriente, mas terminou o encontro sem qualquer anúncio. Esta reunião, convocada para a sede da AIE, em Paris, tinha como objetivo "avaliar a segurança do abastecimento e as condições do mercado", afirmou Fatih Birol, diretor executivo. Permitiria "esclarecer uma decisão posterior" sobre "a eventual disponibilização das reservas de emergência dos países membros da AIE no mercado", precisou o chefe da Agência de Energia da OCDE, antes do início da reunião, citado pela agência AFP. "Pedimos à Agência Internacional de Energia que comece a trabalhar em cenários" e dados sobre as reservas, a fim de eventualmente "começar a trabalhar nas quantidades [de petróleo que poderiam ser libertadas", tinha indicado anteriormente o ministro da Economia francês, Roland Lescure.
A Administração Trump pediu a Israel para não lançar mais ataques sobre as instalações energéticas do Irão, sobretudo as infraestruturas petrolíferas, de acordo com o site Axios, depois do bombardeamento de depósitos de combustível em Teerão durante o fim de semana. A mensagem dos EUA terá sido transmitida aos altos responsáveis da governação israelita e ao chefe do Estado Maior das Forças de Defesa Israelitas (IDF), Eyal Zamir, refere o site. O pedido surgiu porque o Presidente dos EUA, Donald Trump, pretende contar com o setor petrolífero do Irão depois da guerra, à semelhança do que aconteceu na Venezuela. Os EUA receiam também que os ataques provoquem ainda mais retaliações do Irão às infraestruturas petrolíferas dos Estados vizinhos, que até agora não causaram grandes danos, levando a uma nova aceleração dos preços do petróleo. O Axios refere que Trump vê os ataques sobre as instalações de petróleo e gás como uma “opção do Apocalipse”, que deverá ser acionada apenas se o Irão voltar a atacar infraestruturas petrolíferas do Golfo Pérsico. De acordo com o site, esta é a primeira vez que a Administração Trump procura conter os ataques israelitas desde o início da ofensiva conjunta entre os dois países, a 28 de fevereiro. O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, distanciou-se dos ataques israelitas aos depósitos de combustíveis, dizendo que as forças norte-americanas não visaram alvos desse tipo.
O presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Mike Johnson, disse que a operação no Irão é “por definição limitada no âmbito e na missão”. Em declarações aos jornalistas na Florida, o republicano disse que considera que a missão “está a ser alcançada”. “Está quase concluída”, referiu. O responsável também caracterizou a subida dos preços dos combustíveis como um “percalço temporário”, embora reconheça que demorará “algumas semanas até que os preços dos combustíveis voltem a descer”.
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) pararam a produção na refinaria de Ruwais como uma medida de prevenção, após um ataque com um drone ter provocado um incêndio no complexo industrial. A central de Ruwais é uma das maiores do mundo na produção de petróleo. A informação é avançada pela agência de notícias financeiras Bloomberg. A Empresa Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (ADNOC no acrónimo em ingês), responsável pela exploração do complexo de Ruwais, ainda estará a avaliar os danos causados pelo ataque de drone. Em condições normais, a refinaria de Ruwais processa mais de 900 mil barris de petróleo por dia. Esta não é a primeira vez que uma importante central de produção de produtos energéticos é diretamente afetado pelo escalar da guerra no Médio Oriente. Esta terça-feira foi noticiado que quatro países do Médio Oriente já reduziram a produção em 6,8 milhões de barris de petróleo por dia, como resultado direto das diferentes consequências do conflito no Irão.
O secretário da Guerra dos EUA, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Dan Caine, fizeram esta terça-feira um ponto de situação sobre o conflito no Médio Oriente. Pete Hegseth garantiu aos jornalistas que a guerra no Irão não vai acabar "enquanto o inimigo não for derrotado", segundo a agência de notícias financeiras Bloomberg. O secretário da Guerra (uma posição conhecida anteriormente como secretário da Defesa) sublinhou ainda que os EUA têm atualmente uma posição sólida na ofensiva contra o Irão. Já Dan Caine revelou que os EUA já destruíram mais de 50 navios iranianos e que já foram bombardeados mais de cinco mil alvos no país do Médio Oriente.
No primeiro comentário público desde que o conflito no Irão paralisou o mercado petrolífero, o responsável pela maior produtora de petróleo do mundo alertou para os efeitos de uma guerra duradoura. Amin Nasser, CEO da Saudi Aramco, explicou que a empresa pode desviar mais petróleo bruto para uma rota alternativa que evite o estreito de Ormuz, mas não pode exportar as quantidades normais devido a restrições de capacidade. Leia a notícia completa aqui.
A companhia aérea escandinava SAS anunciou esta terça-feira um aumento "temporário" dos seus preços para compensar a subida dos preços do querosene (derivado do petróleo), provocado pelo conflito no Médio Oriente. A companhia, da qual a Air France-KLM pretende adquirir a maioria do capital, é uma das primeiras a anunciar um aumento das suas tarifas desde o início do conflito. "Nos últimos dias, os preços do querosene na Europa aumentaram significativamente, atingindo o seu nível mais alto desde 2022, em grande parte devido a perturbações no abastecimento mundial. Esta evolução afeta todo o setor aéreo e tem um impacto imediato nos custos das companhias aérea", explicou numa declaração enviada à agência de notícias France Presse (AFP). A companhia aérea explicou que o aumento invulgarmente rápido e significativo levou a SAS a introduzir ajustamentos temporários nos preços relacionados com o combustível, ainda que sem indicar a ordem de grandeza. Os preços dos hidrocarbonetos registaram grandes aumentos nos últimos dias devido às dificuldades de abastecimento dos países do Golfo, causadas pela quase paralisação do estreito de Ormuz devido à guerra no Médio Oriente.
O Governo chinês afirmou esta terça-feira que está a desenvolver uma "mediação ativa" no conflito no Médio Oriente e que continuará a manter contactos com as partes envolvidas para promover o regresso às negociações. O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Guo Jiakun afirmou em conferência de imprensa que a China está "profundamente preocupada" com as tensões e pediu a todas as partes que cessem as operações militares para evitar uma maior escalada do conflito. Guo lembrou que o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, manteve contactos recentes com vários homólogos da região para "trocar opiniões em profundidade sobre a situação regional". O porta-voz acrescentou que o enviado especial do Governo chinês para o Médio Oriente, Zhai Jun, se encontra atualmente na região a realizar visitas como parte dos esforços de mediação de Pequim, e indicou que as autoridades chinesas informarão "oportunamente" sobre a sua agenda, sem oferecer mais detalhes sobre os objetivos ou o itinerário da missão. O ministério dos Negócios Estrangeiros chinês informou apenas que Zhai chegou no domingo à Arábia Saudita, onde se reuniu com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Faisal bin Farhan. Segundo Guo, o tratamento da questão iraniana e de outros assuntos relacionados com o Médio Oriente deve basear-se em princípios como "respeitar a soberania nacional", "abster-se do abuso da força" e "manter a não ingerência nos assuntos internos".
O Governo do Egito aumentou esta terça-feira os preços dos combustíveis até 30% devido a pressões excecionais nos mercados mundiais de energia causadas pela guerra no Médio Oriente, anunciou o Ministério do Petróleo. O conflito “provocou uma subida significativa dos custos de importação e da produção nacional”, explicou o ministério num comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP). O Governo justificou a decisão com as “circunstâncias excecionais que afetam atualmente os mercados mundiais de energia”. Evocou as “perturbações nas cadeias de abastecimento, o aumento dos riscos e a subida dos custos de transporte e de seguro”. Os aumentos de preços entraram em vigor esta terça-feira às 03:00 horas locais (01:00 horas em Lisboa). O gás natural para veículos registou a subida mais acentuada, com um aumento de 30% para 13 libras egípcias por metro cúbico. O gasóleo, um dos combustíveis mais utilizados no Egito, subiu três libras egípcias, cerca de 17%, para 20,50 libras (0,34 cêntimos de euro, ao câmbio atual) por litro, face às 17,50 libras anteriores. O Egito já aumentou os preços dos combustíveis quatro vezes nos últimos dois anos, no âmbito de um programa de reformas em troca de ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse esta terça-feira que Israel está a atingir o regime iraniano desde o início da ofensiva, e frisou que a campanha militar ainda não terminou. Sobre o curso da guerra contra o Irão, Netanyahu disse que a campanha está a "partir os ossos" do regime de Teerão. "Não há dúvida de que, com as ações tomadas até agora, estamos a 'partir-lhe os ossos' — e ainda não acabámos", afirmou o primeiro-ministro de Israel. As declarações de Netanyahu ocorreram hoje durante uma visita a um centro de emergência israelita coordenado pelo Ministério da Saúde. "Aspiramos a conduzir o povo iraniano a romper o jugo da tirania. Em última análise, isso depende deles", disse ainda o primeiro-ministro de Israel. Na segunda-feira à noite, o Presidente dos Estados Unidos foi contraditório quanto ao fim da guerra, ameaçando atacar "com mais força" o Irão caso o país bloqueie os carregamentos de petróleo. Mesmo assim, na mesma declaração antecipou um fim próximo do conflito iniciado no final de fevereiro. Entretanto, as bolsas europeias recuperaram na abertura de hoje depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter declarado na noite de terça-feira que a guerra no Médio Oriente estava "virtualmente" terminada.
A Guarda Revolucionária iraniana disse esta terça-feira que o Irão não vai permitir a exportação de petróleo produzido na região para países aliados dos Estados Unidos e de Israel enquanto a guerra no Médio Oriente se mantiver. O porta-voz da Guarda Revolucionária, Ali Mohammad Naini, citado pela agência de notícias Tasnim, disse que as forças iranianas não vão permitir a exportação "de um único litro de petróleo" da região até novas ordens. A navegação no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do crude mundial, está condicionada desde o início da guerra, a 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão. Teerão retaliou com ataques de drones e mísseis contra interesses israelitas e norte-americanos em toda a região e atacou repetidamente petroleiros que utilizam a rota marítima. Os preços do petróleo aumentaram, ultrapassando os 100 dólares por barril, o nível mais elevado desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. Na segunda-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que as operações militares no Irão vão terminar "em breve" revertendo a tendência de subida do preço do petróleo.
As forças armadas da Turquia anunciaram hoje a instalação de uma bateria de mísseis de defesa aérea ‘Patriot’, de fabrico norte-americano, no centro do país, um dia depois da segunda interceção de um míssil alegadamente disparado do Irão. "Foi instalado um sistema ‘Patriot’ para reforçar a proteção do nosso espaço aéreo, em Malatya", província a leste de Anatólia, informou o ministério da Defesa turco em comunicado. Naquela região está instalada a base militar norte-americana de Kurecik, que possui um radar de alerta antecipado capaz de detetar lançamentos de mísseis inimigos. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) confirmou na segunda-feira o abate de um míssil destinado à Turquia, sem especificar a sua origem, e afirmou estar preparada para “defender todos os aliados contra qualquer ameaça”. “A NATO voltou a intercetar um míssil destinado à Turquia. A NATO mantém-se firme na sua prontidão para defender todos os aliados contra qualquer ameaça”, indicou a porta-voz da Aliança Atlântica, Allison Hart, em resposta à agência Lusa. Segundo o governo da Turquia “fragmentos do míssil caíram em campos em Gaziantep [sudeste da Turquia]”, mas “o incidente não causou vítimas nem feridos”.
Quatro países da região do Médio Oriente já reduziram a produção petrolífera até 6,8 milhões de barris por dia. A informação é avançada pela agência de notícias financeiras Bloomberg, que cita uma fonte familiarizada com o processo. O Kuwait terá reduzido a produção diária em 500 mil barris por dia, enquanto os Emirados Árabes Unidos reduziram a produção entre 500 mil e 800 mil barris por dia. Os maiores cortes vêm da Árabia Saudita, que terá reduzido a produção entre dois milhões a 2,5 milhões de barris por dia, enquanto o Iraque já terá cortado a produção em até 2,9 milhões barris por dia. Os cortes na produção acontecem numa altura em que os sistemas de armazenamento dos países começam a ficar cheios, devido à falta de escoamento através do Estreito de Ormuz. Os números são avançados nesta terça-feira, num dia em que os preços do crude estão a reduzir de forma significativa, em reação à promessa do Presidente dos EUA de que o conflito irá terminar muito em breve.
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Kazem Gharibabadi, afirmou que vários países, incluindo a China, a Rússia e a França, contactaram Teerão para discutir um possível cessar-fogo. "A nossa primeira condição para um cessar-fogo é que a agressão não se repita", declarou ainda Gharibabadi, durante uma entrevista divulgada esta terça-feira pela agência de notícias persa ISNA. "Não iniciámos a agressão nem a guerra", disse o diplomata, em resposta aos apelos para um cessar-fogo, acrescentando que o país está a defender-se. As declarações surgem depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, ter rejeitado, na segunda-feira, negociações de paz com os Estados Unidos (EUA). "Estamos prontos para continuar a atacá-los com mísseis durante o tempo que for necessário e sempre que for necessário", disse o chefe da diplomacia iraniana à emissora norte-americana PBS News. Araqchi acrescentou que as negociações com Washington "já não estão na agenda" e que o Irão está preparado para lutar "pelo tempo que for necessário". No domingo, o ministro já tinha rejeitado apelos para um cessar-fogo imediato, durante uma entrevista com uma outra emissora norte-americana, a NBC.
O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, alegou que a guerra com o Irão começou porque o país estava a iniciar a construção de um novo local para o desenvolvimento de material para armas nucleares. Numa conferência de imprensa realizada na segunda-feira, Trump diz que o Irão tinha um novo local para desenvolver armas nucleares protegido por granito, para substituir as instalações bombardeadas no ano passado pelos EUA. “Mas estavam a começar a trabalhar noutro local, um local diferente, um tipo diferente de local — e esse estava protegido por granito”, disse Trump. O Presidente acrescentou que o Irão queria utilizar a “ameaça crescente dos mísseis balísticos para tornar praticamente impossível impedi-los de obter uma arma nuclear”. Trump garantiu ainda que o Irão teria sido capaz de dominar o Médio Oriente se os EUA e Israel não tivessem lançado a atual campanha de ataques aéreos. "Se eu não os atacasse primeiro, eles atacariam primeiro os nossos aliados. Acredito nisso com base em informações", disse o Presidente, antes de acrescentar: "Eles iriam tomar conta do Médio Oriente". O republicano disse aos jornalistas estava desapontado com a escolha de Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irão, suceder ao pai, o 'ayatollah' Ali Khamenei, que foi morto em ataques dos EUA e de Israel. A escolha de Mojtaba Khamenei levaria a "mais do mesmo" para um país que Trump procura mudar, lamentou o chefe de Estado. Ainda assim, o Presidente disse que "não seria correto" dizer se o novo líder do Irão seria alvo de um ataque letal, como aconteceu com o pai, o 'ayatollah' Ali Khamenei. Trump disse que gostou da ideia de um líder interino, escolhido a partir de um grupo de candidatos locais, afirmando que este processo "funcionou bem" com a nova líder da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a captura de Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas. "Acho que mostrámos isso até agora na Venezuela. Temos uma mulher, Delcy Rodríguez, que é muito respeitada e está a fazer um grande trabalho", disse o republicano.
O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, pediu esta terça-feira um cessar-fogo imediato e diálogo para resolver a crise no Médio Oriente, em conversas telefónicas com os homólogos do Kuwait e do Bahrein. Wang indicou na conversa com o homólogo do Kuwait, Yarrah Yaber al Ahmad al Sabah, que o conflito atual “constitui uma guerra que nunca deveria ter eclodido e que não beneficia nenhuma das partes”, de acordo com um comunicado publicado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. O diplomata chinês sublinhou que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irão sem autorização do Conselho de Segurança da ONU e enquanto as negociações entre Washington e Teerão ainda estavam em andamento, o que constitui uma “violação do direito internacional”. Wang afirmou que a soberania, a segurança e a integridade territorial dos países do Golfo devem ser plenamente respeitadas, ao mesmo tempo que sublinhou que qualquer ataque contra civis ou alvos não militares “deve ser condenado”. “A prioridade imediata é parar as operações militares e evitar que o conflito se alastre ainda mais”, acrescentou o ministro. O chefe da diplomacia chinesa afirmou ainda que vários países do Golfo têm defendido a resolução das tensões através do diálogo, uma posição que Pequim aprecia, e reiterou que a China continuará a promover esforços diplomáticos para reduzir as tensões na região. Wang indicou que o enviado especial do Governo chinês para o Médio Oriente, Zhai Jun, já se encontra na região para realizar esforços de mediação e que manterá contactos com os países envolvidos.
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