China abre investigação a práticas comerciais dos EUA mês e meio antes de encontro entre Xi e Trump
O Ministério do Comércio da China anunciou esta sexta-feira que abriu uma investigação às práticas comerciais dos EUA, uma retaliação a investigações semelhantes lançadas por Washington contra Pequim. Tal acontece a pouco mais de um mês de Donald Trump e Xi Jinping se encontrarem, a 14 e 15 de maio, depois de alguns adiamentos causados pela guerra no Irão.
As duas maiores economias mundiais estabilizaram, em grande parte, as suas relações, mas passaram boa parte do ano passado num aceso conflito tarifário. Esta investigação tem um prazo de seis meses, podendo ser prolongada por outros três, colocando Xi numa posição de vantagem durante o encontro. Aliás, Trump já partia para este encontro com uma fragilidade acrescida, depois de ter visto a sua política de assinatura - a principal arma que usou contra a China - anulada pelo Supremo Tribunal de Justiça, que considerou ilegais as tarifas comerciais, impostas pelos EUA a vários páises. A guerra no Irão pode, no entanto, alterar o equilibrio de forças - até agora a economia chinesa parece estar a resistir bem, mas a incerteza impera.
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Na prática tratam-se de duas investigações. Uma foca-se em práticas que Pequim diz perturbarem as cadeias globais de abastecimento, incluindo restrições à entrada de bens chineses nos mercados americanos, controlo de exportações de tecnologia avançada e limites ao investimento bilateral em setores críticos, explica a Bloomberg.
A segunda investigação é centrada especificamente no que descreve como sendo as barreiras americanas ao comércio de produtos verdes, como bens renováveis. chineses-. O Governo chinês alega que estas práticas violam as regras da Organização Mundial do Comércio.
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