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Taiwan quer ser o "parceiro mais fiável" da União Europeia, diz Presidente

Um porta-voz de uma delegação do Parlamento Europeu defendeu uma cooperação mais estreita nos domínios da segurança, comércio, ciência e saúde com a nação asiática.

William Lai é o Presidente de Taiwan
William Lai é o Presidente de Taiwan Ritchie B. Tongo / Lusa - EPA
06 de Janeiro de 2026 às 07:14

O líder de Taiwan, William Lai, assegurou esta terça-feira que a ilha tem "capacidade, vontade e determinação" para ser o "parceiro mais fiável" da União Europeia, especialmente nas áreas de alta tecnologia e semicondutores.

Durante uma reunião em Taipé com uma delegação do Parlamento Europeu, Lai afirmou que Taiwan está disponível para transformar os intercâmbios bilaterais com a UE em "ações concretas" que contribuam para o reforço de uma "cadeia de abastecimento democrática" e para uma maior resiliência da economia global.

"Taiwan continuará a demonstrar firmeza e confiança, provando que é uma força indispensável para a comunidade internacional", declarou, segundo um comunicado da Presidência.

Lai sublinhou ainda que a ilha compreende profundamente os desafios colocados pelas "ameaças militares prolongadas da China", incluindo ações de "zona cinzenta" e coerção diplomática e económica, que descreveu como autoritárias.

"Só a unidade e a cooperação entre democracias podem travar a expansão do autoritarismo externo", afirmou, acrescentando que a estabilidade no Estreito de Taiwan é um "fator-chave" para a segurança europeia e a prosperidade global.

O eurodeputado alemão Michael Gahler, presidente do Grupo de Amizade com Taiwan no Parlamento Europeu, reiterou o apoio ao "status quo" no Estreito e manifestou preocupação com tentativas da China de o alterar "em várias frentes".

Gahler defendeu uma cooperação mais estreita entre Taiwan e Europa nos domínios da segurança, comércio, ciência e saúde, sublinhando que ambas as partes "partilham preocupações em múltiplas áreas".

A visita dos eurodeputados ocorre dois meses após a vice-presidente taiwanesa, Hsiao Bi-khim, ter discursado na sede do Parlamento Europeu, em Bruxelas, na primeira vez que uma autoridade de Taipé o fez. Pequim protestou veementemente, acusando o Parlamento Europeu de ceder a "forças independentistas".

Apesar de não manter relações diplomáticas com nenhum Estado-membro da UE, Taiwan tem aprofundado os laços com países europeus, num contexto de crescente pressão de Pequim, que considera a ilha parte "inalienável" do seu território.

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