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Ao minuto06.04.2026

"Irão inteiro pode ser destruído numa só noite", ameaça Trump. ONU lembra que infraestrutura civil "não pode ser atacada"

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.

Negócios 06 de Abril de 2026 às 22:20
06.04.2026

ONU lembra que infraestrutura civil do Irão "não pode ser atacada" após ameaça de Trump

A ONU lembrou esta segunda-feira ao Presidente norte-americano que a infraestrutura civil e energética iraniana "não pode ser atacada", após Donald Trump ameaçar destruí-la caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto dentro do prazo estipulado por Washington.

Numa conferência de imprensa em Nova Iorque, Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, foi questionado sobre a recente ameaça feita pelo Presidente dos Estados Unidos de fazer explodir centrais elétricas, pontes e outras infraestruturas do Irão caso o bloqueio ao Estreito de Ormuz não seja levantado.

"Ficámos alarmados com a retórica vista naquela publicação nas redes sociais que ameaçava ataques americanos a centrais elétricas, pontes e outras infraestruturas, caso o Irão não concorde com um acordo", começou por dizer Dujarric.

"O secretário-geral tem sido muito claro sobre as questões relativas ao direito internacional e insta, mais uma vez, todas as partes a cumprirem as suas obrigações relativamente à condução destas hostilidades", acrescentou.

Guterres lembra, disse o porta-voz, "que a infraestrutura civil, incluindo a infraestrutura energética, não pode ser atacada".

De acordo com a ONU, mesmo que uma infraestrutura civil específica se qualifique como um objetivo militar, o direito internacional humanitário ainda proíbe os ataques contra a mesma se existir a possibilidade de causar danos civis excessivos.

"Mais uma vez, o secretário-geral reafirma que já passou da hora de as partes cessarem este conflito, pois não existe alternativa viável à solução pacífica dos litígios internacionais", frisou Dujarric.

06.04.2026

"Irão inteiro pode ser destruído numa só noite. E pode ser amanhã", ameaça Trump

O Presidente dos EUA, Donald Trump, começou a conferência de imprensa ao abordar o salvamento do segundo tripulante do F-15 abatido pelos iranianos, que atribuiu ao “talento e sorte”, depois de ter dado ordem para a operação, que descreveu em detalhe. "Foi como encontrar uma agulha num palheiro", referiu. 

Antes da descrição, assinalou que “o país inteiro pode ser destruído apenas numa noite e isso pode acontecer amanhã à noite”, aludindo ao prazo dado ao Irão para a destruição das centrais energéticas e outras infraestruturas do país, caso o estreito de Ormuz não seja reaberto à navegação, marcado para as 01:00 de quarta-feira (hora de Lisboa). 

Por seu turno, o secretário da “Guerra”, Pete Hegseth, acrescentou que, por ordem de Trump, “hoje será o dia com mais ataques ao Irão desde o primeiro dia da guerra”. Hegseth acrescentou que “amanhã serão ainda mais do que hoje”. "O Irão tem uma escolha. Escolham sensatamente, porque este Presidente não está a brincar”, referiu.         

06.04.2026

Trump considera proposta de cessar-fogo significativa mas insuficiente

Pouco depois de o Irão ter rejeitado o plano de cessar-fogo de 45 dias apresentado por um conjunto de países mediadores, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou esta segunda-feira  a proposta como “passo muito significativo”, embora insista que ainda é insuficiente “Ainda não é suficiente, mas é um passo muito significativo”, afirmou Trump em declarações aos jornalistas à margem de uma cerimónia de Páscoa na Casa Branca, em Washington, reiterando o prazo de 20:00 de terça-feira (hora de Washington) para desecandear ataques ao Irão caso não seja alcançado um acordo e desbloqueado o estreito de Ormuz.         

Horas antes, a Casa Branca tinha confirmado que mediadores internacionais propuseram uma trégua temporária no conflito com o Irão, mas salientou que o Presidente dos Estados Unidos não endossou formalmente a iniciativa. “É apenas uma ideia entre muitas, e o Presidente não a endossou. A operação militar continua”, declarou um alto responsável norte-americano, referindo-se à ofensiva em curso, designada “Operação Fúria Épica”.

Segundo o portal norte-americano Axios, a proposta foi apresentada por mediadores do Paquistão, Egito e Turquia e prevê uma pausa de 45 dias nas hostilidades para permitir negociações diplomáticas.

O plano inclui uma primeira fase de cessar-fogo temporário, passível de prorrogação, seguida de negociações destinadas a alcançar um acordo de paz duradouro entre Washington e Teerão. Apesar de reconhecer a relevância da proposta, Trump não indicou qualquer compromisso imediato com a sua implementação, mantendo em aberto a continuidade das operações militares.

06.04.2026

Teerão apresenta queixa por "inação da AIEA" face a ataque a central nuclear

As autoridades iranianas apresentaram um "protesto formal" ao diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, pela sua inação face aos repetidos ataques contra a instalação nuclear de Bushehr, na costa sul do país.

O diretor da Organização de Energia Atómica do Irão (OEAI), Mohamed Eslami, denunciou, numa carta enviada a Grossi, o ataque de sábado contra o perímetro da instalação, que resultou na morte de um membro da equipa de segurança e em vários feridos e provocou danos num edifício.

Eslami criticou Grossi por se limitar a manifestar a sua "profunda preocupação" com o ataque à central, sem condenar claramente o ato, e alertou que "esta inação" da AIEA pode "encorajar os agressores" a lançar novos ataques contra a zona, avançou a agência noticiosa Tasnim.

O responsável da OEAI instou o diretor-geral da agência nuclear da ONU a adotar uma postura "firme e decisiva" e a condenar os ataques contra instalações nucleares, "cumprindo assim as suas responsabilidades legais".

Este incidente de sábado --- o quarto ataque contra a central --- põe em risco a integridade do reator e pode levar a uma potencial libertação de materiais radioativos, o que acarreta consequências graves para a população, o ambiente e até para os países vizinhos, argumentou Eslami na carta.

A AIEA confirmou hoje, nas redes sociais, os "impactos dos ataques" contra Bushehr, embora tenha afirmado que a instalação "não sofreu qualquer dano" com base em análise de imagens captadas no domingo.

Na mesma mensagem, o diretor da AIEA alertou que "a continuidade da atividade militar perto da central de Bushehr (...) pode levar a um grave acidente radiológico com consequências nefastas para as pessoas e para o ambiente", tanto dentro como fora do Irão.

"Independentemente da natureza dos alvos pretendidos, estes ataques representam um perigo muito real para a segurança nuclear e têm de cessar", acrescentou num comunicado que não mencionou os Estados Unidos nem Israel.

Grossi expressou "profunda preocupação com o incidente" no sábado, afirmando que "as instalações nucleares ou áreas adjacentes nunca devem ser atacadas".

Reiterando o apelo à "máxima contenção para evitar o risco de um acidente nuclear", Grossi voltou a sublinhar a importância de garantir a segurança.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, descreveu o ataque à central --- onde trabalhavam pelo menos 200 cidadãos russos --- como um ato "ilegal e irresponsável" e "uma mancha indelével na reputação internacional" dos atacantes, que ignoraram o facto de Bushehr, bem como outras instalações nucleares iranianas, estar "sujeita às garantias da AIEA".

06.04.2026

Irão rejeita acordo de cessar-fogo e quer fim definitivo de guerra

Depois de esta segunda-feira ter sido colocado em cima da mesa das negociações um acordo de cessar-fogo de 45 dias entre EUA/Israel e o Irão, Teerão acaba de responder, frisando que rejeita o plano apresentado pelo grupo de mediadores, que inclui o Paquistão, Egito e Turquia, exigindo antes o fim definitivo da guerra que entrou hoje na sexta semana.

O porta-voz do Negócios Estrangeiros do Irão afirma que a proposta de cessar-fogo é "ilógica" e inaceitável, já que os EUA e Israel "não têm linhas vermelhas" e que o país não pode participar em nenhuma negociação ao mesmo tempo que está sob ameaça. O responsável acrescentou ainda que a segurança nacional do país é o principal fator para concordar com quaisquer negociações e que o Irão se está a defender "com todas as suas forças". 

A televisão iraniana Irna avança ainda que a resposta do Irão ao plano apresentado consiste em dez cláusulas, em linha com as considerações do país e ainda um protocolo para a passagem segura pelo estreito de Ormuz, bem como para a reconstrução e suspensão das sanções.

Os mercados aguardam agora pela resposta dos EUA, isto depois de no passado dia 26 de março, o Presidente dos EUA ter dado ao Irão um prazo de 10 dias para reabrir Ormuz, sob pena de se intensificarem os ataques contra infraestruturas civis - prazo este que expira esta terça-feira. Trump fala esta tarde, pelas 18 horas de Lisboa. 

A proposta de cessar-fogo foi enviada pelo Paquistão na noite de domingo ao ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, e ao enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, de acordo com dois funcionários do Médio Oriente, citados pela Associated Press.




06.04.2026

Coreia do Sul envia cinco navios a porto saudita para contornar bloqueio de Ormuz

A Coreia do Sul deverá enviar cinco navios para o porto saudita de Yanbu para ajudar a restabelecer as rotas de abastecimento de petróleo afetadas pelo bloqueio iraniano da passagem pelo estreito de Ormuz.

"Navios de bandeira sul-coreana deverão ser enviados para rotas alternativas", garantindo o fornecimento de petróleo dos países produtores com rotas de exportação que contornem o Ormuz, disse o deputado do partido do governo Ahn Do-geol.

Segundo a mesma fonte, a Coreia do Sul quer "enviar cinco navios" para a região do Mar Vermelho".

Do-geol acrescentou que também que haverá enviados especiais à Arábia Saudita, Omã e Argélia para garantir o fornecimento adicional de petróleo bruto.

Tal como outras economias asiáticas, a Coreia do Sul é altamente dependente do petróleo do Médio Oriente, que representa cerca de 70% das suas importações.

A situação de guerra no golfo Pérsico, após a ofensiva conjunta de 28 de fevereiro de Estados Unidos e Israel sobre o Irão, levou Seul a impor medidas de emergência, incluindo um teto para os preços de combustíveis, pela primeira vez desde 1997.

O governo sul-coreano também propôs um financiamento adicional de 17,2 mil milhões de dólares (cerca de 1,5 mil milhões de euros) para fazer face ao impacto económico da crise.

O ministério da Energia da Coreia do Sul deu já conselhos à população para reduzir o consumo de energia, incluindo tomar banhos mais curtos e carregar telemóveis durante o dia.

06.04.2026

Israel atacou novamente grande complexo petroquímico iraniano

Israel lançou hoje um novo ataque ao complexo petroquímico iraniano de South Pars, depois de um primeiro ataque em março ter desencadeado uma retaliação contra infraestruturas de petróleo e gás no Golfo Pérsico.

Israel "acabou de realizar um poderoso ataque contra as maiores instalações petroquímicas do Irão, localizadas em Asaluyeh, responsável por cerca de 50% da produção petroquímica do país", avançou o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, numa mensagem em vídeo divulgada pelo seu gabinete.

Segundo o ministro israelita, a operação deixou inoperacionais "instalações chave do setor energético" do Irão.

Juntamente com o ataque anterior a outra parte do mesmo complexo, cerca de 85% das exportações petroquímicas do país persa "foram desativadas", disse Israel Katz, acrescentando que "isto representa um duro golpe económico para o regime iraniano, com perdas na ordem das dezenas de milhares de milhões de dólares".

A imprensa iraniana já tinha noticiado que as instalações petroquímicas de South Pars, que albergam as maiores reservas de gás natural do mundo, tinham sido atingidas hoje por um ataque aéreo israelo-americano.

"Há poucos minutos, foram ouvidas várias explosões vindas do complexo petroquímico de South Pars, em Asaluyeh", avançou a agência de notícias próxima do regime Fars.

A agência adiantou que os ataques atingiram as empresas Mobin e Damavand, que fornecem eletricidade, água e oxigénio às fábricas petroquímicas da região.

Em resultado, o fornecimento de energia a todas as fábricas petroquímicas em Asaluyeh permanecerá interrompido até que estas empresas sejam reparadas, acrescentou a agência de notícias ligada à Guarda Revolucionária iraniana Tasnim, garantindo, no entanto, que South Pars continua operacional.

Na sua mensagem, Katz sublinhou que tanto ele como o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenaram a continuação dos ataques contra as infraestruturas do regime iraniano.

O ministro israelita avisou ainda que quaisquer ações contra Israel "agravarão os danos económicos e estratégicos" do Irão, levando "ao colapso das suas capacidades".

No domingo, o Irão lançou cinco ataques com mísseis contra vários pontos do território israelita, causando feridos e danos generalizados em habitações, principalmente na área metropolitana de Telavive.

As autoridades da República Islâmica não divulgam números oficiais de mortos desde a primeira semana da ofensiva conjunta israelo-americana, iniciada a 28 de fevereiro, quando estimaram o número em 1.230.

No entanto, a organização não-governamental Human Rights Activists News Agency (HRANA) avança que já foram registados mais de 3.400 mortos no Irão, entre os quais mais de 1.616 civis, incluindo, pelo menos, 244 crianças.

Em Israel, ataques com mísseis do Irão e mísseis disparados pelo grupo xiita libanês Hezbollah provocaram a morte a 22 pessoas, além de quatro mulheres palestinianas na Cisjordânia.

06.04.2026

AirAsia X aplica sobretaxas de combustível perante crise energética

A companhia aérea AirAsia X, filial da AirAsia, anunciou hoje sobretaxas de combustível que implicarão um aumento nos preços dos bilhetes, bem como uma reestruturação das rotas, devido à crise energética resultante da guerra no Irão.

"No meio da incerteza global e dos problemas persistentes na cadeia de abastecimento, (...) precisamos de ajustar as nossas tarifas, incluindo sobretaxas de combustível em toda a rede", afirmou o presidente executivo (CEO) da AirAsia X, Bo Lingum, num comunicado, sem especificar quando estas se irão refletir no preço dos bilhetes.

A companhia aérea, com sede na Malásia, junta-se, assim, a outros grupos do setor do transporte aéreo que, nas últimas semanas, decidiram aumentar as tarifas face à insegurança energética gerada pelo bloqueio do estreito de Ormuz no contexto da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

Esta via estratégica canaliza cerca de 20% do petróleo mundial em tempos de paz e tornou-se um dos principais focos de tensão do conflito no Médio Oriente.

Na China, companhias aéreas como a Xiamen Airlines, a China United Airlines, a Spring Airlines e a China Southern Airlines anunciaram sobretaxas de combustível, enquanto no Japão espera-se que a All Nippon Airways (ANA) e a Japan Airlines (JAL) dupliquem-nas para voos internacionais em junho e julho.

De acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), o combustível representa até 30% dos custos operacionais das companhias aéreas, pelo que as flutuações significativas nos preços internacionais do petróleo afetam-nas substancialmente.

06.04.2026

Dois navios do Catar carregados com GNL testam travessia de Ormuz

Dois navios-tanque que transportam gás natural liquefeito (GNL) do Catar estarão a tentar sair do golfo Pérsico através do estreito de Ormuz, manobra que, caso seja bem-sucedida, representaria as primeiras exportações desta matéria-prima para compradores fora da região do Médio Oriente desde o início da guerra a 28 de fevereiro.

O Al Daayen (com 288 metros de comprimento) - que terá como destino a China - e o Rasheeda (com 345 metros de comprimento), que carregaram os seus tanques com GNL ainda no final de fevereiro, abrandaram agora a sua travessia e parecem ter recuado ligeiramente depois de se terem colocado inicialmente em direção à abertura do estreito perto de Omã, de acordo com dados de localização de navios compilados pela Bloomberg.

A potencial passagem pelo estreito de Ormuz pode servir de impulso para o Catar, responsável por fornecer quase um quinto de todo o GNL produzido ao nível global no ano passado, mesmo com a fábrica de exportação de Ras Laffan do país fechada há mais de um mês devido a ataques iranianos.

“O Catar é o principal fornecedor de GNL para o Médio Oriente e tem sido incapaz de exportar GNL desde o encerramento do estreito de Ormuz. Isto resultou recentemente em preços do gás na Europa mais de seis vezes superiores ao preço comparável pago nos EUA”, observou o UniCredit Research, citado pelo elEconomista.

Desde o estalar do conflito que os preços do gás natural negociado na Europa já escalaram mais de 60%.

A possível travessia destas duas embarcações enviaria um sinal positivo aos mercados de que as disrupções sentidas nesta via marítima poderão estar a começar a atenuar, já que nos últimos dias, Teerão parece ter permitido a passagem de navios associados a países considerados próximos dos EUA, incluindo do Japão e França. Além disso, durante o fim de semana, a Organização Estatal para a Comercialização de Petróleo do Iraque, conhecida como SOMO, afirmou que os carregamentos iraquianos estavam agora “isentos de quaisquer possíveis restrições” à passagem pelo estreito.

06.04.2026

"Ninguém racional" concordaria com cessar-fogo, diz Irão

"Um cessar-fogo significa criar uma curta pausa para reagrupar e cometer crimes novamente", reagiu o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão,  Esmail Baghaei, de acordo com a televisão estatal iraniana, citada pela agência Bloomberg. "Nenhuma pessoa racional faria isso", afirmou, sobre a proposta de cessar-fogo entre o Irão e os EUA que está a ser promovida por mediadores do conflito.

"Não há garantias legais ou internacionais. Assim, temos de agir de uma forma que nos permita ter uma garantia sólida para defender a nossa própria segurança nacional. A nossa exigência é por um fim a esta guerra imposta, juntamente com garantias que este ciclo não se vai repetir", disse ainda.


06.04.2026

Irão e EUA recebem plano para cessar-fogo de 45 dias

O Irão e os Estados Unidos receberam um plano de cessar-fogo de 45 dias que poderá entrar em vigor já esta segunda-feira e reabrir o estreito de Ormuz. Os esforços para travar as hostilidades estão a ser liderados por um grupo de mediadores, que inclui o Paquistão, Egito e Turquia.

O plano de cessar-fogo foi avançado pelo portal Axios, que cita quatro fontes próximas das negociações. A notícia já foi, entretanto, replicada por outros meios de comunicação internacionais, citando igualmente fontes não identificadas próximas nas negociações - é o caso da Reuters e do Wall Street Journal.

O financeiro norte-americano diz que as probabilidades de uma resolução para o conflito permanecem, no entanto, curtas.

A proposta em cima da mesa tem duas fases: um cessar-fogo imediato em troca da abertura do estreito de Ormuz, e um acordo mais amplo que incluiria uma solução regional permanente para o estreito, no prazo de três semanas.

O jornal diz que os mediadores iranianos acreditam que os EUA usariam os 45 dias para preparar mais ataques ao pais. No entanto, ainda não foi dada uma resposta oficial.



06.04.2026

Guarda da Revolução anuncia que Ormuz não voltará a "ser o que era" para EUA e Israel

O Comando da Força Naval da Guarda da Revolução Islâmica iraniana (IRGC) anunciou este domingo que o Estreito de Ormuz "nunca mais voltará a ser o que era, especialmente para os Estados Unidos e Israel".

O IRGC fez ainda saber que a Força Naval "está a finalizar os preparativos operacionais do plano anunciado pelas autoridades iranianas para a nova ordem no Golfo Pérsico", numa declaração publicada na rede social X.

A declaração foi divulgada na sequência da recente ameaça do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de atacar infraestruturas iranianas na próxima terça-feira, data em que expira o ultimato que impôs ao país persa para reabrir o Estreito de Ormuz ou enfrentar "o inferno".

"Se não fizerem nada antes de terça-feira à noite, não terão nenhuma central elétrica e não lhes restará nenhuma ponte de pé", afirmou Trump numa entrevista ao The Wall Street Journal.

Em resposta, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baghaei Hamaneh, assegurou que "caso as infraestruturas do Irão sejam atacadas", o país reagirá "da mesma forma".

O encerramento de Ormuz, por onde transita cerca de 20 % do petróleo mundial, é uma das consequências da guerra no Médio Oriente, iniciada no passado dia 28 de fevereiro após bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

A agência noticiosa Fars, associada ao IRGC, informou este domingo que "quinze navios atravessaram o estreito de Ormuz com autorização do Irão nas últimas 24 horas". Segundo a notícia, o tráfego marítimo nesta via estratégica "é 90 % inferior ao registado antes do início da guerra".

Dias antes, uma comissão parlamentar iraniana aprovou um projeto de lei para impor taxas de trânsito aos navios que atravessarem esta importante via navegável.

Segundo meios de comunicação iranianos, a proposta inclui taxas de passagem a pagar na moeda nacional do Irão, a proibição de trânsito para os Estados Unidos e Israel, e restrições para os países que participam em sanções unilaterais contra o Irão.

06.04.2026

Chefes da diplomacia chinesa e russa pedem "cessar-fogo imediato" no Médio Oriente

O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, manteve este domingo uma conversa telefónica com o homólogo russo, Serguei Lavrov, na qual ambos defenderam "um cessar-fogo imediato" no Médio Oriente e o diálogo para resolver o conflito.

Wang indicou que "a China sempre defendeu a resolução política de questões internacionais e regionais críticas através do diálogo e da negociação", de acordo com um comunicado publicado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

O diplomata chinês lamentou ainda que "a situação no Médio Oriente continue a deteriorar-se e os combates se intensifiquem".

Wang afirmou que "a China está disposta a continuar a cooperar com a Rússia no Conselho de Segurança da ONU, a comunicar oportunamente sobre assuntos importantes e a envidar esforços para reduzir a tensão e salvaguardar a paz e a estabilidade regionais".

"A solução fundamental para o problema da navegação no Estreito de Ormuz é um cessar-fogo imediato e a cessação das hostilidades", acrescentou o ministro chinês, que indicou que o seu país "sempre defendeu a resolução política de questões críticas internacionais e regionais através do diálogo e da negociação".

Por seu lado, Lavrov declarou que "a Rússia está extremamente preocupada com a contínua escalada da situação no Médio Oriente", de acordo com o comunicado do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.

O diplomata russo afirmou que "as operações militares devem cessar imediatamente e que o conflito deve regressar à via política e diplomática para abordar as suas causas profundas", para o que, na opinião do chefe da diplomacia russa, o Conselho de Segurança da ONU "deve desempenhar um papel construtivo".

O conflito opõe, desde o final de fevereiro, o Irão a Israel e aos Estados Unidos, numa escalada que incluiu ataques a infraestruturas energéticas e afetou o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, por onde transita, em circunstâncias normais, cerca de 20% do petróleo mundial e cerca de 45% das importações energéticas da China.

A China tem condenado repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, mas também tem sublinhado a necessidade de se "respeitar a soberania" dos Estados do Golfo, com os quais mantém laços políticos, comerciais e energéticos estreitos e que têm sido alvo de ataques iranianos.

06.04.2026

Primeira-ministra do Japão admite possibilidade de cimeira com Teerão

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, admitiu hoje a possibilidade de realizar uma cimeira com Teerão, apesar do prazo de Trump para atacar as infraestruturas energéticas iranianas, caso o Irão não reabra o Estreito de Ormuz.

"Estão a ser feitos preparativos para manter conversações com os líderes iranianos quando for oportuno", afirmou a chefe do Governo durante uma sessão parlamentar, em declarações recolhidas pelos meios de comunicação japoneses.

Takaichi afirmou ainda que o seu país se está a preparar para "qualquer situação", incluindo um conflito prolongado no Médio Oriente e o seu possível impacto no abastecimento de petróleo bruto.

Este fim de semana, a líder nipónica garantiu que o Japão dispõe de reservas de petróleo suficientes para aproximadamente oito meses e que a aquisição de crude a fornecedores alternativos "avança constantemente", numa mensagem publicada na rede social X.

O arquipélago importa do Médio Oriente cerca de 90% do petróleo que consome, e o encerramento do Estreito de Ormuz na sequência da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão obrigou o país a libertar milhões de barris das reservas estratégicas e a subsidiar as petrolíferas para reduzir os preços dos combustíveis.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar no domingo submeter o Irão ao "inferno" quando expirar o ultimato que deu à República Islâmica para desbloquear o estreito, embora tenha posteriormente dado a entender que irá prolongar o prazo por mais 24 horas, até às 20:00 de terça-feira, dia 07, em Washington (00:00 TMG de quarta-feira).

06.04.2026

Teerão diz que toda a região queimará e acusa Trump de ações imprudentes

O presidente do parlamento do Irão alertou este domingo o líder dos Estados Unidos que "toda a região queimará" por causa das "ações imprudentes" norte-americanas.

"As suas ações imprudentes estão a arrastar os Estados Unidos para um inferno na Terra, um inferno para todas as famílias", escreveu Mohammad Bagher Ghalibaf numa mensagem publicada em inglês numa rede social.

O líder iraniano acrescentou ainda: "E toda a nossa região queimará porque [Donald] Trump insiste em seguir as ordens de [Benjamin] Netanyahu", escreveu, referindo-se ao primeiro-ministro israelita, aliado dos Estados Unidos na guerra.

Para o presidente do parlamento do Irão “a única solução real é respeitar os direitos do povo iraniano. E pôr fim a esse jogo perigoso”.

O Presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar o Irão com ataques a centrais elétricas e pontes na terça-feira, caso o estreito de Ormuz não seja reaberto.

“Terça-feira será dia das centrais energéticas e dia das pontes, juntos num único, no Irão. Nunca haverá algo assim”, escreveu Donald Trump na sua rede social.

“Abram o raio do estreito, seus loucos, ou irão viver no inferno”, acrescentou mesma publicação, em que também escreveu “glória a Alá”.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com o encerramento do Estreito de Ormuz e ataques contra alvos israelitas, bases norte-americanas na região e infraestruturas civis e energéticas de países vizinhos, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.

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