Ao minutoAtualizado há 4 min09h29

Irão e EUA encontram-se "em breve" no Paquistão. Pentágono avalia envio de 10 mil soldados para o Médio Oriente

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.
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Foto: Alaa Badarneh/ Lusa_EPA Fumo após queda de um projétil iraniano na cidade israelita de Hadera. Foto: Abedin Taherkenareh Funeral de uma vítima do conflito, no sul de Teerão. Foto: Abedin Taherkenareh Mulheres iranianas passam perto de um cartaz do antigo líder supremo, quando se encaminham para um funeral. Foto: Ohad Zwigenberg/ AP Judeus ultraortodoxos observam equipas de resgate a operar num local atingido por um míssil no sul de Israel.
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há 5 min.09h29

Pentágono avalia envio de 10 mil soldados para o Médio Oriente

O Pentágono estará a ponderar enviar até 10 mil soldados adicionais para o Médio Oriente. Segundo o Wall Street Journal, o objetivo é dar mais opções militar ao Presidente Trump, mesmo com as negociações de paz com Teerão em primeiro plano.

A informação e avançada por fontes do Departamento de Defesa, que indicam ainda que o contingente deverá incluir infantaria e veículos blindados, juntando-se aos cerca de 5.000 fuzileiros navais e aos milhares de paraquedistas que já foram destacados para a região.


há 16 min.09h17

Alemanha diz que US e Irão vão encontrar-se em breve para negociar

O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, diz que delegações dos EUA e do Irão vão encontrar-se em breve no Paquistão para negociar o fim da guerra - até agora, garante, têm tido negociações indiretas.

"Com base na minha informação tem havido contactos indiretos, e foram feitos preparativos para um encontro direto. Vai ser muito em breve no Paquistão, aparentemente", disse o ministro à rádio alemã Deutschlandfunk.

07h32

Trump prolonga prazo para Irão reabrir estreito de Ormuz até 6 de abril

O Presidente dos EUA, Donald Trump, prolongou o prazo para que o Irão reabra o estreito de Ormuz até 6 de abril, alegando novamente que as negociações estão em curso entre os dois países. Trump tinha dado na segunda-feira cinco dias para que Teerão normalizasse o tráfego, caso contrário destruiria as centrais energéticas iranianas.      

“A pedido do governo iraniano, por favor deixem esta declaração servir para representar que estou a pausar o período de destruição das centrais elétricas por 10 dias até 6 de abril de 2026”, escreveu Trump na rede Truth Social. O prazo termina às 20:00 de Washington (01:00 de terça-feira em Lisboa).

“As conversações estão em curso e, apesar das declarações erróneas em contrário pelos media das notícias falsas, e outros, estão a correr muito bem”, afirmou Trump, apesar dos vários desmentidos das autoridades iranianas de que estejam sequer a decorrer negociações.    

Esta é a segunda extensão do prazo dada por Donald Trump, depois de a 21 de março ter ameaçado inicialmente atacar as centrais energéticas do Irão caso o país não reabrisse o estreito à navegação em 48 horas, passando o ultimato na segunda-feira a cinco dias, devido às alegadas “conversações produtivas” com Teerão.

07h25

Estratégia energética torna China mais resiliente a crise no Médio Oriente, diz MERICS

A aposta estratégica da China na segurança energética está a permitir ao país resistir melhor ao choque petrolífero provocado pela guerra no Médio Oriente, segundo uma análise do Mercator Institute for China Studies (MERICS), divulgada hoje.

O grupo de reflexão, com sede em Berlim, refere que "anos de reforço da resiliência do sistema energético tornaram a China notavelmente resistente" à subida dos preços do petróleo desencadeada pelo conflito no Médio Oriente e pelo impacto no estreito de Ormuz.

Apesar de continuar fortemente dependente de importações de crude da região, Pequim beneficiou de uma estratégia de diversificação e de investimento em tecnologias energéticas que aumentaram a sua autossuficiência para cerca de 85%, de acordo com dados citados no documento.

O relatório sublinha que a política energética chinesa tem sido orientada sobretudo por preocupações de segurança, mais do que por metas climáticas, indicando que o principal objetivo é "minimizar riscos e volatilidade" num contexto internacional cada vez mais instável.

Entre os fatores que reforçaram a resiliência do país estão a expansão das energias renováveis, a eletrificação da economia, a diversificação das fontes de importação de combustíveis fósseis e o aumento da capacidade de produção de carvão.

A análise surge num momento em que a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão está a provocar uma das maiores perturbações nos mercados energéticos globais das últimas décadas, com forte impacto nos fluxos de petróleo através do estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais.

Segundo o MERICS, esta conjuntura valida a estratégia chinesa de longo prazo, permitindo ao país enfrentar melhor choques externos face a outras economias asiáticas mais dependentes de importações energéticas.

O instituto alerta, contudo, que o aumento contínuo da procura energética chinesa, impulsionado pela expansão industrial e tecnológica, continuará a colocar pressão sobre o sistema, apesar das medidas adotadas para reforçar a segurança de abastecimento.

Em 2025, a China tornou-se o primeiro país do mundo a ultrapassar uma procura de 10 biliões de quilowatt-hora de eletricidade, excedendo o consumo combinado da União Europeia, da Rússia, da Índia e do Japão.

O carvão continua a ser a principal fonte de energia da China, mas Pequim está a impulsionar a transição energética e a aumentar as suas capacidades de energia limpa mais rapidamente do que qualquer outro país.

"Até agora, o cálculo de Pequim parece confirmar-se: o verde é positivo para a segurança, para o clima e para os negócios. Um sistema energético limpo, com fontes diversificadas, é uma aposta inteligente para minimizar o impacto de choques externos como a guerra no Médio Oriente e um ambiente energético global cada vez mais volátil", escreveu Nis Grünberg, analista principal do MERICS.

07h23

Dois navios da chinesa COSCO Shipping começam a atravessar estreito de Ormuz

Dois navios da transportadora chinesa COSCO Shipping começaram hoje a atravessar o estreito de Ormuz, dois dias após a empresa ter retomado as reservas de contentores com destino a vários países da região, informou a imprensa local.

Segundo o portal privado chinês Caixin, que cita fontes anónimas, os navios Indian Ocean e Arctic Ocean navegaram para fora do estreito, após terem ficado "retidos" no interior do Golfo Pérsico, exibindo o identificador "China Owner" e transportando maioritariamente contentores vazios.

As duas embarcações tinham previsto partir para a Malásia em meados de março, mas os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, bem como as represálias de Teerão, acabaram por resultar num bloqueio de facto do estreito de Ormuz, uma via marítima estratégica por onde transita cerca de 20% do petróleo e do gás natural consumidos a nível mundial.

A informação indica, contudo, que os navios não seguirão a rota habitual, atravessando o estreito, mas sim um "corredor seguro" disponibilizado pelas autoridades iranianas, que implica um desvio para águas territoriais do país, entre as ilhas de Larak e Qeshm, na zona norte de Ormuz.

Uma das fontes citadas pela Caixin afirma que a COSCO deu prioridade ao regresso de cargueiros vazios, uma vez que, em caso de ataque durante a travessia, sofreriam menos danos do que os navios petroleiros da empresa presentes no Golfo Pérsico, que se encontram totalmente carregados.

Segundo o mesmo meio, ainda não é claro se será permitido a embarcações com carga atravessar aquelas águas, acrescentando que os navios aguardam os resultados das negociações entre Pequim e Teerão sobre essa possibilidade.

Um responsável de uma transportadora chinesa explicou que qualquer navio que pretenda utilizar o referido "corredor seguro" tem de contactar, através de intermediários, a Guarda Revolucionária iraniana e negociar o pagamento de uma taxa ou a prestação de serviços de transporte de bens.

De acordo com a consultora Lloyd's List Intelligence, pelo menos dois navios já terão pago essa taxa, alegadamente na moeda chinesa, o yuan.

Na quarta-feira, a COSCO anunciou que voltaria a aceitar novas reservas de contentores com destino a vários países do Médio Oriente, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Kuwait e Iraque.

No dia seguinte, o cargueiro Aquarius atracou no porto de Sohar, em Omã, a cerca de 240 quilómetros a sul do estreito de Ormuz, transportando quase 200 mil toneladas de mercadorias destinadas aos países do Golfo.

Nas últimas semanas, os ataques e ameaças na região perturbaram a navegação comercial e fizeram aumentar os custos logísticos, contribuindo para a subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais, com impacto também na China, onde os combustíveis registaram uma das maiores subidas recentes.

07h22

Eurogrupo debate hoje medidas de alívio com alertas para apoios limitados

Os ministros das Finanças da Zona Euro reúnem-se hoje, por videoconferência, num encontro extraordinário para debater o impacto do conflito no Médio Oriente nos preços da energia e na situação macroeconómica dos países da moeda única.

A ideia é que, nesta reunião virtual do Eurogrupo, os governantes avaliem os efeitos da crise no Médio Oriente sobre a economia da União Europeia (UE), nomeadamente no que toca ao aumento da volatilidade dos mercados energéticos, aos riscos de subida dos preços do petróleo e do gás e às potenciais perturbações das cadeias de abastecimento.

Quando muitos países da Zona Euro e da UE, incluindo Portugal, avançam com medidas de apoios às suas economias e famílias, os ministros vão tentar coordenar respostas políticas e mitigar impactos económicos negativos, quando já existem várias revisões em baixa do crescimento para 2026 e 2027.

Falando na antevisão do encontro, fontes europeias lembraram que as respostas dadas à crise energética de 2022, aquando da invasão russa da Ucrânia, tiveram custos orçamentais significativos e, neste momento, não existe margem orçamental para o repetir.

Há quatro anos "vimos todo o tipo de medidas a nível nacional que, na prática, não foram tão temporárias, ajustadas e direcionadas como deveriam ter sido e a esperança é que desta vez haja melhor coordenação", precisou uma dessas fontes.

O Eurogrupo defende, assim, que os países da moeda única avancem com apoios para aliviar dificuldades económicas das famílias e ajudar as empresas, mas mantenham a sustentabilidade orçamental.

De acordo com as fontes europeias ouvidas pela Lusa, ainda não se fala muito da ativação da cláusula de salvaguarda no âmbito das regras orçamentais da UE, mas essa é uma das medidas em cima da mesa, que foi usada durante a pandemia de covid-19 e permitiu a suspensão dos apertados tetos de 3% do PIB para o défice e de 60% do PIB para a dívida pública.

As próximas previsões económicas da Comissão Europeia serão divulgadas em 21 de maio.

O Eurogrupo reuniu-se em meados de março pela primeira vez em Bruxelas desde o início da guerra iniciada por Israel e por Estados Unidos contra o Irão e marcada pela resposta iraniana.

Nessa altura, após uma análise aos impactos económicos do conflito ao nível energético e inflacionista, o presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, alertou que a Zona Euro se deve "preparar para longa instabilidade", que pode afetar cadeias de abastecimento e pressionar os preços da energia e a inflação.

Já o comissário europeu da Economia, Valdis Dombrovskis, considerou que um conflito mais alargado e duradouro no Médio Oriente poderá "ter implicações mais profundas e de longo prazo" na economia comunitária, mas destacou o "ponto de partida sólido".

Portugal esteve representado na ocasião pelo ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, que admitiu que Portugal possa registar défice em 2026 "se as circunstâncias o impuserem", dado o impacto das tempestades e, agora, do conflito no Médio Oriente.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão e, em resposta, Teerão encerrou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Como consequência, o tráfego de petroleiros no estreito caiu drasticamente e aumentou a instabilidade relacionada com a oferta, pressionando os preços.

Teme-se na Europa que se volte à situação de crise energética de 2022, após a invasão russa da Ucrânia, já que o espaço comunitário depende fortemente das importações provenientes de mercados globais, muitos dos quais estão direta ou indiretamente ligados ao Médio Oriente.

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